quarta-feira, 8 de março de 2017

NP


Passou-se assim: um grupo da direita conservadora marcou há duas semanas uma conferência para a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova, e ontem esta acabou por ser cancelada - motivo? Por "receios de violência" da parte de alunos da faculdade que consideraram o teor da conferência "fascista e colonialista". Não é por acaso, pois o orador convidado era o Prof. Jaime Nogueira Pinto, conhecido salazarista, e portanto quem se deita com cães assim, acorda com pulgas fascistas e colonialistas. O tema em debate era igualmente "fresquinho": "Brexit, Trump e Le Pen - populismo ou democracia?". Eu inclino-me para a segunda, administrada à plateia em supositórios, e com muita vaselina à mistura. Pareceu-me que mesmo assim houve excesso de zelo da parte da FCSH, até porque logo a seguir muitas outras faculdades e associações ofereceram-se para acolher. Só que era tarde demais, pois a tal associação, denominada "Nova Portugalidade", aproveitou o toque para se fazer ao penalti, e o que para ali foi, minha gente. Foi "fachos" para um lado, "estalinistas" para o outro, "saudosismos" para aqui, "vermelhos" para acolá, ó meus amigos, somos ou não somos um país de brandos costumes? Vão-me obrigar a levantar-me aqui da sombra do chaparro ou quê? Mas fiquemos a conhecer melhor o rosto da Nova Portugalidade envolvido neste incidente.


Rafael Pinto Borges, este rapaz aqui na imagem, com um ar de quem vai fazer de rabejador numa pega de touros. Ora bem, neste projecto da Nova Portugalidade estão pessoas de "diversos partidos à direita e à esquerda" - mas aposto que são mais do CDS - e algumas delas que conheço, e de que tenho a maior reverência. Gente de bem, e tal como muitos dos seus camaradas, com dois apelidos que orgulhosamente ostentam. Este tal Rafael, que respeito como pessoa, tem uma retórica que tresanda a hóstia, e diz-se "admirador de Salazar, mas não salazarista". Eu também acho que Hitler era um tipo cinco estrelas, mas ai de mim ser nazi, que horror. Problema meu se eu não gostar, e pelos vistos há quem goste, mas há muito mais quem não goste. Não estou a dizer que há mais pessoas que pensam como eu, mas sim que pensam contra o meu caro Rafael. Como paladino da democracia que se apresenta, certamente que reconhece que não estar interessado na sua ideia, e considerá-la em alguns pontos pavorosa, não faz de mim um "estalinista", pois não? É que cheguei a pensar que sim. Por falar em rótulos...


O Rafael Pinto demarcou-se do PNR, considerado-os um partido "racista e xenófobo", mas o PNR não se demarca de ninguém, especialmente se for chinfrim daquele que dá para aparecer. Note-se como é inato para a extrema-direita acusar de "insulto" quem os chama de "fascistas", e acaba a chamar ao próprio Rafael "um direitinha alinhado com o sistema". Repito: é inato. E o problema é exactamente este, caro Rafa. A noção deles de "Portugalidade" é para si uma coisa execrável, e o que impede de achar que vocês os dois estão bem um para o outro? E isso faz de mim um "estalinista", é? Por não querer comprar nenhuma dessa banha da cobra? E por falar em populismos e outras aldrabices:


O que é que vocês fizeram à Maria Vieira, ah? Onde é que a têm cativa? Querem lá ver eu...


Nightmare on Kim Street



Achei tenebroso, este vídeo onde vemos um personagem que é querido aqui de Macau. Vá lá, o puto não tem a culpa. Mas se por um lado as imagens nos deixam apreensivos, os comentários em baixo na página da YouTube são de revirar a tripa:


E estes eram os que estavam logo à tona. O pobre rapaz já tem a sua dose de loucos com que se preocupar, só faltavam mais estes. Força, pequeno Kim! Não os deixes apanharem-te! Foge, rapaz!



Salvador?



Esta é a canção vencedora do Festival da Canção, "Amar pelos dois", de Salvador Sobral, que representará Portugal no Festival da Eurovisão em Kiev, entre 9 e 13 de Maio. O representante nacional entra na primeira meia-final, na terça, dia 9, e tem que obter pelo menos um décimo lugar entre 18 concorrentes para atingir a final de Domingo. Eu quase não tenho dúvidas que vai lá chegar, mas mesmo que não chegue, a pergunta que se impõe é esta: o que é que este rapaz estava a fazer no Festival? A canção é sublime, e a interpretação atinge uma êxtase que muita gente confundiu com um "tique" do cantor (não percebem nada de "aqui jaz", pá). Espero sinceramente que o Salvador progrida, independentemente ou não de fazer boa figura na Ucrânia.


Korwin-Mikke explicado por um polaco


segunda-feira, 6 de março de 2017

sábado, 4 de março de 2017

Sabes onde é que podias enfiar a banana?


Este gajo devia ser a última pessoa do mundo a ter filhos. Ah pois é, mas "liberdade de expressão", e tal. #JeSuínoRaminhos


Je Suíno João Braga


Começo sinceramente a pensar que anda a sair água marada da torneira de muita gente lá em Portugal. Agora surgiu no Facebook um grupo de apoio ao fadista João Braga, que esta semana foi notícia ao afirmar que "Basta ser preto ou gay para ganhar um Óscar". O fadunchoso não fez mais do que saltar para a prancha e apanhar a onda facha que se começa a manifestar esporadicamente em alguns dos sectores da sociedade, e se por um lado sabia que lhe iam cair em cima, por outro lado tinha garantido o apoio dos "suspeitos do costume". Era bom para ele que estes sejam em número suficiente para lhe comprar os discos e encher as salas onde ele actua. Eu sinceramente espero que não.

Mas não me levem a mal, então? Estou só a "exercer o meu direito à opinião", que para estes fresquinhos funciona de um modo muito peculiar: podem dizer os disparates que muito bem lhes apetecer, e se o resto abre a boca está a "censurar". Ora bem, já que estamos numa de "liberdade de expressão", permitam-me que elabore um pouco mais sobre aqueles pontos (negros) da introdução àquele grupo ridículo, e que assinalei não com o lápis azul, mas antes com o vermelho.

- Não, ele não disse nada - escreveu - e chamar àquilo "pensar" é uma ofensa a quem pensa.

- A maioria daqueles que votaram em Trump não o fizeram por "racismo ou homofobia", certamente, mas o que é que isso interessa se são os restantes que se manifestam, deixando a tal "maioria" a corar de vergonha?

- Não deve favores a ninguém? Corrupção? "Lobbies"? Vamos ver quando se abrir não a Caixa de Pandora, mas antes a Matrioska da marosca que envolve Trump com os banqueiros russos e os outros  lacaios de Vladimir Putin.

- O João Braga fez mais que o quê? Não me façam rir. Nasceu com uma colher de prata enfiada na boca, e com excepção daquele "acidente de percurso" que foi o PREC, não fez mais nada na vida que cantarolar e armar-se em cavaleiro da triste figura. E olhem que eu nem sou de atirar com este tipo de coisas, mas já que estamos no campo da "vossa" liberdade de expressão, aqui está. E finalmente...



Batiam-se com barriga e roçavam-se nas coxas
Os corpos já dourados de suor
E as bocas já vermelhas dos amores

Quisemos nós saber qual é o nome desta moda
Respondeu-nos um velho já mirrado
Lundum mas se quiserem chamem-lhe fado

Trovante, "Travessa do Poço dos Negros".

Quando teve oportunidade para se explicar, o faduncheiro marialva afundou-se ainda mais. É como eu vos digo: pode ser que da próxima vez que for fazer a única coisa que sabe, o João Braga não consiga encher nem...uma cubata.


Se comentar, não beba


Deparei com este comentário neste artigo de Abril de 2015, e juro que não percebi. A sério, e como podem ver, tentei decifrar o que ali está, mas nem o Google Translate ajuda. De todos os "namorados" que esta arranja, o deste mês parece muita perigoso, pá! Pelo sim pelo não, já disse ao meu fotógrafo para não escrever a ninguém, a não ser à família, ou isso. É para que vejam a "qualidade" desta gentinha. Quem se mete com o "mundo da moda", leva - uma barrigada de riso!


sexta-feira, 3 de março de 2017

Gernika


No fim de mais uma produtiva semana, deixo-vos com o artigo desta semana do Hoje Macau (a página do jornal não está disponível na net, e espero que esteja tudo bem e o problema seja apenas temporário). Um excelente fim-de-semana para todos.

Passavam alguns minutos das dez da manhã do último dia 1 de Agosto quando sai da minha casa na Rua Urritibide, em Bilbau, e minutos depois estava na estação de Casco Viejo, onde menos de meia hora de metro me levaram à estação do ajuntamento de Gernika-Lumo. A cidade de Gernika, completamente destruída em Abril de 1937 pelos bombardeamentos da Luftwaffe nazi, tem hoje 16 mil habitantes, e um outro tanto de histórias para contar. Situada na região de Basturialdea, no vale do rio Oka, a cidade ficou imortalizada naquele que é provavelmente o quadro mais famoso de Pablo Picasso, "Guernica" - o seu nome em castelhano.

Cheguei pouco antes da hora de almoço, e depois de me deliciar com algumas guloseimas na conceituada pastelaria Bidaguren, fui visitar um pouco da cidade, sentir-lhe o pulso, e depois de queimar as calorias do "brunch", arranjei lugar para os deliciosos pimentos verdes de Gernika - os melhores do mundo, sem exagero. Era então altura de realizar um sonho de infância: ir ver a "Gernikako arbola" - o carvalho centenário de Gernika, símbolo vivo da identidade basca.

A primeira “arbola” (“árvore”, em basco), conhecida entre os locais como “o pai”, foi plantada no século XIV, e ali ficou durante 450 anos, até dar lugar à “velha árvore”, cujo tronco se encontra rodeado de um pequeno gazebo perto da actual. A terceira, e provavelmente a mais famosa, foi plantada em 1860, sobrevivendo ao bombardeamento de Gernika e às tentativas das tropas falangistas de a destruir durante a Guerra Civil espanhola. Contudo não resistiu a um fungo, que acabaria por a matar já em 2004, mas o ajuntamento preservou algumas pernadas, entre elas a actual “arbola”, plantada em 2015.

Quando cheguei às “juntas generales”, onde se encontra o carvalho de Gernika, deparei com o tal gazebo onde se encontra o tronco já ressequido e praticamente oco, e resolvi confirmar junto de um funcionário que se encontrava à porta do museu se era aquela a segunda encarnação da árvore. Não sei se me fiz entender, mas o simpático senhor colocou-me a mão no ombro, levou-me por uma pequena sala dedicada à heráldica basca, e deixou-me à porta do jardim onde se encontrava a “arbola”, dizendo em voz baixa, quase sussurrando: “esta é a nossa árvore, a original, e a alma do nosso povo”. Agradeci-lhe, e lá me deixou ali, completamente só, perante a famosa “arbola”, junto da qual e ainda hoje os mandatários do povo basco prestam juramento quando tomam posse de cargos públicos. Não me comovo com facilidade, e nem senti nada que se parecesse com um nó na garganta, mas antes uma espécie de apertão no peito: perante mim estava a árvore que um dia Adolf Hitler quis para si, crendo que possuía poderes mágicos. Foi um momento especial, e ainda mais sabendo que aguardei tantos anos até estar perante aquele pedaço do meu imaginário.

Não sou muito dado a nacionalismos de nenhum tipo, mas simpatizo com a causa basca, pois é um pretensão que além de justificada pela História, é também inclusiva – na eventualidade de um dia ser criado o estado independente do Euskal Herria (País Basco espanhol e francês e Navarra), pode ser basco quem quiser, quem se sentir basco. Para quem ainda não o fez, recomendo a todos que incluam na lista de destinos a visitar enquanto ainda por cá andam a cidade de Gernika, e a sua “arbola”, o orgulho de um povo que resistiu às mais violentas intempérides da História. Denok Gernikako dira – somos todos cidadãos de Gernika.






Get out


Aqui está um filme de terror (pasme-se) que me desperta grande curiosidade. Espero que passe por Macau, para variar.


Vai-te catar, Rod Stewart


Nunca gostei de Rod Stewart, aquele macacóide oxigenado que rouba músicas dos outros. E se é isto que ele se lembra de fazer quando dá por si numas dunas de um deserto qualquer, imitar execuções ao estilo do DAESH, fica confirmado: é mental.


quinta-feira, 2 de março de 2017

quarta-feira, 1 de março de 2017

Quem policia a polícia?


Esta foi a missiva publicada no jornal Hoje Macau de ontem, onde a jornalista Ana Isabel Dias conta um episódio bizarro que se passou com ela no seu regresso em Macau. Não se pode dizer que tenha sido propriamente recebida por uma comitiva de boas-vindas. O que aconteceu à Ana Isabel Dias é revoltante por uma série de razões que qualquer pessoa com o mínimo de bom senso entenderá facilmente - bom senso esse que parece faltar a quem tem o dever de zelar pela ordem pública, e mais importante que isso, servir a população da RAEM. Quem a conhece sabe que ela seria incapaz de constituir uma ameaça seja a quem for, de fugir ou de incorrer no crime de desobediência, ou outro qualquer. E quem não a conhece terá também a mesma opinião: a Ana Isabel Dias dá praticamente para levar debaixo de um braço, e sei que ela não me vai levar a mal porque sabe que a adoro. Foi um incidente escusado, lamentável,  e que infelizmente cairá rapidamente no esquecimento, como se a dignidade de alguém que passou pelo que ela passou não valesse um tostão furado. E é mais um caso a juntar a outros.

Durante os dias de ontem e hoje vi nas redes sociais vários comentários em relação a este tema, e não faltou quem partilhasse outros casos que se passaram consigo, ou de que têm conhecimento. O somatório de todos eles dá a entender que em Macau há mais um problema a juntar ao trânsito, aos táxis e às rendas de casa, e este é muito mais grave. Eu posso escolher ir a pé, encontrar uma habitação mais barata ou dividir a renda com outra pessoa, mas não posso dizer como é que as autoridades devem ou não agir. Nem eu nem mais ninguém - só a lei - mas se a lei é para ser cumprida e aplicada, há que saber como, atender às circunstâncias particulares e à gravidade de cada caso, e mais importante que tudo isso, respeitar o princípio da presunção da inocência.  Ninguém deve ser suspeito de coisa nenhuma sem provas que sustentem uma eventual acusação, nem culpado de nada até que um juiz tome uma decisão nesse sentido.

Choca-me mas não me surpreende o tratamento que foi dado ao caso da jornalista, e já há alguns meses havia reportado aqui no blogue uma situação semelhante. E o mesmo já aconteceu comigo, e sem querer entrar em detalhes (porque AINDA não posso), posso adiantar que fui acusado por um doente mental, a quem bastou DIZER à polícia que o ameacei, sem apresentar qualquer prova, para que o levassem a sério. Garanto que uma criança com a quarta classe teria o discernimento para não cair naquela esparrela. Hoje uma colega minha contou-me que a sua prima de sete anos foi impedida de entrar em Macau porque a romanização do seu nome era semelhante à de um activista da RAE vizinha que está na tal lista negra que "pode ou não pode existir". Repito: uma menina de sete anos que tinha um nome semelhante a um homem adulto. Aqui há um par de anos aconteceu a mesma coisa com um bebé, Deus meu. Não é sequer necessário desconfiar ou ter qualquer dúvida; basta usar a lógica. 

É um facto que a exigência é grande, há contas a prestar no que toca à área da segurança, e além do segredo ser a alma do negócio, existe o mesmo medo de assumir responsabilidades, tomar decisões e sobretudo o mesmo pavor de errar que se verifica noutros departamentos do Governo. Ora quem faz as coisas com medo de errar, mais se arrisca a cometer um erro. É preciso, repito, presumir que toda a gente é inocente até prova em contrário, e quando falo de provas, falo de coisas concretas, e não palpites. Tudo isto é grave, pois absolutamente ninguém está livre de ter um destes dissabores e ser tratado como um comum criminoso sem saber sequer do que é suspeito. É bom que casos como o de Ana Isabel Dias, e outros que tais não caiam em esquecimento, e que fiquem devidamente registados. Se não podemos confiar nas autoridades, vamos confiar em quem?


Par-Ra-Chi-Ta




terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Águas de Março


Termina hoje mais um mês de emissões do Bairro do Oriente, e em Fevereiro o contador de visualizações de páginas ultrapassou os 40 mil cliques. A todos que continuam a visitar o blogue um grande bem haja, e quero que saibam que a partir daqui e para sempre podem contar sempre com o mais do mesmo - goste quem gostar e doa a quem doer, que desde o primeiro minuto o meu compromisso é com a verdade, e sem nunca receber um avo que seja. Para o início do mês de Março, que começa amanhã, decidi fazer a fusão do Curtas & Grossas, um projecto paralelo e menos formal a que dei início há alguns anos, pensando (ingenuamente) que manter um blogue apenas não era o suficiente. Amanhã falo mais sobre esse tema, mas por ora, volto a agradecer a todos: obrigado pela preferência.


Sporting Macau e Coragem


Tenho andado a adiar estes últimos dias, mas penso que chegou a hora de deixar aqui uma palavra de apreço ao Sporting Clube de Macau, aos seus jogadores, muitos deles bastante jovens, e à sua nova direcção: estão de parabéns. O Sporting de Macau, instituição fundada em 1926 e ocasionalmente refundada, apareceu na sua versão século XXI há poucos anos, chegando ao escalão principal em 2014 e conseguindo um brilhante 2º lugar neste regresso aos grandes, três pontos atrás do campeão Benfica. Depois de um quinto lugar no ano seguinte, e um regresso ao pódio em terceiro lugar na época passada deu-se um desinvestimento no plantel de futebol - por razões que não me cabe aqui citar porque desconheço em pormenor - e a equipa esteve em risco de não participar. Com a descida da Casa de Portugal, o campeonato da RAEM arriscava-se a ficar apenas com o Benfica como equipa de matriz portuguesa. Mas foi aqui que entrou a alma do leão, e um grupo de sportinguistas locais juntou-se para garantir que o clube continuava a jogar futebol de primeira. Muito nobre, da parte deles.


Fez-se o melhor que se pôde com o pouco de que se dispunha, e apesar da evidente quebra em termos desportivos, o novo Sporting consegue mesmo assim ser melhor que pelo menos duas ou três equipas do campeonato, e a manutenção não deverá ser posta em causa - convém referir que das quatro derrotas do Sporting a mais volumosa foi por 4-1 contra o líder do campeonato. Uma nova etapa, que tem a vantagem de não ter partido de mais um angustiante ponto final, que poderia muito bem significar um arranque a partir da IV divisão. Mais uma vez parabéns aos sportinguistas amadores do verbo amar, que não deixaram o seu clube cair. Continuação de um bom trabalho, muitos progressos e felicidades é o que desejo a toda essa corajosa lagartagem. Graaaurr! Ou isso ;) 


Triste fado


Não conheço João Braga, nunca troquei impressões com o senhor, mas a sua imagem pública dá-me a entender que é uma pessoa de bem - política à parte. Há cerca de 20 anos, o fadista foi convidado do programa "Parabéns", apresentado por Herman José, e na altura causou alguma polémica ao defender que "no tempo de Salazar vivia-se melhor". Tenho a certeza que sim, que a vida corria às mil maravilhas a João Braga e aos seus, por dez escudos "fazia-se a festa" e quem tinha a quarta classe "sabia os rios de Portugal e as linhas de caminho de ferro de Moçambique". Naquele tempo a mortalidade infantil era dez vezes maior, morria-se de tifo e de tuberculose, e em África oito mil jovens serviram de carne para canhão da guerra mais desnecessária e vergonhosa da nossa História. Nada que parecesse incomodar João Braga, para quem a vida ia correndo entre fadunchos e garraiadas. Não aprovei o que ele disse na altura (nem o próprio Herman, que ainda o tentou chamar à razão perante uma plateia incrédula com o que saía da boca do cantor). Ficou-me aquela impressão negativa da pessoa, mesmo tratando-se de uma opinião meramente pessoal da sua parte, e posso dizer então que "fechei um olho" àquele chorrilho de disparates.


Ontem o fadista voltou a fazer das suas, e desta vez excedeu-se. Nada que me diga directamente respeito, pois nunca fui um apreciador por aí além do seu trabalho, mas lamento ter perdido todo o respeito que tinha por ele como pessoa. O que ali está em cima é provavelmente a declaração mais infeliz que João Braga alguma vez produziu, e aquela que passará a referência quanto ao que ele é, e àquilo que pensa. Entre as centenas de comentários depreciativos ao devaneio do artista, encontram-se alguns que o apoiam, e sempre com o pretexto do "desprezo pelo politicamente correcto", uma ladainha que nunca convenceu. Também aqui estão enganados, meus amigos; a afirmação de João Braga nem sequer corresponde à verdade, e não vejo nada de positivo na intenção do seu autor em torná-la pública. Mas se por um lado João Braga demonstrou algum "fair-play"...


Bom, ou nem por isso. Pelo menos absteve-se de eliminar comentários ou bloquear quem comentou, mas a seguir borra completamente a pintura, que já por si não era nada que valesse a pena contemplar:


Pois é meu caro, eu até nem gosto dessa estratégia reles que passa por "adivinhar" a filiação política de alguém apenas porque discorda do nosso ponto de vista, mas não são os cavalheiros que se dizem "ofendidos" quando alguém os chama de "xenófobos" ou de "fascistas'? Fique então a saber que eu sou de direita, e este seu comentário imbecil só não me ofende porque isso seria dar-lhe mais importância do aquela que merece: nenhuma. Não sei porquê, mas este episódio transportou-me de volta ao tal incidente no programa "Parabéns", há mais de vinte anos. Sem dúvida que para João Braga a vida corria-lhe de feição, e não era só porque um papo-seco custava dois tostões. Os pretos estavam em África, "gays" era coisa de que nem se falava, e os "estalinistas" a que se refere estavam em Caxias e no Tarrafal, não é mesmo? Será que o João Braga vai passar a incluir nos seus concertos uma rendição do clássico "Ó tempo volta pra trás"?


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

O Milo da Mari(d)a


Ao contrário do que noticiei neste artigo, Maria Vieira NÃO apagou a entrada na sua página do Facebook do passado dia 6, onde tece rasgados elogios a Milo Yannopoulos. O antigo editor da página BreitBart foi obrigado a demitir-se após a divulgação de um vídeo onde aparecia a defender relações consensuais entre adultos e crianças de 13 anos. A este ponto, muita gente deve já saber que não é Maria Vieira que escreve estes textos, e este tipo de retórica deixada na sua página é típica de PNRs e afins, que elegeram Yannopoulos como "farol" da comunidade LGBT (agora LGBTQ), de modo a atrair apoiantes desse grupo. Claro que o escândalo passou completamente ao lado para estes "artistas", que agora devem ter sido acometidos de uma forte amnésia, e perguntam "Quem é Milo não-sei-das-quantas". Permitam que o dr. Leocardo vos refresque a memória:


Isto é bem demonstrativo do calibre desta gente, e da forma como usam as pessoas. "Ah é o maior e tal, olhem para ele", e agora "kaputz", nunca existiu. Para quem acha mal que alguém se esteja a aproveitar do estatuto de celebridade da Maria Vieira para passar esta retórica ranhosa a pobres mentecaptos como aqueles que vemos em cima, recordo que existe no Facebook um grupo que dá pelo nome de Bloqueados por Maria Vieira (basta clicar no link para aceder, se tem conta de Facebook. Você pode também fazer a diferença, exigindo que se apure A VERDADE. Salve a Maria Vieira!


Vejam como é o máximo - a própria pediu para aderir e tudo! Do que está à espera?




Oops! nos Óscares



Bronca na 89ª edição dos Oscares da Academia, com o vencedor do prémio principal, o melhor filme do ano, a ser atribuído por engano. A "gaffe" foi da autoria dos veteranos Warren Beatty e Faye Dunaway, que leram "La La Land", quando o vencedor foi o filme "Moonlight". Graças ao equívoco, este ano tivemos dois discursos de aceitação. Made in America.


E o Oscar foi para...


Eis a lista dos vencedores das estatuetas douradas mais relevantes da 89ª edição dos Oscares da Academia de Artes e Ciências de Hollywood, entregues na noite passada (esta manhã em Macau):

Melhor filme: "Moonlight"

Melhor realizador: Damien Chazelle ("La La Land")

Melhor actor: Casey Affleck ("Manchester by the sea")

Melhor actriz: Emma Stone ("La La Land")

Melhor actor secundário: Mahershala Ali ("Moonlight")

Melhor actriz secundária: Viola Davis ("Fences")

Melhor argumento original: "Manchester by the sea"

Melhor argumento adaptado: "Moonlight"

Melhor filme estrangeiro: "The salesman" (Irão)

Melhor filme de animação: "Zootopia"

Melhor documentário: "O.J.: Made in America"


Mourinho de regresso aos títulos


José Mourinho e o Manchester United voltaram aos títulos, após vitória na final da Taça da Liga (League Cup) por 3-2 sobre o Southampton, em partida realizada em Wembley ,salão de visitas do futebol inglês. O inevitável Zlatan Ibrahimovic adiantou os "Red devils" no marcador à passagem do minuto 20, e aos 38 o extremo Jesse Lingard fazia o 2-0. Tudo parecia bem encaminhado para o United, mas foi aí que apareceu um tal Manolo Gabbiadini, avançado contratado ao Napoli por 17 milhões de libras, último dia da janela de transferências em Janeiro. O italiano reduziu para os "saints" em cima do intervalo, e empatou no terceiro minuto do segundo tempo. O Manchester United foi obrigado a arregaçar novamente as mangas, e se do outro lado estava Gabbiadini, o onze de Mourinho conta com Ibra, e o avançado sueco de origem kosovar voltou a ser decisivo, marcando o golo da vitória aos 87, a passe do basco Ander Herrera. Este é o décimo título conquistado por Mourinho na sua sétima temporada em Inglaterra, e segundo pelo United, depois do Charity Shield conquistado em Agosto último frente ao campeão Leicester City.



domingo, 26 de fevereiro de 2017

Macau, anos 70


Um documentário de Adriano Nazareth, que captura durante 25 minutos a vida da cidade de Macau no início dos anos setenta. É menos de meia hora bem perdida, pois vale mesmo a pena ver.


A Grande Divisória


A entrar na recta final deste mês de Fevereiro, deixo-vos com o artigo de quinta-feira do Hoje Macau, para o qual serviu de inspiração uma (interessante) discussão na rede social Facebook semana passada . Uma boa semana de trabalho para todos - e sejam bonzinhos, vá lá.

O que é que nos divide, hoje, agora, neste preciso momento? A política. As redes sociais. As “fake news”. O “photoshop”, os “emoticons”, os “ad-ons”, todas essas coisas com nomes em estrangeiro, e já agora porque não as “selfies”? É um mundo de “selfies”, este em que vivemos, mas não derivados da palavra que designa “o próprio” (“one self”), mas do nosso egoísmo (“selfish”). Um mundo egoísta este, portanto.

Para entender melhor o que acabei de dizer no último parágrafo, tenho uma explicação que pode parecer para alguns um tanto ou quanto “socialista”, mas aqui vai – tentem seguir o raciocínio. Para todos nós, pessoas de bem e outras que nem por isso, mas que vão fazendo o que podem e sabem, o que se entende por “sociedade ideal”? Uma sociedade em que as coisas funcionam, haja pão e circo, além de saúde, educação e justiça, mas onde exista ainda “solidariedade”, e uma atenção especial com os mais desfavorecidos. Vá lá, sem os desfavorecidos, como é que alguém tem uma medida de quão bem ou mais ou menos está na vida? “Um mal necessário”, se preferirem assim.

Nesta “sociedade ideal” existem autoridades, claro, senão seria a anarquia. Dentro dessas autoridades existe a polícia, que para ter legitimidade, precisa que exista “crime”. Mas alto lá, crime numa sociedade perfeita? E quem são estes criminosos? Ora deixa lá puxar da minha câmara e tirar uma “selfie(sh)” – os “criminosos” são sempre “os outros”. Aquilo que serve para mim e para os meus serve para todos, e quem pensar de outra forma, só pode estar a querer o meu mal – e o mal de todos, lógico.

Pode parecer um cenário pessimista, este que aqui descrevo, mas não fica muito longe da verdade, infelizmente. Para o vincar de posições e o cimentar de convicções recorre-se a todo o tipo de truques de manga, sejam eles manipulação ou fabricação de notícias, distorção de factos históricos, quer através de interpretações delirantes de acontecimentos, quer com recurso a associações escabrosas de pessoas a factos. Insulta-se o Papa, a classe política convencional (toda ela, ora de um ou de outro lado do espectro político), em suma, tudo o que que possa interferir com a tal “selfie” e provocar um “photo bomb” (vão procurar o que é, se o conceito vos for estranho). Imaginem que até um país como a Suécia, que tem um dos maiores índices de desenvolvimento do planeta, foi transformado assim numa espécie de Sodoma 2.0, onde acontecem “várias violações a cada minuto”. Nem adianta os pobres suecos negarem, e eles que lá vivem e mais teriam a lamentar caso isto fosse mesmo verdade. Tenho a certeza que pediriam ajuda, caso não conseguissem resolver qualquer problema sozinhos. Afinal não são partidários de “Swexits”, nem de derrubar pontes.

Estamos a assistir a um verdadeiro festival de extremismos, inverdades, toda a forma de manipulação, seja através dos média, seja – especialmente, aliás – pelas redes sociais. A verdade, a transparência, e ultimamente a justiça obtêm-se pela resolução de problemas que existem, e não daqueles que gostávamos que existissem para dizermos que “Afinal tinhamos razão”. Que perfeitinha que ficou a nossa selfie!”. Eu temia que isto viesse a acontecer mais cedo ou mais tarde, e a confirmação chegou quando assisti a meio mundo rejubilar-se com a promessa de um muro, pensando ainda em mais muros, fronteiras, barreiras, cadeados, tudo, mas tudo que se coloca no caminho do que seria afinal a tal “sociedade perfeita”. Cada um sabe com que linhas se cose, e eu não mudo. Falta-me engenho e paciência para tirar “selfies” a torto e a direito. São os dias da grande divisória, agora também perto de si.



So what?


O tablóide britânico The Sun volta a demonstrar que teria alguma utilidade se fosse imprimido em papel higiénico de folha dupla. O Leicester despediu "o melhor treinador do mundo" a semana passada, o italiano Claudio Ranieri, uma decisão que dividiu os adeptos dos "foxes", com muitos deles a achar que o técnico campeão de Inglaterra merecia "pelo menos um ano de estado de graça". O proprietário do clube, que é também CEO da empresa tailandesa Power King, chama-se Vichai Srivaddhanaprabha - que deve ser um nome difícil para os bifes pronunciar - pode ser considerado o responsável máximo pela demissão de Ranieri, mas para estes meninos devia estar agora a chorar agarrado à almofada. Só que não, foi à sua vida, e um destes dias foi "apanhado" na loja Hedonism Wines, no bairro londrino de Mayfair, onde adquiriu "garrafas de vinho num valor superior a meio milhão de libras". Isto segundo o The Sun é "o dobro" do valor das garrafas oferecidas a Ranieri quando este foi campeão. O tablóide referiu ainda que o empresário foi visto "a sorrir" - porque é tailandês, e estes são um povo sorridente, e não é à toa que a Tailândia é conhecida pelo "país dos sorrisos"? Este The Sun é a Maria-Queixinhas, a velha relha que passa o dia à janela, e o sacana que denuncia os colegas no trabalho, tudo isto numa só folha de couve. Nem me atrevo a chamar àquilo "jornal". Era o que faltava.


Trumps'R'Us


A loja do Toys'R'Us de Gaia está no centro de uma polémica, ao fazer dentro do seu espaço uma réplica do "Muro de Trump". Não é claro se aquela imagem em cima é mesmo o polémico muro que o presidente norte-americano quer construir junto da fronteira do México, mas quem lá esteve diz que sim, e quem sabe, sabe. É o caso de...


...Miguel Layún, jogador de futebol mexicano do FC Porto, quem num assomo de patriotismo, manifestou a sua indignação na rede social Twitter. Layún, que tem feito a sua carreira na Europa, diz-se "triste" que a loja tenha alinhado naquela "brincadeira", e diz que se retirou após deparar com o cenário. E teve uma resposta pronta:


E foi a própria Toys'R'Us que respondeu, garantindo que não aprovaram da decoração da loja de Gaia, pois "não é isso que eles sentem", e diz ter contactado a sua delegação em Portugal. Layún divulgou mais tarde um vídeo onde explicou a sua acção, dizendo "as crianças devem crescer sem este tipo de preconceito", mas que não deseja que ninguém perca o emprego por aquilo que pode ser entendido como "brincadeira de Carnaval". E pelos vistos o Layún primeiro levou a mal, mas depois passou-lhe.


sábado, 25 de fevereiro de 2017

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

So long, Claudio


O italiano Claudio Ranieri, na imagem, deixou ontem de ser treinador principal dos ingleses do Leicester, nove meses depois de ter conquistado o campeonato inglês por aquele clube, causando uma agradável e de todo inesperada surpresa. Ranieiri substituiu Nigel Pearson no comando dos "foxes" em Agosto de 2015, um ano depois do regresso do Leicester ao escalão principal, onde conseguiu garantir a manutenção apenas na penúltima jornada. O objectivo era consolidar a equipa na Premier League, mas contando com o factor surpresa e uma linha ofensiva especialmente inspirada, o Leicester surpreendeu os crónicos candidatos ao título, e conquistou um feito inédito nos seus 133 anos de história. Esta época, e com uma equipa mais reforçada para competir na Europa, as coisas não têm corrido de feição no plano interno; o Leicester está actualmente um ponto acima da linha de água, e foi eliminado da Taça nos oitavos-de-final pelo modesto Millwall, do terceiro escalão. Ranieri vinha sendo acusado de "pensar demasiado na Liga dos Campeões", onde tem tido relativo sucesso, alcançando o primeiro lugar do seu grupo, onde se incluía o FC Porto. Foi já depois do jogo da primeira mão da fase a eliminar, que ditou uma derrota por 1-2 em Sevilha, que a direcção do Leicester decidiu dispensar o treinador que menos de um ano antes havia realizado um feito impensável. O Leicester tem ainda uma palavra a dizer na Liga milionário, mas já sem o técnico italiano no banco. Entre os nomes candidatos ao lugar encontram-se Brendan Rogers (ex-Liverpool, actualmente no Celtic), Mark Warburton ou Neil Lennon, não se descartando ainda a possibilidade do regresso de Pearson. Um sonho bonito que acaba agora para Ranieri, e com saída pela porta pequena.


30 anos sem Zeca Afonso


Passaram-se ontem 30 anos desde o desaparecimento do maior compositor de Música Popular Portuguesa. Politiquice à parte, claro.


Figura da semana


"Anjinhos" já há muitos. Fazem falta pessoas de bem.



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Brevemente no (Breit)Bairro do Oriente



Quem se mete com os aldeanos...


Hoje em Portugal qualquer miniatura de Gato Fedorento diz-se "humorista". Penso que o país deve estar a passar pela "fase da padaria" no que toca ao humor e aos humoristas que por lá têm aparecido. Sabem como é, alguém vai à padaria, acha que o pão é uma delícia, e um dia mete na cabeça que consegue fazer igual, e o padeiro não é melhor do que ele. O resultado, já se sabe: o pão sai uma porcaria, e as paredes da cozinha todas besuntadas de merdume. Aquele tipo que está ali em cima na imagem é Carlos Pereira, e se há coisa de que ele é culpado, é de não ter mesmo uma ponta de piada que seja. É completamente desengraçado. Hilariante, só que não, estão a ver? E porquê a minha animosidade com o tipo?


Isto, e não é pouco. Não é por eu ter vivido no Montijo desde que nasci até que me mudei de vez para Macau que isto me causa cócegas de alguma espécie, mas onde, Deus meu, onde, é suposto isto ser engraçado, quanto mais "humor" ou "comédia"? Quem não é do Montijo nem de Alcochete não vai entender a tentativa de piada, pois não se identifica com o objecto, e quem é destas duas localidades vizinhas do distrito de Setúbal vai ficar horrorizado - isto é tudo um disparate pegado. O humorista revela um lado parvo, que é o de pensar que golpes desta baixeza vão estimular alguma costela e fazer alguém rir. Não, não e não. Isto é só chavascal do mais grosseiro. E por falar nisso, o que é aquilo ali em baixo? António Raminhos? O nome não me é estranho...


Ahhh, o Tom Green português, pois é. Quem conhece o Tom Green, sabe que as semelhanças entre estes dois vão muito para além da aparência física, nomeadamente a cara de idiota. Pode-se dizer se há algo que não têm em comum, é a Drew Barrymore. Paciência, Raminhos. Mas o que é que este está para aqui a chiar, afinal?


Ai, ai, a linguagem. Mas antes fosse só esse o mal, pois todo o resto que se segue faz "Fodasssss" parecer a introdução aos Lusíadas. Eu vivi no Montijo, e quem lá vive ou em Alcochete sabe que aquilo que ali está é uma parvoíce sem sentido. Até parece que foi retirada de algum "Manual de chalaças e regionalismos por localidade de Portugal". Os jogos do Montijo com o Alcochetense "acabam sempre à chapada"? Talvez tivessem acabado assim uma vez ou outra - nos anos 60 do século passado! E que para quem não conhece os dois concelhos, vai rir com coisas do tipo "os ciganos ao pé do Modelo"? Mas está tudo maluco no mau sentido do termo ou quê? Mas voltemos ao outro, ao Zé Pereira, ou lá como se chama o raio do moço que tem bom corpinho para trabalhar mas não lhe apetece. E olhem que é ele que o diz: 


Digam lá o que disserem, isto parece o título de um filme porno. Como aquele dos anos 80, "Como fazer amor com um negro sem se cansar"? Esta deve ser a segunda parte. Aqui entra o apelo do Carlos Pereira ser "o único comediante preto em Portugal". Isso seria o máximo, tenho a certeza, não fosse pelo lamentável facto do humor do rapaz não ter nada de étnico. Tem muito de parvo, isso sim, e pelos vistos a única diferença entre este e o Rui Sinel de Cordes é o tom da pele. Isto prova que a burrice não escolhe cor.