sábado, 4 de junho de 2016

Orgia de mentiras


Mais uma prova de que sois enganados a um ritmo alucinante por palhaços frustrados que vos tomam por imbecis, e que procuram semear o pânico, com um fim egoísta, e diria mesmo: criminoso. Não me surpreende que o indivíduo autor desta palhaçada sem pés nem cabeça tente não deixar uma única pista quanto à sua identidade. Não é medo de represálias, a não ser que por "represálias" se entenda "acção judicial". Resumindo, este tipo devia estar era na CADEIA. Mas helas, o computador do gajo não funciona numa plataforma celeste, no servidor do Menino Jesus ;)  Mas shhh...vamos ao que interessa.

Mentiras, mentiras e mais mentiras. Aqui vê-se como este blogue, o TOTALITARISMO UNIVERSALISTA é destinado a gente burra, ou meninas lingrinhas - o gajo confia com toda a força que ninguém vai clicar nos links que ele ali deixou. Só que, e para azar desta amostra de gente, reconheci esta notícia em particular, de um site que eu próprio também sigo, o Vlad Tepes, que apesar de ser outro bardamerdas que criou um "site" inteiro unicamente composto por notícias relacionadas com incidentes na Europa envolvendo emigrantes, refugiados, e estrangeiros oriundos de outros continentes, pelo menos não mente tão porca e descaradamente como esta FRAUDE que aqui vemos. Passemos às provas, que é uma coisa que não só este rastejante despreza, como ainda tem para ele o mesmo efeito que o alho tem nos vampiros. Ou "a carne de porco nos islâmicos", na versão mongolóide que infelizmente não é ficção, mas bem real. Ao contrário das "notícias" que este palhaço fdp publica. 


Portanto, de acordo com este bocado de bosta de cão barrada na parede de uma latrina chinesa que não é limpa há dois meses e a água misturada com a urina chega aos joelhos de quem lá entra, "na Dinamarca os trabalhadores "humanitários" dos centros de "acolhimento" têm tanto medo de serem atacados pelos "pobres coitadinhos" que estão a pedir coletes à prova de facada e de bala". Mentira, pqp, cqof. Chamar a esta deturpação miserável dos factos "exagero", ou dizer que "peca por omissão" é o mesmo que dizer que o larilas que escreveu estes excrementos de mosca varejeira é um "homem". É men-ti-ra! Este fanchono depois vai dar risotas de pêga, com aquela arroganciazinha de fdp, do tipo "oh oh oh é mentira, sim, claro, eles não têm que usar os coletes anti-facada, oh oh oh, pois não". Pqp este gajo pelas orelhas. Têm pois, ou melhor, não necessariamente, pois a forma como isto (do inglês "it", que é como se tratam as bestas) apresenta os factos é como um gajo ligar para o seu irmão no trabalho deste e dizer "vem depressa para casa, a nossa mãe morreu!". Chegado a casa, depois de ter largado tudo o que estava a fazer, ter mandado o chefe a tal sítio quando este não o deixou sair, e atropelado um cão que ficou com uma marca da roda no dorso e as tripas de fora no meio da estrada, está a senhora a preparar-se para beber um café, com um ar meio ensonado, e ainda ofegante e com os olhos esbugalhados do susto, já à beira da apoplexia, o tipo questiona o irmão: "mas...não...puff...disseste que a mãe...puff...morreu?!", ao que o outro responde "morreu...estava a dormir...sei lá, como é que querias que eu soubesse, se estava inanimada, de olhos fechados e não me disse nada? duh...". Então como foi, afinal? Ah, mas antes disso...


Ah! Lembram-se quando o Costa disse aquilo, no seguimento dos atentados de Bruxelas, e de como estes "meninos" ficaram todos contentinhos? "Ah isso não interessa, bububu, olha ali o que os malvados dos Ali Babás fizeram ai ai, com os que não aconteceram podemos nós muito bem, mi mi mi". Miseráveis. Mas vejam ali em cima como agora as "bolas no poste" também já contam como golo e tudo. Pudera, não há por aí nada a rebentar, que é o que estes gajos querem: ELES QUEREM QUE ACONTEÇAM ATENTADOS, QUANTOS MAIS MELHOR! Será que ainda ninguém entendeu que quem mais deseja que haja m... porque assim reforçam a razão de ser da sua agenda peçonhenta, são estes gajos? Reforçam salvo seja, e só é pena que ainda ninguém de direito tenha somado dois mais dois, e chegado a esta conclusão: se depois dos atentados de Paris, choviam quase a toda a hora anúncios de mais atentados, porque é que ninguém previu ou sequer desconfiou dos atentados de Bruxelas? O que é que isto interessa? Bastante, então se a "insegurança" é um pretexto para encerrar as fronteiras mais o raio que os parta, e "não podemos viver neste estado de alerta constante", e "não deixem chegar mais refugiados, que eu tenho medo do lobo mau e já mijei quatro pares de calças hoje", então que lógica tem os gajos avisarem quando não cometem atentados, para depois cometer sem avisar? Ah, esperem lá, talvez porque...sejam terroristas? Iá, deve ser isso, e da mesma forma que para entrarem num país qualquer não necessitam de refugiados ou de porra nenhuma. Mas pensam que aquilo é o mesmo que ir ao cinema sem pagar bilhete e entrar "encostado" a outro tipo qualquer, ou quê?


Agora a nossa "feature presentation". Como se pode ver, aquele indivíduo na imagem ostentando o tal colete - coisa complicadíssima que constringe os movimentos com consequências graves para a circulação sanguínea, sem dúvida - tem um ar super-dinamarquês. Vê-se logo que é um nórdico, não se vê? Um descendente em linha recta de Odin. Não é que isso tenha alguma importância para mim, mas para este MENTIROSO DO C... sim. Fosse o tipo aparecer sem o colete, e ele dizia logo que era um...como é? Ah, "refujiadistas". Ai que giro, que querido, que fdp...ah sim, e agora "detention" traduz-se para "acolhimento", claro, claro. É a mesma coisa? Também acho, e gostava mesmo era de ver este palhaço a ser "acolhido" no Linhó. Era tão engraçado, tanto acolhimento, "bem-vindo ao Linhó, seu grande monte de esterco". A primeira coisa que o gajo perguntava era logo "onde é que está o sabão, que ando doi-di-nho para o deixar cair no duche, uáu!".  E que tal se lerem a notícia, onde se fica a saber também que este tipo de instituição não é propriamente um "abrigo", mas um centro de detenção, e que existem apenas 17 em toda a Dinamarca. "Acolhimento" é um eufemismo para o que vai ali naquele enorme silo de pilas que é a bufa destee gajo. Ah sim, e agora "some employees" também quer dizer TODOS. Não é mesmo um ganda calhau, este urso? Mas há mais!


Aqui é bem evidente o "pânico" que só existe na mona daquela lesma mental. Os trabalhadores dos centros "é que pediram as vestes", pois assim "têm uma maior sensação de segurança", uma vez que "têm existido ameaças verbais", que, e isto é importante "nunca se concretizaram". Aqui é interessante estabelecer um paralelo entre estes pobres coitados que passaram pelas passas do Algarve e a pêga mimada que "inventou" aquilo tudo no blogue: ladram e não mordem. Mais: as vestes, que como se pode ver são "um projecto-piloto" existem na eventualidade de se poder verificar "confronto físico", e o receio dos trabalhadores humanitários dá-se quando lidam com residentes mais agressivos, que "exteriorizam os seus problemas agindo de forma agressiva", nomeadamente através de gestos, ou levantando voz. O director do centro desencoraja qualquer confrontação, e deixa eventuais problemas desse tipo para as autoridades. Aleluia, alguém que ainda sabe o que diz e o que faz. Depois vemos em baixo uma citação do chefe da polícia daquela cidade, que diz "ser normal" que se registem alguns incidentes em locais "onde se aglomera tanta gente". Pois é, mas "normal" não consta do dicionário de certa gentinha, ó chefe. Finalmente...


...a poia em cima deste monte de fezes. Mais alguém, mas ó alguém de todo, uma só pessoa que seja, é capaz de ver onde é que esta notícia nos faz sequer desconfiar de que "os dinamarqueses vestem coletes anti-facada no trabalho"? TODOS os dinamarqueses, quando tudo o que temos é que meia dúzia de gajos requisitaram um colete por mera precaução, sem que nada possa indicar que não estarão apenas a ser ultra-zelosos? Se calhar também lêem lixo como este, e são "influenciáveis". E já agora, uma vez que ficou estabelecido que isto é uma notícia normal, que nem seria notícia não fosse pelo vilipêndio e menoscabo deste traste, qual é afinal aqui a intenção? Notem o tom chupaz (e não "mordaz", porque ele chupa, não morde) com que termina, insistindo que TODOS os dinamarqueses agora não-sei-quê, quando tudo o que se vê é uma precaução que nem sequer é baseada em qualquer precedente. Se calhar até ao Verão passado os dinamarqueses andavam de mota sem capacete, mexiam nos cabos de alta tensão sem luvas e davam as suas quecas sem camisinha, e os "refujiadistas", que é como este passador trata carinhosamente os seus machos, vieram "estragar tudo". Ou quiçá a motivação que o leva a mentir descaradamente, sem vergonha, e ainda tomando o mundo inteiro por débil mental é a de passar uma mensagem, quem sabe? Avisar algum casal de Fafe que vá receber uma família de deslocados de guerra na sua ampla moradia, de que correm perigo, pois num centro de detenção qualquer na Dinamarca há uns gajos que têm medo de levar uma facada, apesar de nunca terem sido ameaçados nesse sentido ou visto qualquer instrumento cortante nas mãos dos residentes. Preso, era pouco para este gajo. Lá na choldra ia-se divertir à brava, e nem usava colete nenhum.

PS: Permitam que me antecipe a alguns comentários que possam surgir. Eu nunca disse que "está tudo bem", mas como podem observar não é com mentiras escabrosas como estas que vão melhorar. Se estivesse tudo assim tão mal, bastava apresentar as evidências sem recorrer a estes truques baixos e vis, que só vão lançar ainda mais a confusão. E não me falem de "liberdade de expressão", que essa está neste momento enrolada num cobertor a chorar, e aqui sim, abrigada num centro de acolhimento, de tanto que tem sido molestada. Que raio de liberdade é essa de lançar intrigas e atacar constantemente quem se encontra em situação precária e nunca se poderia defender, e ainda fazendo-o sem sequer dar a cara? Tende juízo, minha gente.


Ali


sexta-feira, 3 de junho de 2016

A "Mesquita" em cada um de nós


Alguém decorou uma data, mas não aprendeu nada: Portugal adquiriu independência...de Castela

Muito se tem dito e escrito sobre a construção de uma nova Mesquita na Mouraria, em Lisboa, um projecto que vai ser inteiramente financiado pela Câmara Municipal de Lisboa, e que ficar por qualquer coisa como 3 milhões de euros - uma bagatela. "Então paga tu!", estarão já a pensar alguns, convencidos de duas "verdades" tão sólidas quanto duras são as suas cabecinhas. E isto dando de barato que estas pessoas se tornaram num estalar de dedos especialistas em Gestão da Fazenda, ou que de um dia para o outro deixaram de se estar nas tintas para o uso e abuso (mais este, infelizmente) que é dado ao erário público, que como se sabe é consiste "nos impostos pagos pelos contribuintes", que para estas contas são "todos os portugueses". Não é totalmente verdade, nem uma coisa nem outra, mas para facilitar a discussão digamos que sim, que cada vez que um qualquer figurão do Estado atesta o depósito da sua viatura, é  menos uma refeição que faz um pobrezinho. Comovente, deveras.

Passando ao que interessa. Portanto os argumentos contra a construção da mesquita prendem-se sobretudo com contenção de custos "nestes tempos de crise", onde "existe uma elevada taxa de desemprego", e "há crianças a passar fome", enquanto "os sem abrigo dormem nas ruas". Os sem abrigo, como se sabe, nunca existiram, ou eram apenas conhecidos por "aqueles chungosos", e "deram à costa" o ano passado, juntamente com os milhares de migrantes oriundos de zonas de conflito. Entre estes estava uma maioria, mesmo que em número incerto, de refugiados de guerra, e cuja situação foi também o mote para dar o nome a este drama humanitário: "crise dos refugiados". Estes migrantes são na sua maioria originários de países periféricos ao próprio continente europeu, e não demónios fugidos das entranhas do Inferno, nem canibais das profundezas de África que se perderam no caminho de volta para a selva. E o que tem isto a ver com a construção da tal Mesquita?


Uma petição às (extremas) direitas

Para mim nada, mas talvez tenha para os autores e signatários desta petição que vem circulando há meses e conta com mais de cinco mil assinaturas virtuais - aqui sim, não se requer o fornecimento dos dados completos quanto à identidade dos signatários, por isso vale o que vale, que é muito pouco. E ainda bem, digo eu. É talvez devido à educação que tive, que me dotou do discernimento de que todos são iguais perante a lei, e que a sacrossanta democracia que nos distingue da barbárie implica que não se faça uso dos valores em que assenta apenas quando nos convém. Se forem espreitar os comentários vão encontrar com bastante frequência esta curiosa dialéctica, com a sua carga de paradoxal: "Portugal é um estado laico e por isso não tem que financiar Mesquita nenhuma" / "Portugal é um país de maioria cristã e como tal é preciso respeitar a nossa cultura". Sim senhor, este é um conceito pioneiro: todos para a pqp, menos eu e os meus. Claro que depois por uma questão de coerência cumprem assídua e rigorosamente os mandamentos da sua religião/cultura, e praticam o culto predominante, que não se coaduna com a existência de outro aparentemente "antípoda", certo? É o "praticas", que aí alto lá, que eu sou eu, menos na hora de correr daqui para fora com a mourama, que aí já somos "uma cultura". Mas então e eles, que diacho, que querem aqui mesquitas, "mas não permitem igrejas na Arábia Saudita!" - um argumento de que se socorrem amiúde, julgando-o pertinente e irrefutável. Claro que a Arábia Saudita é uma merda, e se forem procurar nos arquivos de 8 anos deste blogue, afirmo isso várias vezes. Então porque é que queremos seguir-lhes o exemplo? Ai eles depois impõem-nos o mesmo? Quantos são da Arábia Saudita, entre os refugiados, que até na hora de se erguer um local de culto levam com as culpas de tudo e mais alguma coisa?

E por falar em Arábia Saudita, um dos argumentos a favor da construção da Mesquita, perdão, um dos argumentos referidos por pessoas que não têm macaquinhos no sótão e não vêem mal nenhum naquilo, é exactamente o de não ser financiada pelo Wahidistas do reino saudita, que como se sabe são os responsáveis pelas mesquitas e madraças em algumas cidades europeias, e apontadas como responsáveis pela radicalização de jovens islâmicos, nomeadamente em Paris e Bruxelas. Julgo que seria fácil ao reino saudita "sacudir" uns cobres para construir uma mesquita em Lisboa, e como não seria financiada por "dinheiros públicos", então aí já não havia problema, não é, ó mui zelosos e poupados fiscais instantâneos da aplicação do erário público? Quer dizer, lá haver quem fizesse barulho, havia, mas dos três pontos enunciados na tal petição só poderiam alegar o terceiro. E no fundo é aquele que REALMENTE motivou toda a gente que a assinou. Deixem-se de tretas, que essa do "urbanismo" e não sei que mais não cola. Nem foram consultados quaisquer especialistas na matéria, nem ninguém me vai convencer de que uma mesquita estaria a destoar...na Mouraria. Sabem porque é que a Mouraria tem esse nome, não sabem? Nem é por acaso, e curiosamente sabem responder em que bairro de Lisboa nasceu o fado, a que tantos chamam "a alma do povo", do nosso povo? Não vou aprofundar mais esse ponto que não é o que está aqui em causa, mas essa dos "dinheiros públicos", desculpem lá que vos diga isto, até vos fica mal. E quem diria...


Que distraídos que nós andamos, ah? Não deve ser da idade...

...que até alguém supostamente inteligente e bem lido como o João Miguel Tavares, alinha neste tipo de chicana? Ora bem, antes que me acusem de fazer julgamentos precipitados, vamos analisar os pontos fortes da argumentação do JMT, começando por esse da "laicidade do Estado". Ai espera aí, aquilo é uma pergunta ou quê? Com a devida vénia ao "perguntador", permitam-me que responda: depende. De facto o Estado é laico, mas isso basicamente prende-se com a não-interferência de Estado e Igreja nos assuntos um do outro, mas longe de se poder dizer que a Igreja sai de alguma forma "injustiçada" com a construção de uma mesquita pelo Estado, enquanto se ela quiser construir igrejas, que se amanhe. E isto porque em Portugal a Igreja funciona como se de um Estado paralelo se tratasse. Sim, meus amigos, eu suspeito que a "desatenção" do cronista vai muito para lá "do passado dia 18", quando subitamente "reparou" que a CML ia construir uma Mesquita para oferecer à comunidade islâmica. Talvez não saiba e ainda vá a tempo de saber que existe um Documento que o Estado Português assinou com a Santa Sé há muito, mas mesmo muito tempo, quando ele ainda não era nascido e os portugueses tinham muito medo que "Deuxe e o Xexuze xe jangxem": a Concordata. Deixo aqui o "link" para a última revisão da mesma, mas quanto à parte que interessa para estas contas, reproduzo já e imediatamente o  artº 26º desse documento, onde podemos ficar a saber que a única "laicidade" que confere ao Estado é não ter lá um Cardeal Cerejeira qualquer a dizer ao Governo o que Deus aprova e desaprova:


A lei. Não gostam? Citando: "quem está mal, muda-se"

Beeem, o que para aqui vai. E viva o luxo - com que então a Mesquita "favorece o Islamismo em relação às outras religiões". E que tal aqueles brincalhões que arrotam aquelas barbaridades, do tipo "eu também quero que a Câmara me construa uma casa, oh oh oh", não pedem uma migalha do imenso património da Igreja? Coitadinhos...ah, é verdade, e olhem que isto já foi muito, mas muito pior (ou melhor, para quem acha uma maravilha pagar impostos e a Igreja não). Esta é a revisão de 2004, pois se forem ler a original de 1940, celebrada entre os esbirros do beato de Santa Comba Dão e um "spaghetti" de batina lá da Santa Sé, vão ver que começa logo com "Em nome da Santíssima Trindade". Se calhar o conteúdo foi ditado pelo Arcanjo Gabriel, o mesmo que ditou o Corão a Maomé, e antes havia anunciado a Maria que receberia a visita do Espírito Santo (o espírito propriamente dito, não o banco). Heresia? Entendam-se lá com o Gabriel, que eu só digo aquilo que toda a gente sabe, e se ignora é porque quer. Mas têm razão: a Igreja Católica e o Islão nada têm a ver uma com a outra, pelo menos em Portugal, e perante aquilo que apresentei acima. Uns detêm um património incalculável e ainda gozam de isenção fiscal - se calhar não precisam de pontes, pois caminham pela água - enquanto outros não podem ter 1 (uma) Mesquita. Ai podem, podem, desde "que paguem", persiste-se tenazmente nessa cantilena, julgando que se está aqui a ser "imparcial". O que foi, não gostam de viver em democracia? 


Lei da Liberdade Religiosa: foi Deus que mandou cumprir

Parece que não, caso contrário atenderiam ao princípio da igualdade constante da Lei da Liberdade Religiosa, legislada conforme o disposto na Constituição da República Portuguesa, no que toca à liberdade de escolha e prática de culto. Porque quer gostem ou mandem para trás, o Islão é uma confissão religiosa como qualquer outra, e está sujeita aos mesmos deveres e ao cumprimento da lei que as restantes. Como é na Arábia Saudita ou no Longistão não sei nem me interessa - onde é que vão construir a mesquita, mesmo? Ah bem. E que conversa é essa de "mais uma", há assim tantas? Mais que MiniPreços? Ou será que para estas contas também somos "Europa", e estão a incluir os "milhares" de mesquitas que existem na Bélgica?  (Juro que li isto algures). Não se armem em fresquinhos, que com esta palhaçada toda estão a subvalorizar direitos constitucionais que são de todos. Ai este "não é vosso"? E quando for um dos vossos, e que o Estado tem o dever de proporcionar,  e eu não considere isso uma aplicação útil dos MEUS impostos. Quanto é que custou a IC1, por exemplo, que eu não pedi para fazerem essa m...? "Ah Leocardo, a IC1 liga o Porto a Viana do Castelo, e é um troço importante que...". Importante para os gajos do Porto e Viana do Castelo, eles que o paguem, que "a maioria dos portugueses não é de Viana do Castelo". Estão a ver, que bonito? Mas os impostos são de alguém, agora? Santa Ignorância, que me leva a suspirar de alívio por ser agnóstico. Ah pois, mas uma vez que é ponto assente que aqui não há nada de "irregular" ou sequer "estranho", quanto é que isto vai custar aos contribuintes, ao ponto de levantar tanta celeuma? É isso que o JMT quer saber, também. Vamos já ver isso, mas primeiro...

...e com os "nossos" impostos?!?!

...gostaria de deixar isto à consideração dos mui "económicos" contribuintes. Este é uma notícia que dá conta da derrapagem orçamental do Centro Comercial de Belém (CCB), orçado em 1 milhão de euros, e que acabaria por custar 200 vezes mais - 200 milhões de euros, portanto duzentas vezes mais. "Derrapagem"? Chamai-lhe antes cataclismo. Mas pronto, aquilo deu imenso jeito não deu? Para acolher a presidência da UE em 1992, lembram-se? Deu-vos gozo presidir à UE, foi? Ah sim, a mesquita vai custar 3 milhões de euros. Pronto, digamos 5 ou 6 milhões, apesar de o orçamento anunciado ser de 3 milhões, efectivamente, mas assim ficamos com 1 (um) euro para cada contribuinte, quiçá menos. Não dava para pagar o parque de estacionamento do CCB, e até nem estou o incluir o facto deste ter custado 200 milhões em 1992, e não agora. Dava para umas 50 mesquitas, isto, e gostava de saber quantos artigos escreveu o JMT a este respeito - afinal ele "não tem nada contra a Mesquita", mas quer saber "quem paga", só isso. Mas alto lá, que o CCB é uma coisa "de todos", é ou não é? Que "todos podem usufruir", ui ui, que eu vou lá dia sim, dia não, e entre pagar um euro por uma mesquita ou 50 por isto, claro que pagavam os 50 de bom grado. Não iam era sair este fim-de-semana, se calhar, mas pronto, podiam sempre ir ao CCB esta noite ver o espectáculo da Vânia Conde, "Há Fado no Cais", e quando fossem chutar os 12 euros do bilhete, podiam alegar que "já pagaram o CCB", e que "é vosso". Assim pode ser que acabem metidos numa daquelas camisas sem mangas, sabem, ó zelosos contribuintes. Mau exemplo, foi?


Aguenta!

Estádio de Aveiro, construído para acolher 2 (dois) jogos do Euro 2004, e depois disso foi palco de cinco jogos da selecção, três amigáveis e dois de qualificação para competições internacionais, contra Lietchenstein e Albânia - epá, que luxo! Além disso realizaram-se seis finais da Supertaça, o que vale por dizer que foi posto ali para acolher um total de 13 jogos em 12 anos - pode-se dizer que é mais de um jogo por ano, ah? E tudo "apenas" por 62 milhões de euros, ou seja, umas vinte mesquitas, mais coisa menos coisa. Mas isto não "doeu" ao aflito contribuinte que agora teme o "vespeiro islâmico", não tivesse sido o idealizador desta maravilha o arquitecto Tomás Taveira. Aguenta!

Um euro, ou menos, é quanto a construção da nova mesquita vai custar a cada contribuinte. Eu não sei quanto é que o JMT ganha, nem me interessa saber, mas garantidamente será mais que um euro por hora, que terá sido o tempo que levou a tecer aquelas considerações estu...pendas, sobre como não está nada preocupado com a infiltração do Daesh na capital, ou como nada tem contra aquela confissão religiosa em particular. Eu finjo que acredito. Expropriações, essa coisa "horrível" que "expulsa" as pessoas das suas casas, que depois "são destruídas", e que é prática comum em todos os governos de todas as democracias de todo o mundo? É óbvio que os proprietários são ressarcidos, e ainda têm a possibilidade de negociar, mesmo quando o motivo de os fazer sair dali é "utilidade pública", e recusar nunca é uma das opções. Na China, quando foram feitas com o pretexto das obras para as Olimpíadas de 2008, aceitavam a primeira e única indemnização que lhes era proposta e já se podiam dizer cheios de sorte. Se protestassem só o faziam uma vez. Mas então qual é o VERDADEIRO problema, afinal?

...e assim se tenta "mudar o mundo". Não, obrigado

Estes são alguns dos argumentos usados pelos signatários contra a construção da mesquita. Como se pode ver, alguns motivos ali apresentados e que aqui tratei são "atirados" para a fogueira da argumentação um tanto à toa, e nota-se que os menos dotados de retórica vão logo directos ao assunto: é o tal ponto nº 3 que os aflige, e não impostos nem nada disso. Num dos comentários dos muitos que li na página do Facebook da tal petição, uma senhora diz que "assinaria, não fosse pelo ponto 3". Claro que não acredito nestas "boas intenções", e nem era necessário vocalizar tamanha asserção - bastava não assinar e pronto, sem precisar de apresentar esse atestado de "não-xenofobia" que ninguém pediu. Mas então quer dizer, será que os portugueses são de um modo geral xenófobos? Eu quero acreditar que não, pelo menos por aquilo que a minha percepção permitiu e me permite entender. Nasci e cresci em Portugal, foi lá que fiz a escolaridade até ao 12º ano, e  aqui em Macau tive contacto com outros portugueses de todas as regiões do país, e sempre me deu a sensação de que este tipo de discurso e de atitude merece a reprovação da generalidade. O que existe aqui é um misto de ignorância e orgulho; por um lado sabem que é errado assumir aquela posição quanto a este tema, e é evidente a exaltação quando alguém lhes aponta esse facto. Mas isto foi o que viram, o que sabem, o que lhes disseram: o Islão é inevitavelmente associado ao terrorismo, não estão para pensar muito no assunto, e muito menos admitem "lições" de nenhum tipo vindas de ninguém - não querem arriscar, e pronto. 

É um bocado como a lógica daquele senador republicano nos EUA, que sobre o acolhimento dos refugiados e o perigo do terrorismo islâmico usou a analogia dos amendoins: se tiver um saco com 500 amendoins, e sabe que 4 estão envenenados, deixaria os seus filhos comer? Eu pessoalmente faço para que os meus filhos, ou neste caso filho, tenha uma alimentação mais substancial que apenas amendoins, que são o pitéu predilecto dos chimpanzés e outros símios. Posto isto, penso que não vale a pena dizer o que penso do "boneco" pintado pelo tal senhor. Chamo a atenção para um dos comentários no quadro ali em cima, da autoria do Bruno M., que diz rejeitar quem "vê o mundo de maneira diferente". Acham isto normal? Tem alguma coisa a ver com religião, cultura ou costumes em geral? É um bocado perigoso pensar assim, mesmo que seja da boca para fora, ou não tenha sido essa a ideia que se quis transmitir. Mas a brincar, a brincar...


O mais patético é que provavelmente nem um nem o outro se chamam aquilo

...chegamos a isto que aqui vêem. "Para quem não sabe inglês" (onde é que eu li isto? hmmm...), o que está ali é o seguinte: na imagem de cima vemos alguém que é obviamente seguidor da religião islâmica, e uma legenda onde se lê "Este é o Achmed. Ele nasceu na Suécia, e por isso é sueco" . Em baixo vemos um ratinho e uma outra legenda que diz: "Este é o Pip. Ele nasceu num estábulo portanto é um cavalo". Ah ah ah! Que giro! E que respeito demonstram estes tipos por quem procura saber o que eles pensam ou defendem. Isto pode não ser exactamente verdade, e aposto que não é, vindo de quem vem, mas querem ver um cavalo a sério?


A galope, meninos

Pode ser que se sintam mais familiarizados com este cavalo, uma vez que é um "puro sangue", que ainda por cima viveu no século XIX - carrega consigo o valor da "tradição". Fora de brincadeiras, isto é a cama que vos estão a dar para fazer, e onde se podem ou não deitar. Hoje querem correr com os islâmicos, refugiados, etc., e tudo com um discurso de "Portugal para os portugueses", ou "querem não-sei-o-quê vão para a terra deles", e ainda "aqui comemos febras e bebemos cerveja" - penso que já sabem o que a casa gasta. Um dia após deixarem esta tropa fandanga à solta, arriscam-se a levar com um pontapé da mesma bota. Podem ter nascido em Portugal, e tal, assim como os vossos pais e até os vossos avós, mas se não tiverem um trombil parecido com o do Zé Povinho, "tchau", que ali é um estábulo, e vocês não passam de ratinhos. Para onde vão depois? Olha, para "a terra dos pretos", ou dos "monhés", ou dos "terroristas". Aquilo fica muito bem entregue, sim senhor.

Entre as pessoas que se dizem contra a construção da mesquita ou o acolhimento de refugiados há dois tipos que convém distinguir. Há aqueles que referi, que no fundo não passam de "vítimas", que mesmo não sendo completamente inocentes, foram bombardeados durante meses com informação, contra-informação, e todo um manancial de factos completamente novos para eles, e que não estavam de todo preparados para assimilar, tendo optado pela via mais fácil, e também a mais conservadora: não arriscar, fora com esses gajos. A tal informação aqui foi um pouco como as "cerejas", não porque tenha sido muita, mas porque foi seleccionada "a dedo", se é que entendem onde quero chegar. É claro que se todos, a maioria ou mesmo muitos islâmicos dos 1200 milhões que existem no mundo inteiro tivessem uma tendência para "rebentar e ir pelos ares", não seria com toda a certeza a religião em maior expansão (a única?) no mundo. Para entender melhor o que eu quero dizer, proponho o seguinte exercício:


Os "fanáticos portugueses"

Imaginem o que seria dos nossos emigrantes, na sua quase totalidade gente de bem, trabalhadora, honesta, amiga do seu amigo e de bom coração, decidindo e actuando sempre com o amor ao próximo como medida, se o Correio da Manhã fosse traduzido para as línguas dos países que os acolhem, e ali vendido. Na Alemanha, por exemplo, de certeza que não faltaria um nazi qualquer que se quisesse aproveitar destas "evidências" (todas na última semana, e há muito mais) para cumprir a sua pérfida agenda e angariar seguidores: "Hmmm...Fritz nein querrerr aqui ich Porrtuguesich...em lugarr chamada Montemorren-und-Velha terr menina que matarr suas pais e ein avolen, e depois matarr a prróprria. Em Portuguesich até ein hunde (cão) serr assassina de pequena kinderr, ja?". Sim, leram bem: um nazi qualquer, que seria o que vocês lhe chamariam também perante este cenário, aposto. 

E agora vamos um pouco mais longe: o Fritz, que sendo alemão é provável que seja protestante (seguidor do Luteranismo, para ser mais preciso) e não gosta nada, mas mesmo nada de católicos, nem de outra confissão qualquer. Agora imaginem que o gajo pegava na Bíblia, inventava um bocado aqui, citava fora de contexto acolá, e pimba!, andava por aí a espalhar por toda a Recklinghausen, e mesmo algumas partes de Oer-Erkenschwick que os católicos eram "todos assim", especialmente "os portugueses", e para provar o que dizia tinha a sua interpretação maluca da Bíblia que dizia que vocês eram tal e qual a mesma coisa que há milhares de anos, e ainda o "Korreien und Morgen", a cópia traduzida do CM, que era "prova para lá de qualquer dúvida" de que vocês lhe queriam limpar o sebo, e mais aos restantes loirinhos, e "substitui-los demograficamente". Em menos de nada tinham toda a gente a fazer-vos cara feia quando andassem na rua, e o prédio onde moram era referido como "no-go zone". Perante este cenário um tanto ou quanto fantasiado, mas com toda a certeza familiar, ainda iam sorrir e ser simpáticos com o Fritz e a restante cambada? E quando mais tarde os vossos filhos se viessem juntar a vocês, diziam maravilhas da comunidade, e que podiam ir brincar com as Hansen e Gretels sem que daí resultasse qualquer problema? E por falar em Católicos...


Acreditam no que diz, por exemplo, este imbecil, que o Papa "é um traidor", e que "está a vender" a cristandade, e "é cúmplice" numa conspiração absurda para "eliminar os cristãos da Europa e substitui-los por islâmicos". A sério? Então façam-se ouvir também na hora de mandar impropérios ao sacerdote da Igreja que Cristo fundou, e cujo discurso nada mais é senão aquele que se supõe ter sido o de Cristo, ele próprio: paz, amor e harmonia entre os povos. E é aqui que chegamos aos "outros", e vocês sabem que me refiro à extrema-direita e quejandos, cobardes que usam e abusam de uma retórica murcha e fora do prazo, e para mais nem coragem têm de juntar actos às palavras que repetem vezes e vezes sem conta. Estão à espera que vocês caiam nessa esparrela, e que façam vocês a limpeza dos papões que apoquentam aquelas cabecinhas destrambelhadas. E vale a pena discutir com alguém para quem as "no-go zones" que já referi ou os números mirabolantes que defendem ser os da "invasão" não carecem de qualquer prova que os suporte, mas cabe-nos antes provar que "não existem"? E soluções, apresentam algumas? Até agora só vi estas:


Deveras...

Sim, eu também acho que é inqualificável, o que estes comedores de porco alcoólicos andam a fazer com a pobre língua de Camões. Mas é isto: carne de porco para combater os invasores islâmicos,  recorrendo exactamente à mesma lógica do alho e dos vampiros, e as cruzadas. Sim, combata esta "civilização da Idade das Trevas" regressando também à idade das Trevas. Faz sentido. Já agora contraia o vírus HIV, que assim fica imune a assaltantes que ameaçam as suas vítimas com uma seringa infectada com esse vírus. Se ele está a fazer bluff? Ah! Problema dele: você não, e por isso o gajo está tramado! Entenderam? Alguns devem ter entendido muito bem. Foi só rebaixar-me ao mesmo nível e seguir a mesma lógica torpe, que para qualquer pessoa mentalmente sã e sóbria apresenta-se como um insulto à inteligência.

Estes tipos que se dizem "verdadeiros cristãos" vão ao ponto de rejeitar este Papa por ter apelado ao Ocidente que acolha os deslocados de guerra com a hospitalidade com que Cristo os receberia. Aquando da sua traição, o que pediu o Messias ao seu Pai do Céu? Que perdoasse os seus assassinos, ou que o vingasse? Foi só isto que o Papa pediu ao seu rebanho, sem "mas" de espécie alguma, sem distinguir entre quem merece menos ou quem merece mais, e sem ler os pensamentos ou as intenções de cada um, como estes "artistas" querem dar a entender que conseguem fazer. Pois, pois, isso é tudo muito bonito, caridade e tal, mas perante esta "invasão" fantasmagórica, a solução não é o amor entre os povos, mas montar-se num cavalo mascarado de farricoco empunhando uma lança, e confiando apenas em premonições e prováveis charlatanices delirantes escarrapachadas em livros escritos há mais de mil anos. Esqueçam todo o progresso, que mais um pouco e voltamos às cavernas. Ai não? "Vocês vão ver. Esperem e vão ver". Não esperem é que estes espertalhões mexam um dedo, ou tomem a iniciativa, nem que seja para dar o "bom exemplo" - isto no contexto da psicose que os aflige, claro. Vão vocês, que eles são demasiado "preciosos" para controlar as operações, e assim inverter esta temível "invasão".  E salta mais uma dose de pézinhos de coentrada para estes "inqualificáveis".

Não vos quero pedir para tomar nenhum partido, e longe de mim lançar qualquer desafio em forma de ultimato, mas peço apenas de considerem o seguinte: se estiverem numa situação em que careçam de auxílio - e seja o Diabo cego, surdo e mudo - a quem preferiam apelar, ao Padre Chico, ou aos chicos-espertos? 


Uhh...reparem naquela mensagem de apelo à "jihad"! Allah Akbar!

Como conclusão deste texto que já vai bem longo: a mesquita vai ser construída, com ou sem aquela petição "suspeita", e nada de "terrível" vai acontecer depois disso. Felizmente que apesar dos muitos defeitos, a nossa classe política tem ainda o bom senso de se abster de populismos, ou responder a provocações que lhes dariam razão de ser. Vai ser um templo, mais um, e quem vai lá serão sobretudo os ismaelitas, o ramo do Islão a que pertence a maioria dos muçulmanos no nosso país. A comunidade islâmica em Portugal é a mais pequena da Europa em número, tenho quase a certeza que nunca deram por ela, ou se o fizeram repararam certamente como é discreta, e no fundo não passam de pessoas como nós, que têm a sua vida para tratar, e ainda lhes pesa sobre os ombros a burrice alheia, de quem acredita que alguém pode ser "programado" por escrituras contendo ambiguidades, mas que infelizmente têm sido manipuladas por quem quer usá-las com fins que nada têm de positivo, e muito menos de "premonitório". Não é o Islão que é o problema, mas sim os criminosos, e estes podem agir em nome do que quer que seja, que não temos mais outra escolha senão confiar nas autoridades, e é a esses que têm o dever de zelar pela nossa segurança, que é a sua profissão. Não sejam ratos, e não vão atrás dos flautistas de Hamlin que vos tentam vender um traste com o pretexto de ser uma coisa nova. Afonso Henriques não levou a cabo a reconquista ao lado dos pobres e diminutos pastores da antiga Lusitânia. Recrutou mercenários com dinheiro dos usurários judeus, que pouco depois também tiveram a sua dose de "vontade de Deus". E foram ambos "repelidos" ou "convertidos" com sucesso? Balelas. Sempre estiveram ali, a paredes meias connosco, e porque não, desde que não levantassem ondas? E ainda acreditam que na origem de tudo isto está a religião, e que esta não passa apenas de um isco? 


quinta-feira, 2 de junho de 2016

Ivan, o terrível (em tudo)


Fosse isto um daqueles jogos entre o Real Madrid ou o Barcelona contra uma daquelas equipas da segunda metade da tabela da liga espanhola, que andam por lá a levar goleadas destes dois que assim chegam quase sempre aos 100 golos por época, eu seria um deles, e o Ivan Baptista o Granada. Ou o Rayo Vallecano, ou o rayo que o parta, sei lá. Depois de quase se perder nos balneários antes de chegar ao relvado do Santiago Bernabéu ou do Camp Nou, os "Ivan Baptistenses" vão sussurrando entre eles enquanto a partida está prestes a ter o seu início "se aguentarmos os primeiros vinte minutos ou meia-hora, pode ser que tenhamos alguma hipótese de sacar um pontinho aos tipos". Trinta segundos depois do apito inicial, na primeira jogada do encontro, sofrem o primeiro, e desorientados com a desmontagem do plano inicial, levam o segundo aos três minutos. Aí resolvem mudar de estratégia, para um esquema mais ofensivo: "perdido por um, perdido por cem", pensam. De facto, e depois de chegarem ao intervalo com cinco "secos" no bornal, o adversário entra em "practice mode" (afinal há compromissos europeus contra equipas a sério, e tal), e com alguma complacência acabam por voltar à Parvónia com 7 ou 8 golos na bagageira, e vão pensando pelo caminho como se calhar era melhor dedicarem-se a outra actividade lúdica. O "ponto-cruz", por exemplo.

Pois bem, não foi por acaso que recorri a esta pequena alegoria futebolística, pois o tal golo na primeira jogada do encontro é facilmente interpretável com aquele erro logo na primeira frase do seu comentário, que uma criança da primária não daria. Ó nhinha, o verbo é "ver": "nada A VER", e não "haver". BURRO! Depois disso como é possível levar este gajo a sério? Ainda diz que queria "comunicar"? O primeiro comentário que alguma vez recebi dele é um insulto à minha inteligência, que apesar de não ser nada por aí além, é perfeitamente capaz de detectar a "sabujice" naquele "epá és tão giro e tal, mas olha lá cuidado que eu próprio uma vez ia-me lixando blá blá blá". Vai dar uma curva, pá. Não sou eu que sou arrogante, como queres dar a entender: tu é que és um cágado mental, e não contribui para as melhoras que tudo o que leias sejam as patranhas da extrema-direita, ou dos "aspirantes" à mesma (se com uns já é o que se vê, o que dizer dos que nem lá conseguem chegar? Apre!). O que é isso do "toou-me a cagar"? Escreves isto a chorar, ou há aí alguém a fazer-te cócegas? "Calma aí, que direito ao contraditório não é direito-Direito oh oh oh" - pensas que eu sou quem, pá? Não fostes tu que vieste com links com notícias de que se ia criminalizar o "cyber stalking", e que falas da minha "prepotência" que "oprime o direito à opinião alheia" (lol), e ainda vês o filme ao contrário, alegando que sou eu que ameaço e não sei quê? E essa do "deboche" é para quê? É suposto eu responder "NÃO É NADA! MENTIROSO! QUEM DIZ É QUEM É!". Epá como é que é suposto eu respeitar alguém que é um imbecil declarado, e ainda vem para aqui convencido que me "dá a volta"? 

Devias ter optado pela estratégia ali do FireHead, que na analogia que usei no primeiro parágrafo se pode traduzir na defesa "com o autocarro em frente da baliza". É só reproduzir as minhas frases "ipsis verbis" sem dar qualquer réplica, e assim fica a impressão que estou tão equivocado, e que isso "está implícito" no que escrevi, e nem é preciso acrescentar mais nada - nem há nada a acrescentar, de facto. Em contrapartida tu vês-te com areia movediça até à cintura, e queres meter os braços lá dentro para tentar tirar as pernas. Também penso que deves ser um tipo inofensivo, algo insonso até, mas dentro do tolerável, que escolheu esta via para se afirmar, ou descarregar as frustrações, ou com terapia de substituição para um caso clínico de masturbação excessiva - não sei, isto sou eu apenas a divagar pelo campo das hipóteses. Portanto uma vez que fica para lá de estabelecido que esta não é a tua praia, aconselhava que te dedicasses a algo de construtivo, sei lá, assim de repente. Olha, podias ir pegar nuns baldes de argamassa, barrá-la em tijolos, e colocá-los uns a seguir aos outros, na horizontal e na vertical, que tal? Olha, rima e tudo. E agora vai lá trocar de fralda, deixa os pretos e os "muslos" em paz, e vê lá se te fazes à vida, rapaz! 

PS: Já agora, aquele "artista" que citaste ali no fim do comentário não podia ter sido melhor escolha; assim tal e qual como tu, é outro que pensa que tem o dom de trocar as vistas a toda a gente, quando se nota à légua que ele próprio é tão estrábico que dá pena. LOL


Evil Júnior (A million dollars! Ah ah ah ah!!!)


Quem viu pelo menos um dos filmes da série "Austin Powers, International Man of Mistery", recorda-se com toda a certeza da forma como o actor Mike Myers se desdobrava em vários papéis, incluindo os dois principais: o do próprio Austin Powers, e a da sua némesis, Dr. Evil. A série, que deu três filmes com convidados-surpresa de luxo (John Travolta, Tom Cruise, Ozzy Osbourne, para citar alguns), era uma sátira cómica aos filmes de James Bond, e o tal Dr. Evil era inspirado em Dr. No, o primeiro vilão da série do agente 007. Myers desenvolveria o personagem, recorrendo a outras influências diversas, e até vários elementos da cultura "pop". Um dos quadros humorísticos mais bem conseguidos tinha a ver com o facto de Dr. Evil ter suspendido as suas funções vitais nos anos 60, ficando preservado através do método de preservação em nitrogénio líquido, chamado de "criogenia" (só resulta nos filmes, não tentem em casa, defes), e reanimado trinta anos mais tarde, nos finais dos anos 90, data da produção do primeiro "Austin Powers". Assim que acorda, o cientista do mal não perde tempo e engendra um plano diabólico: "roubar mísseis com ogivas nucleares, apontá-los às principais cidades do planeta, e exigir um resgate". Ok, um tanto ou quanto previsível, mas que piada tem isto?

 O valor do tal resgate: um milhão de dólares, que nos anos 60 era um valor considerável, mas que nos tempos que corriam "não era nada" - e vai sendo cada vez menos. O assistente e braço-direito de Dr. Evil, Number Two, acabaria por lhe explicar que "só a sua corporação, a Evil Enterprises, auferia lucros diários acima desse valor". Hilariante, sobretudo a expressão que Dr. Evil faz quando anuncia o valor de "one million dollars!", ao mesmo tempo que se ouve uma música de fundo repentina, muito comum nos filmes de "suspense". E isto tudo para dizer o quê, afinal?


Isto: estas imagens de um bebé que eu não consegui resistir e editei, tal era a semelhança com a cena que descrevi em cima, foram partilhadas na semana passada por um casal de brasileiros na rede social Imgur, um media dedicado sobretudo à fotografia. Aproveitando o facto da criança ter pêlo claro nas sobrancelhas, dando quase a impressão que não as tem de todo, fizeram-lhe uns riscos "evil", e esperaram que ela fizesse "caretas de bebé", com os resultados que se vêem. Uma ideia bastante criativa e divertida, que gerou um grande número de partilhas, bem como de comentários. A maioria destes dizia-se "assustada" com o ar "diabólico" do pequenote, mas claro que qualquer pessoa equilibrada e mentalmente sã vai entender que se trata de uma brincadeira inofensiva. Agora uns há que vão achar mais graça que outros, e não devem faltar ainda os que não acham graça de todo, e depois há estes:


Livra! Isto é que assusta a valer, e não o pobre bebé, que até parece estar a divertir-se à brava. Este é um maluco, ponto, e agora quem quiser tirar disto ilações sobre as minhas "reais intenções", nomeadamente "contra a Igreja", então deixem-me que vos diga que se não fazem uma reciclagem mental urgente, vão acabar como aquele camarada - ou pior. Fosse aquele ali deitar as mãos em cima de uns mísseis com ogiva nuclear, e disparava sem pensar duas vezes, mandando toda a gente ir "prestar contas ao criador". Não? Olha que eu desconfio que nada o ia fazer mudar de ideias. Nem mesmo que lhe pagassem...ONE MILLION DOLLARS! AH AH AH AH!!!


...porque tu és um "arasado" mental!


Sim, sim, já sei, acontece com toda a gente e tal, e eu próprio deixo passar assim uma gralha ou outra, se faço o post à pressa e não sei quê. Mas...no título? Dois erros e a letras garrafais a cores? Ah já entendi: o lorpa estava tão excitado com a ideia de publicar aquelas conclusões "inteligentissimas" que nem deu por isso. Tá bem tá. Com que então birra, que engraçado. Isto vindo do mesmo gajo que ficou "deprimido" e "triste" quando os nazis perderam as eleições na Áustria, e se tem desdobrado em queixinhas de "moi" à Blogger e ao Facebook porque...Bem,  simplesmente porque faço isto que aqui vides, que é apenas difundir a "mensagem válida fora do prazo" do "nacionalismo" no seu estado mais cobarde e lingrinhas. E não é essa a ideia, ó Afonsina? Já tinha dito e repito: isto diverte-me imenso. E é fácil, também.

ACTUALIZAÇÃO


Pfff...olha para isto, como há gente mal agradecida, e ainda pensa que é o tal, e aquilo "não tem importância", e kei, e kei...mas aê, eu preciso de provar alguma coisa, ó mijona?


Então não se vê logo que és a primeira e até agora única vítima de paralisia cerebral voluntária? Lindo menino, sim senhor. Um já não está mal. Pratica muuuuito, e um dia pode ser que chegues lá. Ah!

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Paranóico?!?! Que ideia! (O caracol da Quintinha do Poçeirão)



Nota introdutória: com este post não quero demonstrar que sou "dono da razão" e nem afirmo nada de modo peremptório, ou fecho qualquer porta à refutação dos factos que apresento. Também não é a minha intenção menorizar os conceitos expostos ou as ideias defendidas pelo principal visado, mas é isto que ele espera de mim, portanto não o quero desiludir. Acreditem no que quiserem, e divirtam-se!

Paranóia: uma fixação persistente, resistente às evidências (ou à falta delas) e que vai ganhando uma intensidade crescente. Crescente?!?! Nãããoo!!!! Ah ah ah. Que piada tão bem elaborada, esta, e com um "timing" de se lhe tirar o chapéu. Queria aqui deixar uma "instalação bloguística", recorrendo para tal não a um pato amarelo, mas a um exemplo acabado de paranóia "à distância", e tendo como fundo um aspecto cultural, que de cultura tem muito pouco: a religião, esse compêndio de contos da bruxa má e do papão, e que serve de pretexto para que pessoas se matem, esfolem e odeiem - mesmo as que tecnicamente adoram a mesma divindade! Vá-se lá entender a religião. O voluntário que não sabe que é voluntário (eu assumo estas coisas e sou dono da razão) que vou usar como exemplo é...ah, já devem saber de quem se trata, mas primeiro uma pequena resenha histérica histórica:


Quando na origem da paranóia estão receios da invasão de um país por parte de outro, ou a imposição de outro cultura ou ideologia sobre a vigente (que normalmente é tida como o paradigma da "liberdade"), não posso de me deixar de recordar da paranóia com que cresci e vivi até à adolescência, e que de tão enraizada que estava foi até difícil de me adaptar ao seu término: o medo ocidental do "perigo vermelho", o comunismo. Estávamos no fim da Guerra Fria, um conflito em que as partes beligerantes eram os Estados Unidos da América (EUA) e a União Soviética (URSS), mas que tolhia vidas humanas, recursos e a dignidade em geral a outros países, e não sabíamos disso. Em 1986, três antes da dissolução da URSS (foi tão rápido quem até me custou a acreditar), o Ocidente em geral e especialmente os EUA temiam um conflito termo-nuclear, e claro que a acontecer tal coisa, seria sempre por iniciativa da URSS. Era mesmo com alguma resignação que se fala da inevitabilidade deste conflito, com os mais pessimistas a agirem como realistas, vaticinando "o fim do mundo" como se não houvesse volta a dar. Como podem imaginar, isto causava-me um certo desconforto, e já aqui me detinha a pensar que "se estes gajos sabem disto e não fazem nada para impedir que aconteça, ou são cobardes ou palerminhas - ou as duas coisas". 


Os sovietes e os seus aliados (o "bloco de leste") estavam isolados do Ocidente por uma fronteira física chamada "cortina de ferro", mas ainda mais por uma fronteira ideológica: o comunismo, que queriam "impor" ao resto do mundo. E isto não está muito longe da verdade, se bem que o principal motivo que movia os soviéticos e hoje move ainda os russos, parte de leão dessa extinta união, é o domínio global. Hoje as duas potências conhecem um novo período de animosidade mútua, e fala-se mesmo de uma nova "guerra fria", mas sem a ideologia como pano de fundo. O poster ali em cima é um resquício desse período, em que os Estados Unidos ainda olhavam para o "inimigo" com muita desconfiança, apesar dos aparentes ventos de mudança que iam soprando de leste e das boas intenções do presidente Gorbachev, que introduziu reformas no sentido de uma maior abertura (ou "glasnost") no contexto de uma restruturação do regime ("perestroika"), que no fim veio a revelar que na verdade os russos e o seu ideal igualitário socialista estavam falidos. Sem cheta. Kaputz. Mas filmes como "Invasion USA", "Rocky IV" ou "Red Heat", além dos incontáveis relatos, ora fictícios, ora verídicos mas "maquilhados", sobre a guerra do Vietname, eram um bocado estúpidos, e em poucos anos tornaram-se datados. Os russos eram sempre representados como uns tipos frios, duros, de cara quadrada, expressões rígidas, vazios de sentimentos como a compaixão e com um evidente desprezo pela vida humana - em suma, eram os americanos a reinar com a malta. Mas nem sempre foi assim...


...pois nos tempos remotos do início da Guerra Fria, decorriam ainda os anos 50, a coisa era levada mesmo a sério. Não era para menos, e parte do "pânico" e do alarmismo criados tinha uma razão de ser, como ficou comprovado com a crise dos mísseis de Cuba em 1962, e onde durante 13 dias, o mundo esteve a 13 dias de acabar. Bem, podia ter sido assim, mas a verdade é que os americanos levaram uma "lavagem" tal, que chegavam a acreditar que o inimigo lhes ia "envenenar os mantimentos", como a água, ou convertê-los ao comunismo através de "hipnose". Isto sem não esquecer os mitos que foram criados, em parte exagero, noutra parte disparate, como o facto dos comunistas "comerem criancinhas", ou na Rússia "odiar-se a liberdade". Uma retórica que curiosamente tem um paralelo com a actual situação, e que aqui vou descrever já a seguir. No entanto a América conseguiu com relativo sucesso deixar o comunismo para lá do estreito de Bering, mormente através de "caças às bruxas", e por meio da educação oficial, que incutiu nos jovens "yankees" um sentimento anti-soviete, que no limite transformava-os em adultos "programados" a tocar sempre a mesma cassete: "A América assenta nos princípios da Liberdade e democracia, e é nação fundada sob Deus" - e sob os cadáveres dos nativos, deixem lá. Mas ao contrário da Guerra Fria, onde um dos blocos, o do leste, não deixava saber grande parte do que por lá se passava, e apesar de se passarem coisas da breca, os factos propriamente ditos ficavam à imaginação dos americanos, de um lado, enquanto na Europa, onde o comunismo nunca foi reprimido, criou-se uma contra-corrente de apoio a Moscovo. Ambos uma corja de imbecis, se me permitem. E agora passemos à nossa "feature presentation".


Deparei com este comentário da autoria do impagável FireHead no blogue da treta da autoria do blá blá blá, o tanas se aquele é o nome daquele palerma, e que me chamou a atenção, especialmente por reforçar a ideia de que o moço mais o outro imbecil estão em sintonia islamófobica plena, mas "descarrilam" quando a hora é de falar de judeus e Igreja Católica. Quer dizer, "descarrilam" salvo seja, pois como vou demonstrar na terceira parte da série dedicada ao lorpa, o gajo embirra com tudo e mais alguma coisa. Bah, fezes. Se forem ao artigo aqui vão confirmar que o FireHead está a ser sarcástico, e nem é necessário, vendo bem, uma vez que ele não perde uma oportunidade para "malhar na mourama". Incêndios florestais? "Olha que os muçulmanos isto e aquilo". Passado belicista dos japoneses? "Por acaso os muçulmanos não sei quê". E a jogar à defesa é a mesma coisa: "Pedofilia na Igreja Católica? Grande coisa, até parece que nunca ouviram falar do Bibi". É falso que ele tenha recorrido a este exemplo, mas não é exagero que recorre amiúde a este tipo de comparações. Mas então vamos lá ver, uma vez que ele fala ali em "paranóicos" e o camandro. Terá ele razão, e nós é que andamos a bater com a mona nos minaretes, de tão ceguinhos que andamos? Não e não, respectivamente, e com "claro que sim, és parvo ou quê?" como resposta à pergunta: "é o Firehead paranóico"? Mas atenção, não é uma paranóia qualquer, daquelas de andar com a língua de fora a falar sozinho na rua. É mais "matreirice" da parte do rapaz. Vamos então à parte que ele detesta: as evidências,  e as respectivas provas.


Evidência nº 1: o FireHead vê islâmicos em toda a parte. Até no Festival da Eurovisão, pasme-se! O mediatismo foi todo para o braço-de-ferro entre a Ucrânia e a Rússia devido à situação da Crimeia, mas isso é "o que os média mostram", porque "querem esconder a verdade". Viram a moça de rabo para o ar a rezar a Alá quando ganhou? Nem eu, mas isto é porque andamos cegos, ao ponto de nem sequer termos visto aquela prova cabal de que Israel não financia o Estado Islâmico (não me consta que o faça, mas reconheço que teria interesse em fazê-lo): a canção de Israel "gozava com o EI!". Não, não foi o Netanyau o intérprete. 


Evidência nº 2: todos os islâmicos são demoníacos e assassinos. Para uns o auto-proclamado Estado Islâmico é assim mesmo - auto-proclamado Estado, e auto-proclamado Islâmicos. Isto deve-se talvez ao facto de serem os próprios que se descrevem como possuindo ambas as valências, algo que a generalidade não reconhece. Mas alto lá, que aqui para o "eye in the sky" o EI pode não ser Estado, mas é com toda a certeza Islâmico. Porquê? Porque assim dá jeito na hora de propagar o preconceito e o ódio religioso - just telling it how it is, no harm intended. Agora, não sei de onde é que ele conhece Maomé, ou quanto tempo se juntou à "troupe" para saber o que faziam, mas com toda a certeza sabe mais que os próprios islâmicos. Se encontrar um islâmico que esteja a agir como uma pessoa normal - que é o que a esmagadora maioria deles faz, por serem também pessoas, por muito que ele garanta que não são - o FireHead entra em parafuso e pergunta-lhe porque é que ele não a estar a violar alguém ou a rebentar pelos ares aos bocadinhos. De seguida dá-lhe um cartão de visita do EI. Não sou eu quem diz que esse é o "verdadeiro rosto do Islão", atenção, e salvaguardo o facto de ele ter afirmado que "não tem nada contra muçulmanos, desde que não pratiquem o Islão". Isso deve ser mais ou menos como "pilotos de F1 que não sabem conduzir", mas deixem lá, porque além disso é..."uma afirmação que em nada corresponde à verdade" - para ser simpático.



Evidência nº 3: os muçulmanos são sempre os carrascos, e os cristãos as vítimas. Um muçulmano a matar outro muçulmano? Impossível, pois há mil e não sei quantos anos Maomé não sei quê e então os seus seguidores ficaram "programados". Lembram-se do Robocop? Mais ou menos dentro dessa linha, com "directivas". E como é que ele sabe se são cristãos, estas vítimas? Bem, como não creio que ele os tenha baptizado, estivesse lá na hora em que foram recolhidas estas imagens de péssimo gosto, e não vejo ninguém ali com um crucifixo. Portanto deve ser qualquer outra entre "palpite" e "wishful thinking". Ah, mas querem uma prova, é? Uma prova, uh? Uh? 


Aqui está. Quer dizer, aqui está o ponto péssimo do ridículo e do mau gosto, mas o que quer dizer aquela imagem de Cristo por cima destes pobres...de Cristo??? Se for como a "marca do Zorro", então quer dizer que foram cristãos que os mataram, e daí a "assinatura" dos autores da chacina, não? Ah, já sei: é para que até os atrasadinhos mentais liguem os pontos e façam a associação "mortos num país islâmico/imagem de Cristo/só podem ser cristãos". Eu disse "até"? Queria dizer "apenas". Faltou foi ali um barbudo com um ar de mau a segurar uma semi-automática numa mão e uma cabeça decepada na outra, e com um balãozinho a sair-lhe da boca e onde se lê "Allah Akbar". Mas sabem o que mais? Eu estou a "enganar-vos", e a "atirar-vos areia para os olhos". Se o FireHead já não soubesse quem eu sou, chamava-me logo de "esquerdalhada", que é o que todos os FireHeads desta vida fazem com quem ousa expor as enormidades que eles "denunciam". Preocupante é conseguir compor estes tenebrosos enredos, por Juno. Além de mim, sabem quem mais vos anda a enganar?


Evidência nº 4: os média "ocultam" a verdade. Isso mesmo, pois assim como "a esquerdalhada" e outros que levam com epítetos exóticos que nem sabiam existir, quanto mais ser aquilo, os média são cúmplices do poder político num plano para levar a cabo uma "substituição demográfica", isto é, acabando com a raça dos europeus brancos, substituindo-os por pretos e árabes - aposto que esta vos escapou, quando leram o programa político do Costa, ah? Que sorte termos aqui o FireHead para nos mostrar "o que os média se recusam a mostrar", como um puto de quatro anos que se recusa a comer a sopa de nabiça. E porque carga de água mostram o puto muslo que deu à costa depois de ter ido ter com Alá no Inferno, e não mostram as crianças cristãs assassinadas, ah? Não há? Procurem, ou matem algumas, porra! Faxavôr de mostrar dez crianças cristãs mortas por cada criatura demoníaca dessas. Pedofilia na Igreja? Sempre a mesma coisa!! E do Adam Johnson, ninguém fala (n.d.: Adam Johnson é um futebolista do Sunderland de 28 anos, condenado há meses a seis anos de prisão por se ter envolvido com uma jovem  de 15, a poucos meses de atingir a idade do consentimento, e aparentemente não terá propriamente sido 'violada', uma vez que contou às amigas todas umas vinte vezes enquanto não cabia em si de contente).


Evidência nº 5: a crise dos refugiados é parte de um plano para islamizar a Europa e torná-la em "Eurábia". Isto é "heavy-metal", e o mais intrigante é que o FireHead nem quer saber, ver ou ouvir qualquer prova em contrário: isto TEM QUE ACONTECER. Ele que diga que não é assim. Pois, mas lá está; eu não sou flor que se cheire, pois se até ali o  Khadafi, que tudo o que dizia é merda menos nisto, onde tinha toda a razão e acreditem nele já, diz que os muçulmanos "vão tornar a Europa num continente muçulmano", só pode ser verdade! E vai acontecer com a complacência da "Maçónica" UE - as coisas que este rapaz sabe e mais ninguém sabe. Chega para lá, ó Snowden: eis o FireHead. E quando é que isto vai acontecer? Já está a acontecer, e são como coelhos, estes tipos, temos que os travar já, já, antes que seja tarde demais! Temos que nos despachar, pois só nos resta...


...mais uns anos a aturar a mesma conversa? Eu admiro o FireHead por este serviço que presta, de anunciar o apocalipse repetidamente, vezes sem conta, todos os dias há vários anos, mas por esta lógica, já tinha crescido uma mesquita em cima da cabeça de cada europeu. Ah esperem, serão 4% em 2008, depois 8% em 2020, 15% em 2030 e por aí fora, até serem em números "muito superiores a 100%" lá pelo último quartel deste século. E isto não é paranóia, claro. Está a acontecer, e é só abrirem a janela e confirmar...


...que têm um "cavalo de Tróia islâmico" à porta. Nem vou incluir na lista de evidências essa brilhante asserção de que para se ser refugiado exige-se que o país "esteja em guerra". Já agora podiam chegar já mortos, ou sem pés nem cabeça, para "não violar ninguém", ou "não se detonarem". Em suma, tomates. Só que perante essa "iminência" de "invasão", eu não lhe chamaria "Cavalo de Tróia", mas antes...


...um "Caracol da Quintinha do Poceirão Islâmico". Sim, que é ali para o Poceirão, ao pé de Pegões, que a malta apanhava os melhores "carcanhóis" - isto é, os que não conseguiam fugir. E reparem como este caracol é...HALAL! Uma coisa horrível! Ora os caracóis não são "halal", portanto isto só pode querer dizer que é um...FALSO CARACOL. E vejam como ele está a dizer "Allahu Akbar". Está mesmo, como ousam negar o que está ali mesmo à frente dos olhos? Só pode querer dizer que "é terrorista", pois só os terroristas islâmicos sabem dizer "Allahu Akbar". Quem não é, engasga-se. Estas bem que podiam ser as evidências nºs 6, 7 e 8, e há tantas que fariam a Constituição da República parecer um folheto do Pizza Hut. Mas há uma que me chamou a atenção:


Pois, o profeta não é profeta e é assassino e pedófilo, e ele pode provar, bastando para tal mandar qualquer coisa como "claro que não era, era eu, e tu sabes tudo, é o dono da razão". "Prova" do que afirma, portanto. Anda a dar no Sarcasmol que é uma loucura. Mas essas "baldrocas" que nem uma criança de 5 anos convencem são "peanuts", pois o que me interessa mesmo é desmontar esta parvoíce que é andar a usar o facto da Arábia Saudita não receber refugiados, para mais ninguém os receber também. Só por isto já dá para perceber quão imbecil é ideia, mas eu, Leocardo o dono da razão da Silva Santos Montanelas, vou demonstrar num próximo post (talvez amanhã) que até isto que se diz da Arábia Saudita não receber sírios que fogem ao conflito que já fez muitos milhares de mortos, é...bem, não diria mentira, mas também não é verdade. Se fosse não era preciso "decorá-la" com tanta besteira, como depois vou demonstrar no tal artigo. Aguardem.


Humana esse potest?


Hoje, Dia Mundial da Criança, lembrei-me deste pequeno bebé sírio, uma das 700 vítimas mortais entre mais refugiados naufragados no mar da Líbia. Tudo o que a imagem nos transmite pode ser racionalizado com a redução à nossa condição humana, de meros mortais. O petiz sem vida nos braços de um elemento alemão da associação humanitária Sea Watch, que revela consternação por ter chegado talvez tarde demais. São os contornos desta crise humanitária, que vem causando emoções mistas entre quem a tem acompanhado, vai já para um ano. Mas certamente nada como o que tenho para vos mostrar a seguir.


A imagem é a mesma, o texto é do blogue Totalitarismo Universalista, onde é patente a psicose do seu autor, nada que mereça um pingo de comiseração, contudo. Só alguém com uma mente perversa e distorcida poderia fazer desta imagem a leitura que faz. A criança "ia crescer e tornar-se um violador", ou trata-se de "manipulação asquerosa", e "um pretexto" para "escancarar as portas da Europa" a uma "invasão" qualquer que só existe na mente doentia deste indivíduo. Não vale a pena apelar ao bom senso, ou deixar semelhante personagem a conjecturar o que seria se fosse um filho seu, inerte nos braços de quem foi impotente para evitar a tragédia de um inocente. Não pactuemos com conspirações dúbias, que não têm senão como fim atingir uma agenda maléfica, que apraz apenas poucos, felizmente poucos, que são os que se colocam do lado do mal, e ainda o fazem à socapa, cobarde e perfidamente. Vergonha, censura e condenação sem reservas a este indivíduo e ao seu inumano negrume.

terça-feira, 31 de maio de 2016

O que foi, não lhe pagaram?



...para fazer uma canção original? Este é que é o tal "hino de apoio à selecção" da autoria de Pedro Abrunhosa? Lá da autoria dele é, mas de original é que não tem nada, desculpem lá, que aqui a montanha pariu um abrunhoso. Ainda bem que foi o "Tudo o que eu te dou", senão imaginem o que seria com um refrão do tipo: "E o que é a selecção vai à França fazer? Vai-se f..., vai-se f...!" Ó Abrunhosa, acabaram-se as pilhas, ou foi mesmo como eu digo ali em cima em jeito de provocação, e os gajos não te pagaram para mais?