domingo, 23 de agosto de 2015

Odeio cachorros (alguém faça alguma coisa, por amor de Deus!)


Pronto, chega de festinhas e vira para cá a crica, ó humana. 

Como os meus caros leitores devem ter notado, uma das psicoses que mais me deixa intrigado é a dos "direitos dos animais", aquele grupo de gente transtornada que acredita que um ser vivo pode ter direitos, mesmo não sendo ele próprio capaz de racionalizar que tem direitos, porque os tem, ou porque raio devia ter - os cães não fazem a mínima ideia do que é a PETA, ou do que lhes acontece se forem abandonados e recolhidos por um canil, e mais importante, não pediram aos humanos para os usarem como pretexto para praticar o desporto preferido do Homem: o ódio. As pessoas que comparam o activismo pelos "direitos  dos animais" com a libertação dos escravos ou com a emancipação feminina, não está mais do que a perpetuar a velha cantilena de que pretos e mulheres são criaturas "inferiores", coitadinhas, e por isso há que lhes dotar de direitos, e dar-lhes coisas e não sei quê para darmos a entender que somos superiores ao resto da humanidade, essa escumalha. Ahem, imaginem vossemecês que uma pessoa com quem eu nunca falei, comuniquei por escrita, código morse ou mímica, ou possivelmente nem terei visto em carne e ossos e vice-versa...odeia-me! Odeia-me, não me deseja a morte mas considera essa eventualidade uma forma de "justiça poética", ou "karma", bloqueou-me do Facebook sem nunca termos estado na lista um do outro (deve ter sido "pelo sim, pelo não, like  I give a f*ck), e porquê? Porque não faço de dama-de-honor à procissão dessa insanidade, dessa...promiscuidade, até, que leva ao ponto de afirmar que quem come carne está a ser tão selvagem como um canibal. Enfim, uma mulherzinha histérica e infeliz; nem preciso de vos dizer quem é, pois só uma pessoa em Macau corresponde ao protótipo da psicopatia a que me refiro, que embirra com toda a gente, em suma, aqui estou eu a dizer-lhe tudo o que nunca lhe disse, pois pensei que não era necessário. Aqui fica, portanto. 


Que bonitinho...se calhar o cãozinho tem fome...ou pensa que ali é a sanita.

Gostava de poder ter pena destas pessoas, mas não consigo - não sei ladrar, nem coço o saco escrotal com os dentes, lamento muito - ou não. Não sei que desgosto pode levar alguém a desistir de pertencer ao género humano, mas se é verdade que "quem se deita com cães acorda com pulgas" (e acredito que é mesmo verdade), então agradecia que fosse mantida uma distância segura, por obséquio. Mas talvez o facto de obrigar um animal a viver em Macau já pode ser considerado um tipo de crueldade não nos deixe perceber a dimensão desta doença (sim, doença), esta estende-se à escala mundial, principalmente em países onde os supermercados transbordam de frutas e legumes, soja, cereais e produtos com glúten, que não são carne, mas deixam a barriga cheia. Deus nos livre de ter que apanhar um rato para comer, certo? E que tal ter de comer um cão ou um gato para sobreviver. Ah, não, coitado do bichinho, não é? Morre-se de fome e pronto, não se pensa mais no assunto. Sim, há um mundo de gente muito fanática fora de Macau que se dedica a esta forma de terrorismo de cu-para-o-ar, onde as balas são na forma de bitaites - não doem, mas aborrecem.


Mamã, acorda! Está na hora de irmos chafurdar nas nossas fezes!

 Estes tristes acharam que a internet seria a melhor forma de propagar a sua mensagem, não de um mundo melhor, mas de uma imensa pocilga, onde todos são felizes, copulando com as mães, filhas e irmãs. Uma maravilha. Reparem como o/a génio/a se lembrou de comparar a dor que os animais sentem com a dor dos humanos, e mais uma vez para o efeito é preciso ignorar completamente o facto de que os animais não racionalizam a dor, e nem suspeitam de que a única razão por que cá andam é para serem comidos...por nós. Exacto, senão para que outro fim se ia investir na criação destes animais. "Ah, e tal, há porcos selvagens e não sei quê". Pois há, e então, alguém chateia esses? Qual é o problema, afinal? Deixem cá ver se eu entendo a vossa lógica: portanto os criadores de suínos continuam a criar suínos, alimentando-os, protegendo-os das agressões naturais e dos predadores, e isto tudo para quê, fazer presuntos? Não! Para se fazerem mais imagens parvas como aquelas ali em cima!


Porcos pintados, felinos sorridentes, foca brutalmente chacinada...há de tudo para todos! É como a Feira Popular!

E pronto, o Facebook está repleto de merda desta. Sim, merda, o que mais se pode chamar a algo que nos diz que o ódio pode ser justificado? Foi isso que vos ensinaram na cataquese, ó caramelos e caramelas? Ensinaram-vos a amar o próximo, ou ao cão do próximo? É que mesmo que fosse uma iniciativa mais ou menos válida bastava, sei lá, meia dúzia de páginas em vez de centenas? Incrível como odiar quem odeia pode ser entendido como uma forma de justiça, e tudo num exercício de vaidade frouxo, que nem é reconhecido pelo objecto de todo este sacrifício: os cães sabem lá que vocês "lutam" pelos "direitos" deles? Porquê sacrifício? Ora, e que tal essa miserável figura que fazem ao tratar os cães como se fossem crianças, chamando-lhes "meu menino" e "meu amorzinho", dando-lhes papinha, vestindo-lhes roupinha e falando com eles, como se os bichos entendessem! Ainda se lembram como é que se chamam as pessoas que falam com animais e objectos? Isso mesmo: ma-lu-cos! Não deixou de ser assim só porque vocês se passaram para o outro lado, peço desculpa. Mas do que falam estas pessoas que partilham os seus sentimentos pelos animais, tantas vezes a roçar a bestialidade, nessas páginas e grupos no Facebook?


A raça humana "apodreceu" mesmo? Ou é só a menina que não se lava? Ai, ai...

Basicamente isto. Comentam-se notícias sobre maus tratos a animais, chora-se baba e ranho pelos bichos, e deseja-se mil vezes o mesmo mal ao autor da façanha. Portanto, gostar de animais, opor-se à crueldade e à tortura e querer o bem para todas as criaturas da Terra parece a fórmula para a paz, certo? Finalmente vamos ter paz, é isso? Ah bem, então quem se opõe ou se mostra pouco interessado É UM FDP DESUMANO E DEVE MORRER UMA MORTE LENTA E HORRÍVEL! E só depois haverá paz. O mais incrível é que estas pessoas que se dizem "da paz", e são as primeiras a opor-se à pena de morte em todas as suas formas, são também as primeiras a achar que quem abandona um cão deve ser acorrentado nu numa masmorra fria e húmida, condenado a uma eternidade a pão e água, e ocasionalmente caganitas de rato. "Eles vão pagar", "eles um dia vão ver", "já denunciei, você está f..." (sempre mentira, numa tentativa torpe de "assustar"), ou "vem cá para te meter as tripas de fora, seu grande f&%^o d* p£%a" são alguns dos mimos com que se presenteiam aqueles que não concordam com esta ideia escroque na ordem dos 110%. No fundo as pessoas odeiam, e amam odiar - precisam odiar, especialmente desde que já passaram 70 anos desde a última carnificina horrenda a escala global, e a malta anda com "fome de bola", por assim dizer. Ah, mas isto é tudo da boca para fora, claro, porque na hora de agir:


Há quem chame a isto "ajudar a tornar mundo melhor". Juro, já me disseram que é isso.

A minha favorita sem dúvida: "alguém faça alguma coisa" - eis que acidentalmente alguém cunhou o expoente máximo do niilismo, melhor que "só sei que nada sei". Temos um problema, portanto "alguém faça alguma coisa". O quê? Alguma coisa, porque "não fazer nada" é a antítese de "fazer alguma coisa", o que neste caso não adianta nada, e pior do que isso, torna quem nada faz tão culpado como que causou a situação. Agora quem ficou de rabo sentado em frente ao PC a engordar enquanto pede em tom de desespero que "alguém faça alguma coisa", fez o seu papel! Não é culpa sua se o cão for para fazer sabão: ele "fez tudo o que estava ao seu alcance". Patético. 


...e pelos vistos os cachorros "odeiam" um bocadinho, também.

E eis que surge o primeiro trabalho de investigação sério sobre este assunto: uma "contra-página", feita por alguém no Brasil (mais que uma pessoa, segundo o interlocutor), e que não fazia mais do que afirmar que não simpatizava com cães, ao mesmo tempo que publicava fotos de cães fazendo...coisas que os cães fazem? Nunca por um único instante o indivíduo ou indivíduos deram a entender que maltratavam animais, que aprovavam maus tratos a animais, ou publicaram uma única imagem de cães mortos, feridos, mutilados ou em qualquer situação que possa ser remotamente considerada "desconforto", quanto mais crueldade. Mas claro que isso não chega para os defensores desta descabida causa:


Quanto mais ladras, mais gosto de ti  - e mais comentários a página tem!

Logo que a página surgiu, no dia 3 de Agosto, aparece logo uma tal Rosa Furtado Sucena, que deve ser a MIB destas páginas, que são para todos os efeitos consideradas "spam". É engraçado como vem apelar a que outros não façam aquilo que ela própria fez (comentar) e aquilo que está mortinha para fazer (insultar o autor e ameaçá-lo de morte). Sabendo-se o que a casa gasta, é lógico que poucas horas depois a página tinha centenas de comentários odiosos, como neste caso, por exemplo:


Feio desse jeito, tens que pagar para "ir às cadelas", parceiro...

Para começar, não se passa nada de errado com este cão, que é apenas "feio" - isto para quem entende de estética quadrúpede. Este é um dos candidatos ao concurso do "Cão mais feio", um bom exemplo  de uma idiotice a que esta gente submete os bichos, Acho que esta fantochada devia ser considerada crueldade, isso sim - qual é a diferença entre isto e o circo, em termos de valor cultural ou de bom gosto? O autor usa a imagem, que repito, não representa um cão em agonia para dizer que "odeia quando os cachorrinhos ladram de noite, atrapalhando o seu sono". Ora aqui está uma afirmação de todo completamente personalizada, os cães ladram, o gajo não dorme, fim da história. Achando que estava a contribuir para o bem geral, uma tal Viviane Teixeira apresenta uma sugestão para o problema, e não faz a coisa por menos: que o tipo dê um tiro na cabeça. Este é um caso onde é evidente a boçalidade, o baixo nível e a iliteracia deste tipo de pessoas que defende este tipo de causas. Desconfio que "amar os animais" é a única coisa tida pelo geral como "positiva" que esta gente sabe fazer, e nem precisa para isso de grande esforço: basta dizer, e como que para "selar" a informação, insulta toda a gente que não comunga desse sentimento. Palmas.


Ai Jesus meu Deus! Alguém faça alguma coisa!!!

Mais uma entrada onde o autor desta página evidencia um brilhante jogo de cintura. Um idiota qualquer mascarou um cão (!) de tarântula, e aqui sim, é patente algum que o animal não se sente propriamente confortável naqueles trejeitos. O autor usa a imagem e aproveita para inventar uma história qualquer sem pés nem cabeça, de que esta era uma "espécie mutante de cães", que "só existe na Escandinávia", mas que mesmo assim "causou muitas mortes". Não vou ao ponto de dizer que alguém "acreditou", mas reparem como a Sofia Perez fez questão de deixar claro que "tem cinco cães, e nunca foi mordida". Isto deve ser para nos explicar que há cães que mordem e outros que se abstêm de o fazer, e em ambas as valências ninguém sabe explicar porquê - nem os próprios cães, quanto mais. Obrigado, Sofia, e vá tomar banho que essa "comichão" toda deve ser causada pela "intimidade" que tem com os seus "amores". 


Já? Mas ainda agora tinha começado a gostar...

Que era tudo uma brincadeira qualquer pessoa com o mínimo de senso tinha entendido desde o início, pelo que se excluem os defensores dos "direitos" dos animais, lá está. Mesmo assim o autor da página vem esclarecer isso mesmo no dia 9, apenas cinco dias depois de a ter iniciado (devia estar cansado de responder a comentários-ameaça), explicando que foi inspirado por uma outra que fazia mais ou menos a mesmo coisa com os cultos protestantes. Se por acaso há um paralelo que se pode aqui estabelecer, é entre estes dois tipos de fanatismo, o religioso e o "animalesco". Até consegui um bom exemplo e tudo, vejam lá se é ou não é assim?


Bíblia e animais: um outro tipo de "altar".

É um facto que na Bíblia os animais são em geral mal-tratados, ou raramente aparecem noutra forma que não como ameaça, alimento ou o objecto de sacrifício. Pelo menos neste aspecto o livro sagrado consegue ser até bem progressista em comparação com a nossa era: trata as pessoas como pessoas, e os animais como animais, como convém. Mas atenção que a Bíblia não é para aqui chamada, porque...


Não se preocupe, querida, que Deus todo misericordioso manda um raio que parte o cara ao meio!

...porque dá choque? Pelo menos é o que parece querer dizer a Ana Clara Ribeiro Sousa, que achou melhor levar a discussão para o território do místico e do sobrenatural. Reparem como no fim surge uma tal Alana Suematsu, que em jeito de garantia diz a Ana Clara que o tipo que não fez absolutamente nada de errado, quer aos olhos da lei, quer da moral, "pagará pelos seus actos no julgamento final". Suponho que aqui não estarão a falar do Tribunal Superior de Justiça, que tem mais que fazer o que tratar de gente parva, mas não deixa de ser curioso que este Deus a que apelam agora é o tal que na referida Bíblia requer mais que uma vez que se esfolem cordeirinhos inocentes "em Seu nome". Uma daquelas contradições em termos que o autor da página parece saber usar para sua recreação. E vejam só como ele se diverte:


Será ele o "chefe" dos outros três, de quem "até os peidos cheiram bem"?

Não há como negar: o cabrão tem razão. Os cães não só têm contacto íntimo com os ânus uns dos outros (além do próprio escroto, que coçam os dentes, como eu já referi) como ainda bebem água do sanitário e da sarjeta, lambem um cagalhão quando sentem a boca "muito doce", sei lá, metem a boca em tudo o que é sítio. Isto não inibe os seus donos mais "ousados" (e porcos) de enfiar a sua língua lá dentro, o que segundo eles é uma "demonstração de afecto" para com "o melhor amigo do Homem". Ahem. Mas curiosamente esta temática deu o mote para um discussão no mínimo original:


E as coisas que podemos ficar a saber sobre pessoas que não conhecemos de lado nenhum...Por exemplo, sabia que a Lucia Garcia (comentário assinalado com o nº 1) anda com tanta fomeca, que nem homens, nem cães nem nada ela anda a conseguir abocanhar? Em 2) vemos Gieiziane Oliveira - certamente uma badalhoca do piorio - a tentar insultar o autor da página, acabando no fim apenas por demonstrar que é uma pessoa sem nível. Contudo é ela quem dá o mote para em 3) Elisabete Oliveira (serão parentes?) recordar quantas vezes somos capazes de ter dado um chocho para cumprimentar alguém conhecido, depois deste ou desta terem acabado de executar um imperial fellatio, ou um cunnilingus épico, que figurará nos orais e anais da História, tudo sem lavar a boca - e nem atrevo a considerar a possibilidade de bukkake. Mas em 4) Maria Clara Rodrigues diz que "é para a desgraça", e que "não vai morrer" por ter enfiado a língua do cão na boca (a porca). Pois, lá morrer não morre, mas olhe, a menina já experimentou comer merda? Pode ser que goste, e der por onde der, "não morre". Seguem-se dois comentários idiotas em 5) e 6), com Martones Madison a concluir em 7), questionando-se se as senhoras dos comentários anteriores "são muçulmanas". O quê??? É preciso ser muçulmano para achar nojento fazer linguados a cães? Tenham dó.

Isto, recorde-se, tudo depois do autor ter anunciado que tudo não passa de uma brincadeira, e de que nada tem contra animais, censura os maus tratos, etc. etc. Mas nada disto é suficiente para estes fanáticos psicopatas, para quem o mais importante é odiar quem odeia animais, ou odiar quem odeia os que os odeiam, enfim, um mensagem de paz, amor e liberdade. E para quando podem ser abatidos, já agora?