sábado, 12 de julho de 2008

O benefício da dúvida


Carlos Queiroz é o novo selccionador nacional, sucedendo a Luis Felipe Scolari e fazendo a sua segunda "aventura" fora do cargo de treinador adjunto de Alex Ferguson no Manchester United, depois de em 2003/04 ter falhado no comando do Real Madrid dos galácticos.

Este treinador nascido em Moçambique nunca teve a oportunidade de abraçar um projecto sério desde que conquistou dois mundiais de sub-20, e descoberto uma geração de jogadores como Vítor Baía, Fernando Couto, Paulo Sousa, Luís Figo ou Rui Costa. Treinou o Sporting entre 94 e 96 e falhou (como todos os treinadores do Sporting falharam naquele tempo), andou pelos "states", pelo Japão e pelas Arábias onde o futebol não é levado a sério, e a única conquista foi uma qualificação para o mundial de 2002 com a África do Sul, tendo sido depois afastado por razões comerciais.

Na sua anterior passagem pela selecção pegou na equipa a meio da qualificação para o Euro92, que não viria a conseguir. Depois veio a qualificação para o Mundial de 94, que não conseguiu por muito pouco (perdeu apenas com a Itália). Fez 23 jogos, ganhou 10, empatou 8 e perdeu 5. Dirigia uma selecção bastante jovem, maioritariamente constituída pelos jovens que ajudou a formar. Sendo que é bastante elogiado pelo trabalho que realizou no ManU, gostava de lhe dar o benefício da dúvida.

17 comentários:

Anónimo disse...

Em vez de apenas o benefício da dúvida, devemos dar todo o apoio.

Leocardo disse...

Sim, mas em vez do pessimismo indigena, prefiro dar-lhe o benefício da dúvida. Apoio já ele tem, pelo menos algum.

contraditório disse...

Pois eu cá acho que quem criticou o Scolari ainda vai sentir muitas saudades dele.
Pelo menos aqueles que estão interessados em que a Selecção consiga bons resultados e não aqueles para quem a Selecção só serve para que se convoque quem a pintalhada quer e quando quer.

Mas como eu sou daqueles que torce sempre pela nossa Gloriosa Selecção Nacional, espero estar enganado nesta minha previsão.

Anónimo disse...

Apoiado Contraditório....

Anónimo disse...

Se o Carlos Queirós não ganhar nada, iguala o palmarés do Scolari.

Anónimo disse...

depois deste palhaço ainda vem o toni...

contraditório disse...

Iguala o palmarés do Scolari e de todos os outros seleccionadores nacionais antes dele.
Incluindo Oliveiras, Pedrotos e companhia limitada.
Para o caro anónimo das 13:03 a campanha que o Guimarães fez na época passada não foi nada de especial.
Não ganhou nada...

Anónimo disse...

Exacto, iguala o de todos os seleccionadores até agora. E disse muito bem, o Guimarães não ganhou nada. Os únicos que fizeram uma época especial foram o Porto e o Sporting, que ganharam coisas.

contraditório disse...

Pois, pois, é que o Guimarães é de facto uma equipa que já ganhou muita coisa.
Tem um historial de ser campeão.
Conseguir um lugar na pré- eliminatória da liga dos campeões, para uma equipa que na época passada estava na segunda liga é de facto uma coisa de somenos importância.
O Cajuda devia ser despedido.

Não sei porque é que o Porto foi buscar o Jesualdo.
Porque fez excelentes temporadas no Braga?
Mas o Braga não ganhou nada com ele...

Anónimo disse...

É que, ao contrário do que muitos pensam, o Pinto da Costa tem bom coração. E quando gosta de alguém, dá-lhe um palmarés, ou seja, convida-o para treinar o Porto. E o Porto, já se sabe, está para Portugal como o Brasil está para o mundo: qualquer treinador se arrisca a ser campeão.

CONTRADITÓRIO disse...

Pois é.
Com a concorrência que o Porto tem, qualquer basbaque é campeao.

oliveira, fernando santos, adrianse...

E segundo o seu raciocinio só passam a ser bons treinadores quando ganham um titulo.
O jesualdo só passou a ser bom treinador quando foi campeão pelo Porto, uma coisa ultimamente dificílima de conseguir, com ou sem " fruta".

Muito mais dificil de conseguir do que agarrar numa equipa vinda da 2ª liga e levá-la a liga dos campeões, ou agarrar numa selecção sem historial nenhum e em dois anos tornÁ-la vice-campeã europeia e 4ª classificada num Mundial.

Anónimo disse...

É claro que exagerei, mas isto para contrabalançar o seu exagero quando se trata de defender o Scolari. O 4.º lugar no Mundial foi um bom resultado. Mas nos Europeus não fez nada de especial. Ou a sua memória selectiva esqueceu-se que a tal "selecção sem historial" tinha chegado aos quartos-de-final em 1996 e às meias-finais em 2000? A final de 2004 foi em casa, benesse que só Scolari teve. Ou seja, desde que há quartos-de-final no Europeu (desde 1996, que antes disso só havia 8 equipas na fase final), Portugal ainda não fez pior do que em 2008. Mas, pelo que vejo, quando o seleccionador não é o Scolari, chegar aos quartos ou às meias não tem o mesmo valor.

CONTRADITÓRIO disse...

Essa conversa de como jogou em casa tinha de ganhar, já cheira mal.
Então a Suiça ou a Austria tinham obrigação de fazer melhor lá porque jogaram em casa?
No próximo Mundial a Africa do Sul é favorita porque joga em casa?
Ser vice campeã europeia é um mau resultado?
Ou não será a melhor classificação de sempre da selecção portuguesa num campeonato da Europa ou Mundial?

Anónimo disse...

Toda a gente conhece as vantagens de jogar em casa, só o Contraditório é que não. O único Europeu ganho pela Espanha antes deste tinha sido em casa; o único que a Itália ganhou também foi em casa; e quanto à França, idem aspas. Pior: sempre que a selecção da casa chegou à final do Europeu, ganhou. A única excepção foi Portugal (e ainda por cima contra a Grécia).

Nos Mundiais as vantagens de jogar em casa ainda são mais evidentes. Sabe que a Suécia já foi a uma final? A jogar em casa, claro! Sabe quando é que o Chile conseguiu chegar às meias-finais pela única vez? Já deve ter adivinhado, foi no Mundial do Chile, claro! E selecções de maior nomeada que só ganharam o Mundial uma vez, como a França e a Inglaterra, onde é que terá sido? Em casa! E a Coreia do Sul, tem uma grande equipa, não? Mas em 2002 chegou às meias-finais! Por que terá sido???

Claro que as grandes selecções podem ganhar em qualquer lado e a selecção da casa nem sempre chega à final (apesar de - repito - jogar em casa ser realmente uma vantagem!). Mas essa coisa inédita de jogar a final em casa contra a Grécia e perder... só mesmo Portugal era capaz de tal proeza, sobretudo tendo um treinador que tinha dois amores: um guarda-redes sofrível (como o próprio fez questão de provar na final) e um ponta-de-lança que chegou à final com lugar cativo sem ter marcado um único golo. A desgraça já estava à vista para quem percebesse um bocadinho de futebol...

contraditório disse...

E a unica vez que Portugal chegou a uma final foi em casa.
A melhor classificaçao de sempre que Portugal teve foi em casa.
ser vice campeão europeu é assim tão mau?
Será que quando a Suécia chegou á final e perdeu, o treinador deveria ser crucificado?
Meu caro, você não ficou mais frustrado do que eu quando Portugal perdeu aquela final.
Mas chegar a disputar aquela final foi, repito, a melhor classificação de sempre de Portugal.
E ter sido em casa claro que ajudou.
E apesar de não ser grande fã do Ricardo, lembro-lhe que quando ele defendeu aqueles penaltis no jogo contra a Inglaterra foi considerado quase heroi nacional.
E quanto ao tal ponta de lança que não marcou nenhum golo, lembro-lhe que ele foi o jogador que mais golos marcou na selecçao.
mais do que o Eusébio ou o Gomes.
E olhe que em materia de pontas de lança a escolha é algo pobre, desde há muito que nao existe um bom ponta de lança português.

Mas, como eu digo sempre, o problema de muita gente com o Scolari é só um, e chama-se Vitor Baía.
O resto é tentar arranjar argumentos contra quem tem o melhor palmarés de sempre como seleccionador nacional.
Os números não mentem.

Anónimo disse...

Se fosse só o Vítor Baía... O Vítor Baía foi realmente o primeiro problema. Só numa cabecinha como a do Scolari pode caber a ideia de deixar de fora aquele que foi considerado pela UEFA o melhor guarda-redes da Europa, precisamente na altura em que Scolari chegou. Ou alguém inteligente pode achar que Baía não tinha lugar numa convocatória de três guarda-redes? Mas o problema não é o Baía, é o Ricardo. Este ano o Quim fez uma grande época, mas sabe o que lhe aconteceria se não se tivesse lesionado, não sabe? Tinha ficado no banco, porque com Scolari jogava sempre Ricardo, nem que fosse de muletas.

Quanto a Pauleta, pesquise e vá ver por que é que marcou mais golos do que Eusébio e Gomes. Ou então eu digo-lhe: no tempo de Gomes, e sobretudo de Eusébio, a selecção não fazia tantos jogos como faz agora. Mas nos momentos decisivos e contra as grandes equipas esses jogadores marcavam, ao contrário de Pauleta que só batia em ceguinhos. A maioria dos seus golos foi contra luxemburgos e liechtensteins. Quando chegavam os grandes momentos, zero, falhou sempre. Em 2004, Portugal só marcava por outros jogadores ou quando Nuno Gomes ou Postiga saltavam do banco.

Claro que Scolari tem o melhor palmarés, nem podia ser de outra forma. Aos outros nunca foram dadas as mesmas condições. A selecção ia para as fases finais (quando ia) sem ter definidos prémios de jogos e outras coisas (daí o caso Saltillo, por exemplo). Era tudo à balda. Com Scolari não. Não só foi para Portugal ganhar o dinheiro que nenhum outro tinha ganho, como aos jogadores também não faltou nada (sabe quanto é que ganhavam por dia no Euro 2008, mesmo que não tivessem ganho jogo nenhum?). É por estas questões de organização que num clubezinho como o Porto qualquer treinador pode ganhar coisas. E grande treinador não é aquele que deixa de fora um grande guarda-redes por uma birrazinha. Grande treinador é o que deixa de fora jogadores de nomeada porque não estão em forma. E isso Scolari nunca fez. Nunca foi capaz de tirar Ricardo ou Pauleta da equipa, por muita porcaria que fizessem. Não gosto de Scolari porque, tirando a lavagem ao cérebro que conseguiu fazer aos adeptos portugueses, que passaram a apoiar incondicionalmente a selecção em qualquer situação, é péssimo tacticamente e sofrível como seleccionador. Não julgo um treinador por apenas uma decisão, mas por um conjunto delas.

CONTRADITÓRIO disse...

Meu caro,

Tem a certeza que foi por uma simples birrazinha?
Porque é que vocês culpam sempre o Scolari pelo problema Vitor Baía?
Eu acho que por pior que seja um treinador ( e concorda comigo que há treinadores muito piores que o Scolari), não convocar um guarda redes que como diz e muito bem foi um dos melhores da Europa, é porque o motivo foi sério.
E em questões de disciplina acho que nenhum treinador pode dar baldas, nem sequer com Maradonas.
Eu cá acho que o Vitor Baía tem muitas culpas no cartório nesta questão.
Mas é apenas uma suposição, assim como a sua que acha que a culpa é toda do Scolari.
Além disso ja vi que temos uma divergência em relação ao tipo de treinador que gostamos.
Eu não simpatizo muito com treinadores muito estilo Sr. Prof., todos muito cheios de tácticas e esquemas na cabeça.
Para mim um treinador é acima de tudo um condutor de homens e um líder que consegue extrair o máximo dos seus homens.
Uma pessoa carismática.
E uma equipa de futebol deve ser dirigida duma forma tipo tropa em que a disciplina e o espirito de grupo devem estar acima de tudo.
Inclusive da táctica.

Prefiro um sargentão a um Sr. Prof.