segunda-feira, 14 de abril de 2014

O santuário do mundo virtual


A rede social Facebook publicou um relatório onde se fica a saber que o Governo da RAEM pediu informações sobre um dos seus assinantes, e que esse pedido lhe foi recusado. Macau faz parte dos país e territórios que pediram à empresa de Mark Zuckerberg informações sobre o perfil de utilizadores da rede social, entre milhares de pedidos. O Facebook não se recusa a providenciar dados pessoais a que esteja obrigado por lei a fazê-lo, mas em casos sob investigação das autoridades dos vários países que endereçam os pedidos de informação sobre os seus assinantes, os casos são avaliados separadamente, e os critérios são bastante rígidos. E ainda bem! Haja no mundo um média em que possa ser quem quiser, dizer o que se quiser, e mandar certas pessoas a tal sítio sem levar com a moca da polícia, dos tribunais, das virgens ofendidas ou dos senhores que se julgam autoridade máxima no que se deve fazer, pensar ou que postura se deve adoptar. E se me apetecer abrir uma conta no Facebook onde em vez de me identificar como eu próprio, prefira adoptar antes um alter-ego, um personagem fictício? Se não me aproveitar desse anonimato ou falsa identidade para cometer crimes de delito comum, como fraude, assédio, injúria ou difamação, e não estiver a usurpar a identidade alheia ou a fazer uso indevido do seu nome e imagem, o que me impede? As autoridades locais não devem estar muito habituadas a levar "negas", especialmente quando se trata de uma certa companhia de telecomunicações que detém o monopólio das mesmas, mas quando é a hora de acossar os "grandes", isto "pia mais fino" - o Facebook é uma empresa cotada na bolsa, com fins lucrativos, e serve mais de 1200 milhões de pessoas em todo o mundo. É bom saber que ainda existe um "santuário" onde se pode depositar com segurança aquilo que vai dentro da nossa massa cinzenta, um lugar onde o "big brother" no entra, um banco suíço da intimidade. Um brinde ao Facebook!

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