terça-feira, 13 de Maio de 2008

Buffet ole







As manhãs custam-me cada vez mais a passar. Não sei se isto se deve ao facto de acordar sempre cedo, e tomar o pequeno-almoço às sete e picos, sempre ali no On Kei da Av. Praia Grande, depois do habitual exercício matinal (cada vez mais velho…). À hora de almoço lembro-me sempre de comprar meia dúzia de chocolatinhos, sempre a pensar em guardá-los para meio da manhã do dia seguinte, quando a fome começa a apertar por volta das 11 horas. Mas o açucar deve ser mesmo a tentação do demo, e no final da tarde os chocolates já marcharam todos.

Isto tudo a propósito do quê? Ah, sim, os buffets. Quando se começa a falar de comida há sempre pano para mangas. As conversas sobre comida juntam os maiores inimigos, e é à mesa que se tomam decisões importantes, se fazem negócios, ou às vezes se desfazem (lembram-se da vichyssoise de Marcelo e Portas?). E lá estou eu a divagar outra vez. Fui ao buffet do Hotel Emperor (cada vez mais preguiçoso, um dia só posso falar do que vejo do outro lado da rua) pela enésima vez, e deste vez tirei umas fotos que resolvi partilhar com os queridos leitores.

Confesso que a primeira vez que fui a um buffet (bufete, na versão portuguesa) na minha vida foi em Macau. Por acaso em Portugal fui a um óptimo no ano passado, de comida alentejana, ali para as bandas de Azeitão. É muito raro encontrar elementos da nossa comunidade nestes festins de desperdício em que a salmonela anda sempre à espreita, tirando talvez o Hotel Mandarim, conhecido pela excelência da sua pastelaria, e onde uma vez tive o prazer de encontrar o nosso Vitório, que jantava com um casal amigo.

Os buffets são normalmente frequentados pela classe média chinesa (que os considera “um luxo”), que se junta aos feriados, normalmente em família, e os turistas da China continental. A malta mais nova, muita mexida, consegue sempre senhas de desconto ou vales de 100 patacas, e vai lá com os amigos. Os grupos são facilmente reconhecíveis pela indumentária e principalmente pelo comportamento. As famílias levam sempre os putos, que pagam metade, pulam descalços em cima dos estofos e mexem com as mãos na comida que é para todos.

A mesa mais requisitada é a qualquer hora a dos mariscos frescos (?!), ora as ostras, as patas de caranguejo e aqueles camarões sensaborões que custam cinquenta paus o quilo no Mercado. No caso das ostras, a gana é tanta que já assisti a um grupo de mortos de fome a limpar o tabuleiro mesmo antes que a menina do hotel o pousasse na mesa. O mais irritante são as pisadelas e as cotoveladas para que se chegue ao caranguejo. No Grand Lisboa é tão mau que as patas parecem de plástico e cai meio litro de água cada vez que se dá uma dentada.

Os restantes pratos não apresentam nenhuma originalidade. Mesmo o rosbife, cortado fininho, quase transparente, não é o que se pode chamar de carne de primeira (búfalo?). Depois há os caris, a galinha, as costeletas e fico sempre a questionar-me como é possível que alguém consiga comer, e no mesmo prato, galinha, porco, vaca e peixe. Fosse Noé o carniceiro, e tinhamos ali uma nova arca. O “Night & Day”, ali no velhinho Hotel Lisboa costuma ter Tacho. Uma homenagem do tio Stanley aos amigos macaenses?

Confesso que tenho uma fraqueza pelo sashimi de salmão, e às vezes é tudo o que como (depende do sítio). O problema é encontrar um pires de molho de soja que não tenha wasabe. É que detesto wasabe, e nem posso comer o que quer que seja com vestígios dessa arma química inventada pelos nipónicos. E quando digo que não quero wasabe, ou que quero um pires sem aquela bosta verde, fica tudo a olhar para mim como se fosse um extraterrestre. Não gosto, e depois?

Depois há a questão das bebidas. Honra seja feita ao Golden Dragon, onde existem máquinas onde pode ir atestar o copo de sumo de laranja, toranja e pêssego as vezes que forem necessárias. Os restantes “dão direito a uma bebida”, que é normalmente um chá gelado carregadinho de xarope de açucar, para que se beba mais depressa e se peça mais. Da água é melhor nem falar.

Chega a vez das sobremesas, que ficam sempre muito a dever à imaginação. Tartes de chocolate, manga, framboesas e outras do tipo pesadote. O problema é que depois de todo o resto, já não há estômago para nada disso. Se quiser ficar pela fruta, alguns hotéis (Emperor, Grand Lisboa, Westin) têm uma fonte de chocolate (oh oh) onde pode mergulhar o moranguinho. Não recomendável para quem tem uma imaginação mais vívida.

Salvam-se os gelados, em sistema de self-service, que em alguns hotéis oferecem sabores bem originais (sésamo, café, chá verde!). Mas aí o problema (e já devem estar a pensar: “este gajo só sabe falar mal”) reside na colher com se tiram as bolas, que ficam mergulhadas numa água, que depois de três ou quatro “servings” já se encontra tão turva que dá nojo mexer naquilo.

Depois fazem-se contas às calorias. Se por acaso pensa em ir ao almoço, recomenda-se que faça uma (grande) caminhada pela tarde. Se vai à noite, é melhor que pense em dormir bem mais tarde. E já agora, cuidado com as bactérias...

26 comentários:

Vitório Rosário Cardoso disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vitório Rosário Cardoso disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vitório Rosário Cardoso disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gotícula disse...

Hmm, como gosta de um bom grelhado, qdo estiver cá em Portugal recomendo-lhe o Solar dos Amigos, no Guisado, Caldas da Rainha. Costeletão, porco preto, polvo da telha é qualquer coisa de chorar por mais!

Anónimo disse...

vitório porque tiu não comenta de pois de ler o texto? Está lá escrito que é o Emperor!

Anónimo disse...

não admira que encontra o vitório no Mandarim...ele é como Deus, está em todo o lado...só pra dar às vistas

CONTRADITÓRIO disse...

Nunca entendi o gozo que dá a tanta gente esta coisa dos buffets.
Com excepção dos buffets de pequeno almoço, especialmente na Tailândia, em que um gajo come que nem um alarve e já não precisa de almoçar, então não é muito melhor estar sentadinho na mesa, com o empregado a servir a comida do que aturar bichas para os camarões, não conseguir tirar a sopa porque a concha já está totalmente mergulhada dentro da terrina, esperar uma eternidade que o marmanjo que está á nossa frente escolha os melhores pedaços de carne e ter que tirar a fruta com talheres já empapados com uma mistura de mousse de chocolate e pudim flan?

Vitório Rosário Cardoso disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
pedro disse...

Em que império estás? O império dos sentidos? Ou o ex-cinema império especializado em cinema porno?

amigo vitorio cardoso rosario disse...

vivem-se bem e melhor em Lisboa porque tu (vitorio)nao precisa de trabalhar e podes viver a custa dos outros

Anónimo disse...

conselho Amigo:
vitorio, nao vai tantas vezes aos buffets...pois o dinheiro custa a ganhar e o teu pai ja e velho...nao pode sustentar-te tanto tempo, va arranjar um emprego mas e. Em vez de passar os dias e as noites a escrever comentarios e a fazer blog que ninguem le...

Vitório Rosário Cardoso disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vitório Rosário Cardoso disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

Por isso é que tens também tempo disponível para estas coisas, está explicado. E ainda bem que as tuas ambições não são grandes. Ias ter cá uma desilusão... Guardar gado aos 30 anos não é um grande projecto de vida...

Vitório Rosário Cardoso disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vitório Rosário Cardoso disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

ó vitório, como parasita que não faz nenhum mereces bofetadas em vez de buffet

pedro disse...

deves estar a guardar vacas e a apanhar caca...e tens guardado bem os teus cornos, cuidado com as doenças das vacas loucos...mas se calhar já tivestes enem deste conta

vitório rosário cardoso disse...

quem quer comprar carne de 1ª qualidade é favor de me contactar...vendemos carne fresca do sudoeste asiático.Carne tenra e fresca ( ainda menores)de primeira mão, sem doenças contaminadas, algumas ainda usa fraldas....vitório é prova de qualidade

vitório rosário cardoso disse...

também tenho bom vinho, da terra do meu avô, loucor beirão acompanhado com o chouriço português do meu avô...

vitório rosário cardoso disse...

ainda tenho pra vender os meus tomates, ainda virgens e frescas...acompanha de suco bem doce...pois confesso que tenho diabetes

vitório rosário cardoso disse...

ainda vendo em saldos bananão bem grande de de marca tiu monte, acreditam que nunca virão banana tão grande e rígida, também acompanhada de suco que é especialidade da casa...

vitório rosário cardoso disse...

não esqueçam que também tenho chourição (dos grandes)à venda e tão boa qualidade que até se vibram...fazemos entregas ao domicílio...

vitório rosário cardoso disse...

para terminar apresento-vos o meu chouricao de burro, directamente do meu quintal sempre de melhor qualidade, e garanto-vos quevao ficar mais espertos depois de comer chouricao de burro!

Anónimo disse...

grande parte dos comentarios do vito foram por ele eliminados, porque?

Anónimo disse...

que conversa louca...