quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Quem roubou mais?


Au Kam San, deputado do Novo Macau Democrático, afirmou hoje na AL que o governo desbaratou os bens públicos naquilo que considera "um roubo superior ao praticado durante os 400 anos da presença portuguesa em Macau". As afirmações causaram a indignação de Leonel Alves, que acusa Au de ter em mente a manifestação do próximo dia 20, e de Pereira Coutinho, que fala de "insulto" aos portugueses. Veja tudo aqui.

39 comentários:

in vino veritas disse...

Este é um bom exemplo de uma faca de dois gumes: elogia-nos ao dizer que o governo chinês rouba muito mais do que nós e ofende-nos ao chamar-nos de ladrões.
É por estas e por outras que prefiro o Ng Kuok Cheong ao Au Kam San: aquele já amadureceu e deixou-se destes comentários baratos anti-colonialistas.

Leonidas disse...

E a Presidente da AL não lança mão do regimento da AL para por na ordem este tipo? Ou ela só preside para mandar bocas e para presidir a offshores que controlam empresas em que o sócio minoritário usa do seu próprio dinheiro para, alegadamente, subornar em benefício de uma empresa em que ele não beneficia de nada?

Verdadeiramente inacreditável. A pouca simpatia que tinha pelo NMD, ao ver Ng a falar em português na campanha para AL e ao vê-los como uma das poucas vozes que punham esta malta em sentido, perdeu-se.

Estas declarações racistas vêm na mesma linha do editorial do "Ou Mun" aquando da detenção de Ao Man Long, em que o tema foi orientado para a corrupção na era portuguesa.

Mas a que propósito são os portugueses metidos ao barulho? Ensinamos a malta que rouba bem de mais? É isso? De facto oitocentos milhões é obra. Tire-se o chapéu às gentes e ao aluno brilhante.

E para quando uma petição à AL exigindo um pedido de desculpas públicas a esta gente?

Podemos é igualmente perguntar ao senhor deputado se ele não acha um roubo receber a sua subvenção ao fim do mês sem fazer aquilo para que é pago: legislar. Quantas propostas de lei apresentou este beiças de alguidar? Apresentou quantas? Sabe escrever ao menos? Mesmo sabendo que vão ser chumbadas tem obrigação de o fazer, não é só empurrar para o Governo.

Isto de termos uma assembleia legislativa que não legisla mas consiste num grupo de "gentes" que se junta para mandar umas bocas como se estivessem num café é de facto sintomático de que "The difference is Macau".

Vergonhoso.

in vino veritas disse...

"In a world of difference, the difference is Macau". Não é este o slogan da DST :-)?

tnp disse...

Tristeza! É o que posso dizer. 8 anos depois a ´simpatia´ pelos portugueses começa a ser mostrada, era o que temia...prefiro aturar o Sócrates e o seu governo do que todas as hipocrisias que aí manifesta....é só uns a tentar comer os outros...

Roque Santa Cruz disse...

Deixemo-nos de hipocrisias e de argumentação balofa. E que tal se se fizesse a inversão do chamado ónus de prova?... Isto é, em vez de ser o Au Kam San a provar que ao tempo das últimas,(nem sequer vou aos 400 anos, chegam os últimos 30),de admnistrações portuguesas foram cometidos roubos(sim,roubos)no sentido de violentação do erário publico, coubesse também a Leonel Alves provar que não houve governantes portugueses (jamais, em tempo algum) a meter a mão na massa. Uma espécie de operação "Mãos Limpas", ao contrário... Por que ninguém sai bem neste filme, nem os de agora, nem os de antanho... neste assunto do "empochar".

Anónimo disse...

nao sei porque e' que ficam assim, o que AKS disse e' a verdade nua e crua, doi nao doi...!!! entre os portugueses tb ouve umas ovelhas ranhosas que vieram a macau limpar uns tachos, mas nada comparado ao que se tem roubado estes ultimos oito anos pelo edmundo e a sua equipa, nao foi a forma mais "politicamente correta" de se dizer mas enquadra-se perfeitamente no assunto referido

Anónimo disse...

Ovelhas negras de certeza que existiram. Afinal não foram condenados a prisão efectiva duas pessoas por corrupção activa de um governador que, em processo paralelo, foi absolvido por falta de provas da sua corrupção passiva?

Que se comente isso, que se fale disso e que se critique os portugueses por tudo o que de mal fizeram aqui e por tudo aquilo que não fizeram por esta terra durante 400 anos. Mas não se misturem os casos.

Meter os portugueses ao barulho no meio desta confusão serve que intenções? Olhando para a mama e saque praticado por chineses, americanos e australianos dá para ver que nós não chegamos sequer perto de acariciar a árvore das patacas.

Estas são declarações racistas e insultuosas proferidas por um energúmeno que nem sequer a sua função de LEGISLADOR cumpre. Deve doer bastante às gentes olhar para as suas gentes que as governam e pensar que se calhar antes não era tão mau.

Cumprimentos.

Anónimo disse...

Parafraseando (tradução livre) os comentários de um observador internacional: Macau não está a ser governado pelas suas gentes, Macau está a ser arruinado pelas suas gentes.

VICI disse...

Absolutamente vergonhoso!

Roque Santa Cruz disse...

Por muito que isso custe a muitos de nós portugueses, não me parecem que sejam acusações racistas, nem insultuosas."Desbragadas", quanto muito. Mas de todo em todo insofism]aveis. Claro que portugueses houve(não confunbdir a árvore com a floresta), que se amanharam "à tripa forra". E não me diga, nem me conte, que nem sequer a tal providencial, mas pelo vistos pouco existencial árvore das patacas, nem acariciada foi!?. Não me parece que não tenha sido de todo assim,(seria um monumental atestado de incompetência à lusa-gente, nem que a dita cuja tenha sido tão mal acariciada! Mas se foi melhor ou pior, provâ o quê? Que o abananço pecou por diferença?. Que o passado colonial não foi tão mau assim? Que somos os maiores?. Não se preocupe que fizemos coisas boas:filhos em mulheres alheias.

in vino veritas disse...

Ao Roque Santa Cruz,

É claro que houve dirigentes portugueses que mamaram e não é preciso recuar muito para o confirmar: basta olhar para a última quinzena de anos (Rocha Vieira, Salavessa da Costa, Nuno Delarue e outros quejandos). O que não se pode é fazer uma referência genérica aos portugueses enquanto povo, como se tivéssemos andado todos a roubar por aqui. Além disso, mesmo os esquemas de alguns políticos e dirigentes que por cá passaram foram, certamente, "peanuts", comparados com a mama desbragada desta actual administração. Mas lá está: o Au Kam San não se referiu genericamente ao governo do Edmund Ho como «os chineses». Então também não podia ter generalizado com «os portugueses», como fez.
No fundo, é um racista.

Roque Santa Cruz disse...

Meu caro "quando bebe vinho fala a verdade"...

Não me convence a sua teoria sobre o racismo do outro(nem lá fundo...)Diz e bem, "peanuts"! O homem não passa, mas é, de um "desbocado". Agora, como no passado. Pelo menos neste particular, justiça lhe seja feita. Agora como legislador, tal aliás como todos os outros deixam tudo a desejar. Não passam de um bando de católicos convictos, já que dizem sempre "Amen". Um parlamento(???), como dizem os ingleses com muita propriedade,
"rubber stamp"

JRD disse...

Não critiquem o nosso estimado Chefe do Executivo Edmundo Ho por favor. Critiquem o Au Kam Sam, o Ng Kuok Cheung, os Portugueses, o Rocha Vieira, o Salavessa, o Camões, quem quiserem. Mas por favor não toquem no nome do Chefe Todo Poderoso!
Obrigado.
José R Dinis

PS: Não percam a análise desta e muitas outras notícias no JTM. Já nas bancas!

Anónimo disse...

toda a gente conhece o caso "mala de Macau",caso Melancia,caso dos quadros roubados dos governadores macau etc,é verdade que os portugueses roubaram muito em macau mas os chineses tambem roubaram e roubam,o ao man long que o diga.È caso para dizer:quem roubou mais afinal?

in vino veritas disse...

O Roque Santa Cruz não gosta do meu nickname? Olhe que isso de escolher nomes de que tem a inteligência nos pés também tem que se lhe diga...

Ao "jrd": o jrd nunca diria para criticarem o careca (leia-se, Rocha Vieira). O careca também foi poder, um poder que ajudou o jrd, e esse tipo de poder é infalível!

Roque Santa Cruz disse...

Ó, por quem sois vodes!

Gosto imenso, embora prefira, da minha parte, o "in cevadum veritas". Gostos meu caro...

Agora, quem escreve com os pés?. Eis a questão! A inteligência, essa, anda aí à solta, sobretudo nesta terra grande em índices...de densidade...de qualquer coisa. Por exemplo: doutores (tsntos) por metro quadrado!... Faz me lembrar o Chavez... "di mierda"...

Incrível, de facto, que alguém de forma estapafúrdia use as inciais JRD... Há tantas outras para expressar o que nos vai na alma. Não havia necessidade...

Gosto mais, quando explica, que o JRD, tal como o careca, como diz, foi poder... Se calhar há para aí uma troca qualquer de consoantes, que nos..."coisou" a todos.
"Opiniães"!

Quanto ao Ao Man Long, até aprendeu português....

Anónimo disse...

Já dizia o povo: "Ladrão que rouba ladrão, tem 100 anos de perdão"

Roque Santa Cruz disse...

Ou mais prosaicamente..., gosto mais deste anexim...
"Quem dorme com o cão, acorda com pulgas".

in vino veritas disse...

«Gosto mais, quando explica, que o JRD, tal como o careca, como diz, foi poder... Se calhar há para aí uma troca qualquer de consoantes, que nos..."coisou" a todos.»

Caro Roque Santeiro (perdão, Santa Cruz), traduza, porque não atingi!
Eu não disse que o jrd foi poder. Disse foi que o careca RV foi poder. E que, enquanto poder, ajudou o jrd. Daí que este (o jrd) o considerasse (ao careca RV) infalível. "Capice"?

Anónimo disse...

Compreendo e concordo quase plenamente. Apenas um pequeno pormenor.. o RV já não está no poder nem tem qualquer influencia, portanto já não terá muito interesse para o JRD gastar tinta e papel e escrever elogios. Já o actual chefe de executivo ainda cá andará por pelo menos mais uns anitos.. isto é até o JRD descobrir quem provavelmente será o próximo na fila, e então aí terá um novo Santo Imaculado a venerar.

Roque Santeiro, não faz diferença qualquer disse...

"Capice niente". O "vino" deve estar azedado...

Quando à troca de consoantes, é... uma questão de...poder!

O resto, tal como esta conversa, já nem tão pouco interessa... é para quem sabe... da poda...e tenta por, à sua maneira, o dedo na ferida.(Au Kam San "dixit").
A discussão era, quem roubou mais...lembra-se?! Quanto ao resto é, paisagem...Não ande com trocadilhos, tipo leocardalho!.

in vino veritas disse...

Nem trocadilhos, nem trocadalhos, caro roque de meia-tigela. É com toda a frontalidade que lhe digo que não admito que apelidem o meu país e o meu povo de ladrões! Se você é ladrão, problema seu (e de quem você rouba). E, se houve responsáveis portugueses que roubaram, investiguem-nos, acusem-nos e julguem-nos. Não nos metam é a todos no mesmo saco, percebe, seu roque parvalhão? Há cada tuga de merda!

Leonidas disse...

Ainda bem que estamos na época natalícia e a malta anda mais serena e com o espírito. Para quê estas acusações directas?

Não se podem manter opiniões opostas sem que isto descambe no insulto pessoal? Acalmem-se. Na volta vocês até podem ser colegas (isto do anonimato é lixado) e andam aqui ao "estalo".

O Sr. Roque acha que houve malta portuguesa que meteu ao bolso (eu concordo). O Sr. Veritas acha que não deve ser misturado esse caso com o do Ao (eu também concordo). É comentar e contra-argumentar. Agora daí à porrada, calma.

Se quiserem aliviar o espírito vao ler os relatórios de actividade da AL 2006-2007: Leis aprovadas 6 (todas apresentadas pelo Governo). Ou seja, além do reduzido número de leis aprovadas nenhuma foi proposta pelos marmanjos (tirando a do Pereira Coutinho que foi chumbada). Digam lá que não dá vontade de rir?

Cumprimentos,

Anónimo disse...

Ma nada!!! Afinfa-lhe!!!

Anónimo disse...

Quanto custam esses «marmanjos» ao erário público?

Leonidas disse...

Custam mensalmente 25% do vencimento do Chefe do Executivo fora as senhas de presença equivalentes 2,5% da sua remuneração quando participem em reuniões de comissões permanentes.

Ou seja, pelo menos de 33,000 patacas por mês, o que não é mau para mandar umas bocas em vez de legislar.

Anónimo disse...

Só??? E os almoços???
São de borla???

Anónimo disse...

«Atavismo é o reaparecimento de uma certa característica no organismo depois de várias gerações de ausência. Decorre da não expressão de um gene em uma ou mais gerações de indivíduos. O termo é usado correntemente para referir-se a semelhanças físicas e/ou psicológicas entre seres e seus ancestrais mais distantes.»

in vino veritas disse...

Eu estaria sereníssimo se esse sr. Roque sei-lá-o-quê não viesse para aqui com aquela atitude miserabilista de que nós, portugueses, somos uns crápulas e, como tal, não temos que ficar incomodados com dislates do calibre das declarações do Au Kam San. "Quem não sente não é filho de boa gente". Houve portugueses que sacaram dinheiro em Macau e até que sacanearam compatriotas seus, é bem verdade (e não é o sr. Roque que me vai dar lições sobre isso, pode estar certo), mas isso NUNCA poderá justificar ou atenuar aquelas declarações do deputado, muito menos naquela sede. Se o sr. Roque não consegue fazer esta distinção, então só me resta sugerir-lhe que vá lavar essa cabecinha para refrescar as ideias.
Talvez o espírito do Natal lhe faça bem...

corrector residente disse...

Em bom português (que não é matemática), não se deve escrever «e/ou». Basta escrever «ou». Se basta ser A ou B, então também pode ser A + B. De acordo?

Anónimo disse...

São as arredondadas $ 33 000,00 mops, a que somam a electricidade, água e papel higiénico, per capita, à nossa conta!!!! Numa perspectiva empresarial, mais vale serem pagos para ficarem em casa...!!!

Leocardo disse...

Fico feliz que desabafem, mas concordo com o leonidas. Sem insultos, pf.

Anónimo disse...

Leonidas Brejnev? O que saudava os estadistas amigos com um beijo na boca?

leonardo disse...

Caro corrector, não acha que são preciosismos a mais? Compreendo que a sua intenção é boa, mas isto é um blog onde as pessoas muitas vezes escrevem os textos à pressa e sem grande atenção a pequenos erros ortográficos. Sim, digo pequenos pois comparado com o que se lê por aí pelo mundo da blogoesfera, isto aqui até é um paraíso! (Já visitou por exemplo o blog do Pedro Santana Lopes? Isso sim uma vergonha).

Já agora, permita-me discordar consigo quanto ao "e/ou". Dizer "o A ou o B", ou dizer "o A e/ou o B" tem um sentido bastante diferente pois exprime a intenção do autor em querer reforçar a possibilidade de A agir em conjunto com B, algo que pode não ser tão evidente com o "ou". Confesso que não sou especialista em questões gramaticais, muito longe disso. Se calhar em bom português nem sequer é correcto escrever "e/ou". Mas quando leio um texto, confesso que faz muita diferença ler uma coisa ou ler a outra.

Não leve a mal este comentário. É apenas uma opinião sem maldade!

corrector residente disse...

Caro Leonardo,
É claro que não o levo a mal! A minha intenção é, essencialmente, alertar os caros colegas comentadores para certos erros muito habituais na língua portuguesa, coisas tão useiras e vezeiras que as pessoas começam a tomá-las por correctas, degradando o uso do nosso idioma (que já anda tão maltratado, especialmente aqui em Macau).
Ora, foi neste contexto que me referi ao uso, em minha opinião, indevido do «e/ou». Melhor dizendo, até concebo que, em certas situações, «e/ou» possa traduzir melhor o que se pretende do que um mero «ou», mas, neste caso do comentário sobre o atavismo, julgo que «ou» é perfeitamente suficiente: se dissermos que «o termo é usado para se referir (e não «para referir-se») a semelhanças físicas OU psicológicas», então também cobre os casos de «semelhanças físicas E psicológicas». Mais do que uma questão de bom português, temos aqui uma questão de simples lógica, parece-me.

Anónimo disse...

Meus caros anónimos!
Será também como anónimo que me irei pronunciar, assim:
Não me parecem tão descabidas as palavras proferidas pelo deputado Au Kam San, ninguém concerteza, será suficientemente ingénuo, para pensar, que durante mais de 400 anos, a administração portuguesa saiu daqui de uma forma impoluta. A palavra "roubar" talvez tenha sido forte, tendo em atenção que foi proferida no local errado, mas todos nós sabemos que aquilo que o sr. deputado disse à boca cheia em plena Assembleia Legislativa, é o que se diz à boca pequena, tanto por portugueses como por chineses, pelos becos e ruas desta Terra, pela falta de coragem que existe em pronunciá-las de viva voz.O Hoje Macau, publica hoje uma carta de Fernando Eloy, com a qual concordo plenamente, e, que, aconselho a ler, a quem ainda o não fez. Complexos racistas não levam a nada, nem acredito que tenha sido o caso, é antes um acto de coragem ser capaz de em plena Assembleia dizer uma verdades que há muito deveriam ter sido ditas, por muito duras que tenham sido. Faltou tacto politico? faltou. Sobrou no entanto coragem, de tacto politico, penso que estamos todos fartos, ou seja da hipócrisia em que os politicos vivem e nos obrigam a viver.
cumprimentos a todos.

Anónimo disse...

Concordo que muitos portugueses, principalmente na Administração, não estiveram aqui a trabalhar por amor à camisola ou por amor à terra. O que acho é que isto se trata de uma tremenda falta de diplomacia.

corrector residente disse...

O anónimo das 4:20 parece o JRD a pontuar os seus textos! Homem, você tem um sério problema de vírgulas! Leu o que escreveu? E entende-se com essas vírgulas todas? Santo Deus!

Anónimo disse...

será que Au recebe da Fundação Oriente?