sexta-feira, 11 de julho de 2008

Leituras


- Leia aqui no Hoje Macau o que pensa o advogado Pedro Redinha do caso do jovem Luís Amorim, bem como o editorial de Carlos Morais José a esse respeito.

- Gostava ainda de destacar o excelente trabalho que Marco Carvalho tem feito para o HM sobre a história das Olimpíadas, que pode ser encontrado, por exemplo, aqui.

- Uma opinião interessante a de José Rocha Dinis sobre a situação actual em Timor vista pela jornalista Felícia Cabrita, em Ao estilo da guerra de Raúl Solnado.

- Ainda no JTM, Nuno Lima Bastos fala da actual situação da língua portuguesa no território em Maltratada Língua.

- Leia a habitual crónica de José Miguel Encarnação n'O Clarim desta semana, intitulada Harmonia.

- Recomendo vivamente um artigo brilhante de Nuno Pacheco no Público, Os Sorrisos do Oriente Vermelho. Como infelizmente o Público é a pagantes, fica aqui o artigo via O Jumento.

Bom fim-de-semana.

5 comentários:

Anónimo disse...

Timor é um país "sui generis". Há chamados seguranças que dormem com a cabeça pousada num gerador de electricidade daqueles que fazem um barulho tal que eu nem a um quilómetro de distância conseguia dormir. E há todo um à-vontade (havia, pelo menos, antes do ataque a Ramos Horta, que agora duvido que continue a ser assim) que não existe em mais país nenhum, que eu saiba, nem dos de primeiro mundo nem dos de terceiro. Ramos Horta, quando já era Ministro dos Negócios Estrangeiros, chegou a estar a jantar na esplanada de um restaurante na mesa ao lado da minha. Mari Alkatiri, quando era primeiro-ministro, esteve num jantar em que eu também estive. Com Xanana Gusmão cruzei-me várias vezes e cheguei a cumprimentá-lo e a trocar com ele meia dúzia de palavras. Convém referir que eu não sou ninguém, era tão anónimo em Timor como sou em Macau ou em Portugal, só que em Timor os governantes misturavam-se e iam aos mesmos sítios que qualquer pessoa da classe média também ia. Em Portugal, por exemplo, nunca vi nenhum governante por acaso em lado nenhum, e em Macau, que nem 30 quilómetros quadrados tem, também não. Quando querem ir jantar a um restaurante, fecham-no ao público e fica ao dispor deles. Em Timor nunca foi assim antes do atentado a Ramos Horta. São jornalistas e outros que não conhecem minimamente a realidade de Timor que depois vêm com grandes teorias acerca de qualquer anomalia que por lá se tenha passado, culpando este e aquele, quando afinal (para quem conhece o país) a verdade é tão simples: qualquer um podia ter atentado contra a integridade física de quem quisesse porque os políticos de Timor nunca tomaram as mais básicas medidas de segurança. Se isto é um factor com que os jornalistas que não conhecem Timor não contam, já os "inteligentes" das Nações Unidas, que estão lá há tanto tempo, escrevem sempre belíssimos relatórios a sacudir a água do capote. Aliás, estes "polícias da paz" são os mesmos que chegaram a mostrar-se muito activos contra a prostituição em Timor, prendendo cidadãs estrangeiras ilegais em casas da especialidade e mostrando ao mundo como faziam justiça, mas só quem lá estava sabe que eles próprios eram dos mais assíduos clientes dessas mesmas cidadãs ilegais. Nada que não tenha vindo a público em relação a outros países, como por exemplo a Bósnia, mas em Timor parece-me que souberam guardar o segredo um bocadinho melhor. Parabéns a José Rocha Dinis que, se bem percebi, conseguiu sentir o cheiro a esturro vindo da ONU.

Ass.: PorTiMacau (com um pedido de desculpas pelo comentário tão longo, ainda por cima logo da primeira vez que aqui comento, mas não resisti)

Leocardo disse...

Eu é que tenho que agredecer pelo seu extensivo e oportuno contributo. Confesso que não sou grande conhecedor da realidade de Timor, e à luz destas evidências, não faço intenções de o vir a ser num futuro próximo. Obrigado pelo tempo dispensado. Abraço.

Anónimo disse...

Ao PorTiMacau:
Obrigado pelo comentário tão esclarecedor.

Hugo disse...

Eu que também já vivi em Timor, assino por baixo tudo o que escreveu o PorTiMacau.
Cruzar-me com o Alkatiri, Xanana ou o Ramos Horta era banalíssimo.
Só em Timor vi um Presidente da República, na altura o Xanana, relatar em directo no Estádio de Dili, um jogo Portugal-Brasil de apoio ás vítimas do Tsunami.

Anónimo disse...

Aos Comentadores,

Que relação dos líderes timorenses com a Austrália (EUA-ONU), China, Indonésia e Portugal?

Antecipadamente grato,
Crocodilo