Fernando Duarte Rocha, o imbecil que cobardamente usurpou a conta de Facebook da sua mulher, a actriz Maria Vieira, teve um orgasmo salazarento ontem à noite, na véspera da data do 47º aniversário da morte do ditador. Portugal está a arder! - diz a ave capada de mau agoiro, como se isto fosse uma coisa completamente nova. Este novo ataque de verborreia foi dirigido ao presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que ontem foi capa no jornal i:
Sim, o sr. presidente pode ter vindo de uma família que foi colaboracionista com o Estado Novo, mas tem a largura de horizontes para perceber que hoje estamos melhor - e quem não está melhor, em democracia, em vez de debaixo de um regime opressor e autoritário? Há os saudosistas, pois, onde o Fernando "Parrachona" Duarte Rocha faz questão de se incluir. E ele sabe lá, que não dá uma para a caixa, e não sabe o que é ter que trabalhar para viver? Para ele Marcelo é "cúmplice dos comunistas", que "conduzem os portugueses para a miséria". Acho que a Parrachona nasceu na época e no país errado. Teria muito mais sucesso na América do Macartismo, do anti-comunismo, da caça às bruxas. É um paradoxo temporal, este deplorável careca que um dia ambicionou a ser escritor, sem saber escrever. Claro que para sustentar os seus patéticos argumentos faz uso do incêndio de Pedrógão Grande, e das suas vítimas, que para ele foram "centenas". Para quê ficar apenas por aí, quando podiam ser milhares, ou mesmo milhões? Quem sabe se os portugueses um dia destes passam a ser conhecidos por "aquele povo que sobreviveu ao incêndio de Pedrógão"? Não há limites para o ridículo, e confesso que não consegui deixar de rir com aquela passagem onde o calhordas diz que no tempo de Salazar existia "justiça, ordem, disciplina", e..."conhecimento". Ah ah ah ah ah!!!
Realmente eu não sei se era melhor mesmo viver na ignorância, naqueles tempos. Os portugueses não sabiam ler, e assim aborreciam-se menos com as notícias tristes. Não menos hilariante (no mau sentido, entenda-se) é o conceito de que no tempo do Estado Novo "não aconteciam incêndios florestais". Ora bem, isso é uma meia verdade trágica:
Haver haviam, não existia era uma imprensa "livre" a soldo de alguns que gostam de acrescentar ao número de vítimas por motivos de chicana política. Isso sem dúvida era uma coisa que no tempo de Salazar não acontecia, e quem duvidasse dos números divulgados pelo regime (quando e se eram divulgados) não o fazia uma segunda vez. Claro que hoje há mais fogos e a área ardida é superior à do antigamente, mas isso tem a ver com o significativo aumento da área florestal, e do predomínio do eucaliptal. Mas isso é outra conversa, e quem estiver interessado em saber mais sobre o assunto, recomendo este link, de um estudo sério sobre o tema. Mas voltando à Parrachona.
Ena o que para aqui vai. Até consigo imaginar os cúmplices da Parrachona a espumar pela boca, enquanto chamam ao presidente Marcelo "imbecil", "tarado" (?) e "bandido", enquanto tecem loas a Salazar. A Parrachona concorda em género e grau, e logo a seguir vem um camarada seu a reiterar que "precisamos de um homem como Salazar", para "meter estes comunas no Tarrafal". Claro, é só anexar Cabo Verde, e em menos de um nada estão lá todos metidos outra vez, a fritar ao sol do arquipélago na costa atlântica de África. De todos estes personagens, lamento que se arraste pela lama a memória do pai de Maria Vieira, que foi um combatente anti-fascista. Mas seria demais, pedir à Parrachona que tivesse o mínimo de respeito seja lá pelo que for. Este já nem o mais conceituado dos psiquiatras endireita. Vai ser preciso esperar pelo coveiro.
Depois de um par de semanas sem postar nada (outras frentes exigiram o semi-abandono a que o blogue foi vetado), nada como começar com o artigo de quinta-feira do Hoje Macau - amanhã há mais. Pena que tenha sido sobre um tema tão desagradável.
Portugal esteve três dias de luto nacional, decretados no Domingo após o terrível incêndio que lavrou (e lavrava, até terça-feira à noite) nos distritos de Leiria e Coimbra. Esta figura do “luto nacional” não implica mais que colocar a bandeira a meia-haste, ou observar um minuto de silêncio no início de alguma cerimónia nacional ou evento desportivo. O presidente Marcelo Rebelo de Sousa veio de imediato apelar à união e à contenção, pedindo a todos que se combatesse aquele foco de incêndio, em vez de “se acenderem novos focos”, referindo-se à imprensa e redes sociais, onde se começou imediatamente a montar o circo. O prof. Marcelo é óptima pessoa e tem sido um presidente de consensos, mas por vezes dá a entender que conhece mal o povo que o elegeu. Não há tempo seco nem temperaturas de mais de 40º que impeçam o bom povo de sair à rua de tocha acesa, pronto para acender mais uma ou várias piras inquisitoriais. O país e mundo acordaram em sobressalto no Domingo ao deparar com as notícias que davam conta de quase setenta mortos nos concelhos de Pedrógão Grande e Castanheira de Pêra, mortes essas em circunstâncias macabras e aterradoras, que deixaram para segundo plano as perdas materiais próprias desta estação. Em termos de área florestal ardida todos os anos nos incêndios de Verão, pode-se dizer que este foi só um “aperitivo”. As imagens de devastação e de morte falavam por si, e dispensavam qualquer tipo de comentário. Isto não impediu que uma escola muito “avant-garde” de jornalismo mandasse uma das suas mais celebradas profissionais fazer uma reportagem ao vivo junto de um cadáver que se encontrava na floresta, dentro de um saco próprio para o efeito. “Onde já se viu?”, bradava aos céus o povo incrédulo. Na CMTV, respondo eu, quando aqui há uns tempos transmitiram ao vivo o velório de uma criança que havia sido assassinada pela mãe. Foi aí que ficou a barra da decência. Mas não vamos abrir só um foco de incêndio nos valores de ética jornalística, não. Sabiam que a companhia que gere as contribuições telefónicas para a ajuda das vítimas fica com 1/6 do valor das doações? Ah pois, isto é indecente, “fazer dinheiro com os mortos”, desta vez houve mortos à brava para poder fazer valer qualquer um destes argumentos. Mas alto e pára o baile, que a ministra da Administração Interna impediu a entrada de bombeiros espanhóis, carregadinhos de água, e nós ali sem saber fazer a dança da chuva. Ai alegou questões de logística? Incompetente! Demita-se e já! Ai a notícia “não foi bem verdade”? Demita-se na mesma – demitam-se todos! O que nos vai levar ao principal foco de incêndio, esse ainda maior que o de Pedrógão: de quem é a culpa? Agora é que o lixaram, ó sr. presidente Marcelo. O incêndio foi causado por um raio de trovoada seca que, por culpa das temperaturas altas e dos ventos, se espalhou rapidamente pela floresta. Houve inicialmente quem tivesse colocado a possibilidade de fogo posto mas, havendo mão criminosa, era mais complicado aos ordenadores do território feitos à pressão nas redes sociais darem o inevitável veredicto: a culpa é do Governo. De qual? De todos, e ainda se estava longe de saber ao perto a dimensão real da tragédia, e já “xuxas” e “pafiosos” apareciam de fósforo em riste, prontinhos a acender fogo na palhota da culpa alheia. Isto é tudo sem dúvida de uma relevância assombrosa. Com toda a certeza que a última coisa que passou pela cabeça das pobres pessoas que se viram subitamente rodeadas pelo fogo da morte não foi arrependimente de ter votado ou deixado de votar em A ou em B. Talvez eu não esteja a abordar a situação da forma mais apropriada, sem a sensibilidade necessária. É que aqui em Macau (que já contribuiu para o alívio da tragédia, sem fazer perguntas ou tecer comentários, o que é de louvar) tem chovido todos os dias desde o fim-de-semana, e o calor é húmido e não há incêndios florestais – torna-se mais difícil relacionar-se com o drama. Ou talvez porque na China dá-se o abatimento de uma mina e morrem 200 operários, ou uma cheia custa a vida e as casas a milhares de pessoas de uma assentada, e não se faz da notícia um vendaval especulativo, não “vale tudo” para vender papel ou ter audiências, e não se atira a carniça aos abutres para que estes desatem a fazer campanha eleitoral. Em Portugal o luto terminou ontem (terça-feira), e agora já não fica mal falar-se à vontade de responsabilidades, de culpas e de todo o resto. Mas será que ainda ficou alguma coisa por dizer, bem ou mal?
Nunca simpatizei com Charlie Sheen, actor que pertence a uma geração de onde o maior exemplo de sucesso é Demi Moore, e nem passei a gostar mais dele depois daquilo que vou mostrar a seguir. Sheen não me convence por razões puramente artísticas: é um actor mormente de comédia, mas não tem lá muita piada. A película de 1990 "Hot Shots" (em português "Ases pelos ares", oh oh oh) é possivelmente uma hora e meia perdida da minha vida que lamentarei no meu leito de morte, mas pasme-se, fui ver ao cinema porque um amigo meu me garantiu ser "hilariante". O problema deve ser meu, realmente, que devo ser demasiado obtuso para entender a comédia em Charlie Sheen - em 2010 era este o actor mais bem pago da televisão norte-americana, devido ao sucesso de uma "sitcom" que dava pelo nome de "Two and a half men", que lhe valeram várias nomeações para os Emmy e Golden Globes. Só que isto de ser talentoso e rico "não chega" para Sheen, que viu a carreira desmoronar-se graças ao abuso de álcool e drogas, com acusações de violência doméstica pelo meio, que lhe valeram a rescisão do contrato com a CBS. Tido como um exemplo do que "não fazer" quando se fala em sexo seguro, o actor anunciou em 2015 que era seropositivo, e que sabia ser portador de HIV desde 2011. Aparentemente tudo isto faz com que Charlie Sheen não tenha o direito a abrir a boca, ou emitir qualquer opinião, mesmo que "só a brincar". Como neste caso, que deu que falar:
"Trump next" - "Trump o próximo", ou "Trump a seguir". Posto assim nestes termos, nada de grave, mas o contexto em que é feita esta chamada ao presidente eleito dos Estados Unidos é a morte do artista, e usando agora o termo "morte" no sentido literal, Sheen referia-se à mais recente razia no mundo artístico, que na mesma semana registou o desaparecimento do cantor George Michael, da actriz Carrie Fisher, e da mãe desta, a também actriz Debbie Reynolds, que faleceu no dia seguinte à filha. Dramático. Naquilo que muitos podem entender apenas como um simples desabafo, Sheen sugere que a próxima celebridade a quinar bem podia ser Trump, e atendendo ao estilo de vida que o actor leva e a que fiz referência no primeiro parágrafo, duvido que seja uma pessoa religiosa, e não estaria a apelar a Deus que "limpasse o sebo" ao próximo ocupante da Casa Branca. De mau gosto? Bem, levando a coisa um bocadinho a sério, até concordo, mas...
...não me peçam para atingir este nível de indignação. Estes são alguns dos comentários mais "leves" de entre os muitos milhares deixados nas redes sociais entre quinta feira e hoje, reprovando o "tweet" de Charlie Sheen. Talvez estes sejam mais contidos por se tratarem de seguidores do actor, e se repararem na sua entrada inicial, foram registados mais de 100 mil "likes", possivelmente de pessoas que deram às palavras de Sheen o valor que têm: entre "relativo" e "nenhum", e não de pessoas que querem ver Deus a matar Trump. Quanto ao "resto", bem, desconfio que nesta operação de divisão, estamos perante uma dízima infinita:
Ah, o Breitbart, aquele "site" que se diz "independente", e solto das "amarras do politicamente correcto" impostas pelas "elites globalistas", ao serviço das "grandes corporações" - das outras, que não aquelas que comercializam as porcarias que se vêem na página inicial do "site" do Breitbart, publicitadas de forma tão evidente que eu quase chamaria de "pornográfica". E o que diz este repositório de "verdades alternativas", esse novo eufemismo para designar a comum mentira? Ah? Que Sheen "calls on God to kill Donald Trump"? Estas duas palavras da língua inglesa, "calls on", pode ter diversos sentidos, desde "convocar", "chamar", ou "apelar". Dando aqui o benefício da dúvida ao Breitbart (não devia, mas pronto, estamos na quadra natalícia), suponho que quisessem dizer "apelar". Não posso é deixar de detectar naquele cabeçalho uma leve nota de "certeza absoluta", como se Deus fosse uma figura deste presépio do disparate. Mas enquanto o Breitbart e quejandos dão o mote, a América profunda(mente retardada) prossegue com a sinfonia dos enganos, em urro maior:
Barbara Messer, que destila indignação de cada um dos cabelos grisalhos e encaracolados que lhe cobrem o focinho (é o que me dá a ver a fotografia, queriam o quê?), acha que Charlie Sheen "devia ser preso". Viva a liberdade de expressão! Viva a América! Sabem onde é que sugerir que um alto dignitário de uma nação "devia morrer" dá direito a prisão? No Irão - ou nem isso! Curioso como ninguém foi preso, interrogado ou inquirido quando Hillary Clinton foi acometida de uma pneumonia no período antes do início da campanha, e muitos "Trumpistas" a davam como morta, ou tinham sonhos molhados com a perspectiva da candidata democrata ficar cadáver. E já para não falar do verdadeiro festival de lavagem de roupa tão imunda que nenhuma marca de detergente ousou patrocinar, que envolveu detalhes da vida íntima de Hillary Clinton e da sua família. Isto por falar em "big mouths" que desempenham a mesma função do recto. Mas isto "melhora", querem ver?
Jan McNall acha que o "tweet" de Sheen devia ser "crime de ódio" - "hate crime". Uhh...crime, uma palavrão tão feio que nem se deram ao trabalho de arranjar palavras distintas nos idiomas inglês e português. A figura do crime de ódio, segundo o nosso Código Penal, tem como finalidade punir quem ataque "pessoa ou grupo de pessoas por causa da sua raça, cor, origem étnica ou nacional, religião, sexo, orientação sexual ou identidade de género". Ora bem, quer o malucão do Sheen, quer o não menos mentalmente salubre do Trump são brancos, norte-americanos, do género masculino, tarados sexuais e têm como religião o dólar, e não sendo o presidente eleito um "grupo de pessoas", não, não encaixa. Paciência. Gostava de saber onde é que parava a indignação da sra. McNall no momento em que Trump incluiu no rol das suas promessas eleitorais o "escrutínio rigoroso à entrada no país" de um determinado grupo religioso, ou durante as suas muitas tiradas de misógino militante e assumido. Quem sabe se ela também considera que "by the pussy" é como as donzelas devem ser "grabbed"? Sim, porque o Donald "apalpa-as para ver se estão maduras" Trump pode ser muita coisa, mas pelo menos não é...
...SIDOSO! BANDIDO! SODOMITA! Desculpem, mas deve ser contagioso. Não entendo bem se a Christie Cottrell quer dizer que o Charlie Sheen "não tem moral para falar" porque é seropositivo, ou se o facto de ter sido infectado com HIV torna a sua sugestão quanto à morte de Trump um paradoxo. Enquanto George Michael, Carrie Fisher e Debbie Reynolds foram desta para melhor e não eram portadores de HIV, o bom do Sheen anda aí para as curvas. Pois é, a SIDA já não é uma "sentença de morte" como foi até há 20 anos - sabia disto, minha senhora? Claro que não, nem disto nem de muitas outras coisas, aparentemente. A juntar à costumeira tentativa de homicídio de carácter muito comum nesta gentinha, há ainda o "rigor informativo" que os caracteriza, bem patente naquela deturpação do comentário do actor que podemos ver em baixo na imagem. Charlie Sheen NUNCA escreveu "Please God, kill Donald Trump", mas apenas "Dear God: Trump next, please!". Ai é "a mesma coisa"? Considerando que o autor da gracinha é Herman Cain, presidente do Federal Reserve Bank de Kansas City, republicano, candidato à nomeação do seu partido nas primárias para as presidenciais em 2012, e elemento do "Tea Party" (um tipo "do povo", e nada corporativista, portanto), não é bem "a mesma coisa". Se calhar o sr. precisa de óculos. Ou de alfabetização urgente.
Na mesma bitola temos um tal site que dá pelo nome de "Smokeroom", uma outra daquelas "fontes alternativas" de informação, e que conclui das palavras de Sheen que o actor "quer Donald Trump morto". Ó ié, má da foca! O Sheen não tem que querer ou não, pois mais cedo ou mais tarde a natureza encarrega-se de fazer o Trump voltar à forma de matéria orgânica de onde inicialmente partiu. Sim, meus caros Trumpistas, pode ser que esta constatação vá cair que nem uma bomba nas vossas áridas cacholinhas, mas Donald Trump...NÃO É IMORTAL! Lixado, uh? Não prendeu a Hillary, é improvável que construa aquele muro ridículo que tanto apregoou, e agora isto? Não passa de um mero e comum mortal? Digam lá se não estão a começar a ficar arrependidos? E o que dizer do comentário da Ellen Rister, ali em cima na imagem? Não vale a pena a malta chatear-se com as bocas do tipo; a SIDA ou "um dos homens e mulheres que ele infectou" encarregam-se de lhe limpar o sarampo. Nada mau, exteriorizar o descontentamento com um comentário que sugere que uma entidade divina cuja existência é improvável devia tirar a vida a alguém com outro comentário sugerindo que uma doença real e pessoas de carne e osso o façam. Isso é que ia ser irónico cumó caraças, pá. E para quem pensa que a idiotice se cinge à língua de Shakespeare na sua norma transatlântica, desengane-se, pois...
...em português "coum xôtaqui" também há, pôxa vida! Bumba meu boi, desculpe o auê, nossa, nossa, assim você me mata. Com toda a certeza que a boçalidade na sua forma mais bruta (e burra) se traduziu em todos os idiomas um pouco por todo o mundo, mas escolhi este exemplo do Brasil para ilustrar aquilo que venho dizendo desde que o cheiro a podre se começou a notar. Olavo de Carvalho, do Brasil, tira da cartola um coelho em avançado estado de decomposição na forma do conceito absurdo de que "quem não gosta de Donald Trump ou não o apoia, é invariavelmente de esquerda". A tua tia, pá! Este senhor,quer na sua página do Facebook, quer no seu site pessoal, identifica-se como sendo "filósofo, crítico, escritor e ensaísta, um dos intelectuais mais respeitados do Brasil". Claro, e quem diz o contrário? Faltou foi acrescentar "...quando era novo e se encontrava na plena posse das suas faculdades intelectuais". Senão vejam isto:
O que é uma "regra universal infalível" é que está faltando alguém no sanatório, ó vovô. E isto é apenas uma selecção aleatória de "pérolas" publicadas por este indivíduo nas últimas 24 horas! E se ainda restam dúvidas:
Suponho que um "anti-olavette" será alguém que discorda das "iluminadas opiniões" deste evaporado mental. Da parte que me toca, obrigado - vindo de si é um elogio. Talvez a próstata do senhor tenha ficado inflamada a tal ponto que atingiu o crânio e lhe assimilou o encéfalo. Voltando ao Charlie Sheen, como é que ele reagiu a esta "quantidade de chorrilhos" (eh eh) que foram escritos a seu respeito?
Ah! Genial, apesar de não fazer com que suba um ponto que seja na minha consideração. Ao recorrer a um vocabulário tão elaborado como enigmático (o que é que "timidez" tem a ver com alguma coisa neste caso???), Sheen confunde os grunhos, com os mais lestos a retorquir prontamente "Ai é? És tu, e ainda por cima com SIDA!", e ainda termina com uma nota humorística: "Estava a falar com Deus, e não com vocês". Ora toma.
Agora como conclusão, gostaria de deixar no ar meia dúzia de questões que ficam por responder:
1) Teria sido mais grave se fosse o "tweet" da polémica fosse da autoria do Papa Francisco, e não de Charlie Sheen? E em caso afirmativo, Deus atenderia ao apelo do seu emissário, e Trump não chegava a 2017 com um sistema cárdio-respiratório funcional?
2) Será que Charlie Sheen devia ter optado por dizer "Que Deus me perdoe, mas que o próximo seja o Trump", redimindo-se assim do ultraje?
3) Ou em alternativa, em vez de apelar ao criador, terminar o seu desejo para o Ano Novo com "o Diabo seja cego, surdo e mudo"? E isso faria dele um satânico?
4) E se Deus realmente eliminasse o Trump da face da Terra? Será que os "social media" urdiriam teorias da conspiração a Seu respeito, implicando-o como cúmplice de Obama, George Soros e a "Nova Ordem Mundial"?
5) Sugerir que Deus elimine Trump, que alguns veneram como se de UM deus se tratasse, pode ser considerado blasfémia?
6) E o que tem Deus a dizer sobre tudo isto? Alguém sabe se Ele tem uma conta no Twitter?
Como podem ver, foram mesmo "meia dúzia de questões", ou seja, seis. Isto é facilmente verificável, basta contar. Já quanto a pedir a Deus isto e aquilo, trata-se da segunda coisa mais imbecil que alguma vez assisti. A primeira é levar a sério quem o faz, e armar um chinfrim destes, sem pés nem cabeça.
Ho Chio Meng, ex-procurador do Ministério Público de Macau detido em Fevereiro último vai a julgamento no próximo dia 5 de Dezembro, e responderá por 1536 crimes (mil quinhentos e trinta e seis). Isso mesmo, a pessoa que durante 15 anos esteve encarregada de levar os criminosos à justiça, pode afinal ser mais "criminoso" que eles todos juntos. Quem tome conhecimento de uma bizarria destas sem saber exactamente o que se passa em Macau, é capaz de achar irónico. É mesmo possível que aquelas pessoas que andam descontentes com a vida - e são bastantes, cada vez mais - aproveite para reiterar a cantiga do coitadinho, de como "isto está cada vez pior", e "a começar pelos políticos", etc. etc.. Lamentável, foleiro e patético. Em muitos casos o problema é dor de cotovelo, provocada pela falta de um "tacho" onde se agarrar. O caso do procurador trata-se de mais um sintoma de uma doença crónica de que sofre o sistema judicial em Macau: o síndrome palaciano-imperial.
É difícil de conceber que o procurador do Ministério Público tenha cometido quase tantos crimes quantos dias em que esteve no cargo. Supondo que dias houve em que não lhe apetecia cometer crimes (isto até soa ao enredo de um filme de Quentin Tarantino), outros havia em que os praticou desde que acabou de lavar os dentes de manhã, até que foi para a cama à noite. Ho Chio Meng não está acusado de matar ninguém, nem de roubo à mão armada - afinal era a figura maior do Ministério Público, 'cum raio. A maioria dos 1500 e tal crimes de que o acusam são económicos: burla, participação económica em negócio, e abuso de poder. Crimes de "colarinho branco" - e toga preta, neste caso. O mais grave de todos e que pode custar ao magistrado uma boa temporada à sombra é o de "associação criminosa", um crime que normalmente é imputado aos elementos das sociedades de malfeitores, vulgo "seitas". É um bocado difícil descortinar onde é que está aqui a "seita", afinal.
Os operadores do Direito em Macau manifestaram a sua surpresa e indignação. Mesmo quem entenda um pouco de leis, ou até quem faça uso do bom senso percebe que não estamos aqui na presença de um caso de "justiça poética", ou "tardia", de o fim do reino de terror de um criminoso sem escrúpulos, ainda para mais um pérfido e metódico malvadão que ludibriava a lei para levar avante os seus nefastos intentos; é apenas "impossível" que o procurador tenha cometido 1536 crimes sem que ninguém tivesse dado por isso, ou pelo menos desconfiado. A voz mais crítica, e em boa hora, voltou a ser a do presidente da Associação de Advogados de Macau (AAM), Jorge Neto Valente, que considerou a acusação "arrepiante", mencionou o facto de ser dada à defesa tempo insuficiente para estudar o processo de 10 mil páginas (haja inspiração...), acrescentando que Ho Chio Meng "está a ser vítima de uma grande injustiça". Outros juristas falam numa interpretação muito livre do que poderá eventualmente ser um ou mais crimes "na forma continuada", ou seja, mesmo que existam provas que o incriminem de "alguns crimes", o que parece ter contado para a acusação foi o número de dias em que o procurador não os confessou - será assim? E cada dia os mesmos crimes eram contados como "reincidência"? Não sou qualificado para dar uma resposta, e aqui duvido que alguém consiga produzir uma explicação convincente.
É público que Neto Valente nunca teve uma relação pacífica com o ex-procurador, mas aqui mantém-se, e bem, fiel ao princípio da presunção da inocência, algo que infelizmente muita gente hoje em dia considera "conversa fiada" - até lhes sair na rifa, lá está, e aí pelo menos sabem com o que podem contar. Ho Chio Meng era uma figura controversa; semblante fechado, dando a entender pouca ou nenhuma flexibilidade perante o rigoroso cumprimento da lei, ficaram famosas algumas das suas ideias. Chegou a defender, ou apenas sugerir, a pena de morte em Macau como forma de combater mais eficazmente os crimes de droga, era adepto de uma reforma jurídica que adoptasse a "common law" em detrimento do sistema de direito de matriz portuguesa que vigora na RAEM, foi crítico do bilinguismo, defendendo que a tradução de sentenças para a língua portuguesa "era o motivo da falta de celeridade na justiça em Macau". Havia quem não simpatizasse com o personagem, além do presidente da AAM, mas não era para se gostar ou meter de lado no prato: o importante era que fosse o garante da legalidade. A sua fama de "justiceiro", muito "no-nonsense" levou a que o seu nome fosse indicado para o cargo de Chefe do Executivo por duas vezes. Primeiro aquando da saída de Edmund Ho, e cinco anos mais tarde, quando se especulou sobre a possível retirada de Chui Sai On, durante um período politicamente conturbado no território. E será que estes 1536 crimes viam a luz do dia na eventualidade de Ho Chio Meng ser o actual inquilino do palácio de Santa Sancha? Nem pensar! Nem actual, nem nunca. É melhor nem imaginar semelhante situação, pela vossa saudinha! Vade retro, cruzes canhoto!
E chegou a altura de explicar o que é o tal "síndrome palaciano-imperial", que referi no primeiro parágrafo. É difícil de acreditar que as ilegalidades praticadas pelo ex-procurador não fossem do conhecimento de ninguém, e nem por acaso há três ou quatro alegados cúmplices constantes do processo, e que se encontram igualmente em prisão preventiva há nove meses, mas...para 1536 crimes? Três ou quatro? A explicação é simples: tudo o que o sr. procurador fazia no exercício das suas funções era "bem feito", e agora afinal vem-se a descobrir que não fez nada de jeito - era tudo crime. Vá lá alguém imaginar uma coisa destas! É esta complacência e falta de verticalidade que se confunde com "lealdade" e "espírito de equipa" que é comum encontrar um pouco pela Administração Pública em Macau. O "sr. dr. é que sabe", "se o sr. dr. disse, é porque é verdade", "a lei diz assim, mas o sr. dr. mandou fazer assado". A mentalidade palaciana que vigora leva a que não se pondere por um segundo que tanto o sr. dr., como o secretário, o oficial e o motorista trabalham todos para uma mesma figura concreta mas impessoal: o Governo. É uma noção que aqui não colhe, esta, e colhe menos ainda se existem vínculos precários dependentes de uma avaliação da parte de um superior hierárquico - do Imperador. É a figura do Governo que tem a obrigação de dar o exemplo, regendo-se pelo cumprimento escrupuloso da lei, resistindo à tentação de se inclinar parcialmente para aquilo que alguns figurões "acham ser melhor". Ho Chio Meng foi o "imperador" que após deixar de o ser, ficou com a cabeça a prémio.
A própria detenção do procurador no início deste ano teve o seu "petit je-ne-sais-quoi" de surreal. Foi detido no terminal de "jetfoil" do Porto Exterior quando se preparava para sair do território, e soube-se depois que estava a ser alvo de investigação num outro processo, que implicava estar interdito de se ausentar de Macau. Ora isto só nos pode levar a concluir que para passar na alfândega terá utilizado um documento de onde não constava o seu nome verdadeiro, e os rigorosos funcionários da mesma, os tais que negam a entrada em Macau a bebés de meses de idade por terem um nome idêntico a professores universitários de Hong Kong considerados "persona non grata" não fizeram mais do que a sua obrigação: "este tipo é a cara do ex-procurador Ho Chio Meng, mas se o documento diz que não é, é porque não é". Se calhar não acompanham a actualidade política local, e preferem seguir a Premier League inglesa. Se dessem com o Wayne Rooney a tentar passar com o documento do Cesc Fabregas, davam por isso, com toda a certeza.
As diferenças entre este caso e o outro que envolveu o ex-secretário Ao Man Leong são evidentes: o primeiro foi depenado e depois abatido, enquanto que ao engenheiro foi dado um tratamento "a sangue frio", sem anestesia, por questões que se prendiam com as próprias circunstâncias, e que quem seguiu mais ou menos de perto sabe muito bem quais foram. As semelhanças prendem-se com o facto de ambos serem julgados em última instância, ou seja, sem possibilidade de recurso. Nada mudou desde Ao Man Long, cuja falta parece ter sido interpretada como uma "excepção à regra" pensada pelos ideólogos a quem nunca passou pela cabeça que alguém num cargo daquela elevação tivesse a tendência para cometer crimes. É isto que assusta, meus amigos. Quem pensar que isto quer dizer que em Macau "ninguém está acima da justiça" só pode ser muito ingénuo. Aqui a palavra "cima" só tem expressão na frase "a justiça caiu-lhe em cima". E esta justiça esmaga. Mete medo.
Como gostamos de partilhar as nossas ideias, e vê-las validadas por aqueles com quem as partilhamos, mesmo que estes não concordem. Tinha um professor que em vez de refutar uma cadeia de pensamento menos conseguida, dizia apenas "é uma opinião, está certo". As redes sociais deram-nos a oportunidade de fazer chegar a nossa visão do mundo a um público do tamanho do próprio mundo, mesmo "sem querer" - há-de sempre haver quem "tropece" na marca que decidimos deixar em forma de comentário. Há depois momentos e situações em que convém reflectir um pouco melhor sobre o queremos partilhar na net, de modo a evitar fricções, ou até conflitos. Aqui a rede é o reflexo da própria humanidade: uma desgraça, e gostava de poder dizer "às vezes" - é quase sempre. Recentemente tivemos um verdadeiro teste à tolerância e à maturidade dos "netizens": as eleições americanas. Não estava muito virado para fazer "comentários aos comentários", mas ele há coisas que não podem deixar de ser ditas. Ó, se as há. Passemos sem mais demora à nossa "feature presentation".
"Que se passa com esta gente", de facto, meu caro Paulo Reis. Parece que nos últimos tempos o mundo inteiro como que..."enlouqueceu", não foi mesmo? Eu próprio tenho reparado como apesar de continuar jovem, nestes últimos vinte anos tem aparecido gente mais jovem que eu, vinda sabe-se lá de onde, que diabo! É o mundo ao contrário. "Educação, tolerância e elevação" são valências cada vez mais difíceis de encontrar, realmente, e enquanto uns se pautam por manter o nível da conversação à tona do pântano, outros há que praticam despreocupadatmente o mergulho em apneia. Deve ser por culpa dos personagens na imagem que o Paulo Reis usou para ilustrar o seu ponto de vista - tem tudo a ver, claro. Quanto ao Paulo Reis não preciso de dizer mais nada, mas na secção de comentários, vejam só quem é que eu fui encontrar.
Oh oh oh. Quem é xenófobo sempre aparece, adaptando às circunstâncias o velho adágio popular. A vitória de Trump deve ter levado o Hugo Gaspar a celebrar efusivamente, tendo em conta a hipnose a que o agora presidente eleito o induziu no momento em que garantiu que ia "arrear na moirama", promessa que entretanto retirou do seu "site" oficial - isto é algo que tratarei no post seguinte. Apesar de já não actualizar o seu blogue, o Hugo Gaspar não mudou muito, e com o pouco jeito que leva para fazer de Madalena arrependida, outra coisa não seria de esperar:
Aí está. Neste comentário, ainda mais recente que o anterior, o Hugo Gaspar refere-se de uma forma nada abonatória a Mariana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda cujo pai esteve particularmente activo no mau sentido durante o período do PREC, que não é exactamente uma etapa da nossa ainda júnior democracia que encha de orgulho quem dela tomou parte activa. Quer se ache que o sr. Mortágua era um tipo mau como as cobras, ou se relativize a sua acção enquadrando-a no respectivo quadro político da altura, creio que por muito que a deputada do BE se esforce, não conseguirá reverter o que está feito. É esta pequena mas essencial regra do "fair play" democrático com que o Hugo Gaspar parece não atinar, e não me deixa qualquer pista que me faça conceder-lhe o benefício da dúvida - é óbvio que se trata de mais uma das suas célebres manobras de desacreditação através de um ataque "ad hominem". Deixa lá rapaz, que livre de pensar da maneira que quiseres, "and so am I"; pode ser que um dia quando e se tiveres um filho, e a criatura tenha granjeado a sua cota parte de celebridade meritosa (ou outra qualquer), eu me vá referir a ele como "o filho do xenófobo salazarento". Mas olha, e que tal eu te demonstrar - como tão bem faço, e tu melhor que ninguém sabes disso - o que são "pessoas de bom senso", ou neste caso, o que acontece quando o bom senso está em falta.
Ui, olha quem é ele, o homem a quem os eleitores na Florida salvaram de um mais que provável suicídio. Mas como diz? Palha...bem, não vale a pena repetir o mimo com que este "democrata" brinda os derrotados da eleição de terça-feira, como se não bastasse o ridículo a que se têm exposto muitos daqueles que insistem em não aceitar um desfecho que em muitos casos nada fizeram para impedir. Isto deve ser um exemplo da "educação, tolerância e elevação" a que o Paulo Reis se referia. Sim, só pode ser isso, e quem não vê só pode estar equivocado em matéria de "valores democráticos". O que se passa com esta gente?!?!
Merda...porcos...latrina..."nigger Obama"...ah, já sei! Este é só mais um "comentário educado e devidamente fundamentado", ou seria, se estivesse aqui em discussão o sistema sanitário numa produção suinícola. Agora vamos observar como esta pessoa de "bom senso" dá início a uma "discussão ampla e profunda":
Ufa, ainda bem que não conheço assim tantos apoiantes da Hillary Clinton (ou nenhum, já o contrário...), pois se há coisa que me incomoda e irrita são "fanáticos anormalóides mais estúpidos e burros que o raio que os parta" - isto recorrendo a uma definição científica dos mesmos, lá está. E que sorte que nos livrámos desses "radicais" do Bernie Saunders, que apesar de serem umas bestas, ainda "se comem" (ah, a linguagem...tão poética, só que ao contrário). Valha-nos a "esgrima argumentativa" desta pessoa "bem formada" - e só podia ser assim, sendo ele um apoiante do Trump, o único que bloqueia os outros, também - e falo por experiência própria, com conhecimento de causa. Agora, antes de mandar este freguês ir carpir a morte do cão, que com ele levou a sua salubridade mental, vamos ver o que seria se "o lado dele" perdesse:
Ah..."as máquinas", pois. E isto foi um autêntico corrupio na terça-feira, "wild mood swings" de proporções épicas, à medida que iam fechando as urnas nos Estados Unidos. Se perderam, "foi fraude", e como ganharam, foi também "apesar da fraude". Agora deixemos este a afagar a trela do falecido bóbi, e olhemos para outros "amantes da democracia" em acção:
Julgo que nem é preciso mencionar que esta conversa teve lugar numa altura em que Hillary Clinton ainda era dada como mais que provável sucessora de Barack Obama. Mas que graça, que "fair play", e o que é aquilo, uma apoiante do Trump, aparentemente americana, a dizer que "abandona o país" se a candidata democrata ganhar. Deve ser uma excepção, pois essa idiotice é exclusiva "dos outros", então? Bem, pelo menos não recorreram a "insultos violentos", que não sei se o meu pobre coração aguentava! Ou querem ver que...
Mas...mas..."rebentados por jhiadistas (sic)"? "Enrabados por barbudos"??? "Estupradas e genitalmente mutiladas"????? Ah, afinal é só o Carapito, o pitosga-mor da islamófobia. O gajo ainda só não ficou com as vistas endireitadas porque quando profere estas "pérolas" numa sala cheia de gente, ninguém sabe muito bem a quem é que ele se dirige - ou se o faz aos três ou quatro para onde apontam aqueles olhinhos de camaleão mongolóide. É o que lhe vale, pronto. Escusado será dizer que estes comentários que mais parecem anunciar o fim dos dias foram registados numa fase em que as probabilidades de Hillary Clinton ser eleita eram na ordem dos 80%. É deveras lamentável que tanta gente não aceite a "democracia" servida por gentinha desta estirpe, mas fica agora menos difícil de imaginar o que teria sido no caso de Donald Trump ter perdido as eleições. Ficamos então esclarecidos quanto a quem são aqui os selvagens, ó Paulo Reis, Hugo Gaspar e cia. lda. As melhoras, já agora.
Uma das polémicas que fez correr muitos "bites" nas redes sociais na última semana foram as declarações de Joaquim Vieira, director-adjunto da RTP, a propósito dos Jogos Paralímpicos, que decorrem desde o dia 7 no Rio de Janeiro, e têm a sua cerimónia de encerramento amanhã. Confesso que nunca tinha ouvido falar do senhor em causa, mas isso deve ser porque não leio o "Produções de TV VIP magazine", ou o "Behind the scenes TV times". A verdade é que pouca gente o conhecia até "estalar" esta controvérsia, mas nem por isso as "massas furibundas", sempre em ponto de rebuçado e à espera de apanhar comentários desta tez, se inibiram de lhe atirar com tudo o que tinham à mão.
Joaquim Vieira foi desleixado - mais do que isso, desastrado - e pôs-se a jeito para fazer de tábua de tiro ao alvo aos "anger junkies" da rede, que nem pensaram duas vezes antes de lhe enviar os mais criativos insultos, ameaças e outros "mimos", sempre com a convicção de que os seus actos estão a ser legitimados por aquilo que o jornalista disse. Mais: aquilo que ele pensa, e basta um pouco de imaginação. Não sei onde é que isso está ali naquele comentário de três linhas, mas para muita gente Joaquim Vieira só pensa numa coisa desde que acorda até que vai dormir: a eugenia nazi. Quando almoça pensa o que seria se em vez dos carapaus tivessem sido os deficientes a ser fritos no óleo da cozinha do restaurante onde está a comer, e quando toma banho fica a suspirar por sabão feito com gordura de paraplégicos. Só pensa nisto, mais nada.
NOTA: Este post já me valeu diversas ameaças de morte, além da condenação a todas as penas do Inferno, para não falar das pragas sobre os familiares mais próximos, que, coitados, não têm nenhuma responsabilidade no que penso e escrevo. Não discorro sobre o grau de intolerância que muita gente aqui revela, mas tenho de admitir que a forma sintética como escrevi o post deu origem a equívocos, e por isso, como já disse num comentário em baixo, não posso deixar de lamentar ter ferido a sensibilidade de muitos com esta opinião. Fui acusado de muita coisa que não sou (entre elas, a que considero mais grave, de fazer a defesa do eugenismo) e que está nos antípodas da minha visão do mundo e da minha filosofia de vida. Sou totalmente a favor da inclusão e dos direitos dos menos capacitados, e entendo mesmo que nesse terreno ainda existe muita coisa por fazer e reivindicar, designadamente quanto à vida quotidiana. Aceito também que tenham a ambição de enveredar por práticas desportivas, assim como de entrar em competição. A minha crítica dirige-se ao espetáculo montado com os Jogos Paralímpicos e não aos que neles participam, que cumprem um sonho de vida e procuram dessa forma a sua realização pessoal. Choca-me a atribuição do estatuto de Jogos Olímpicos (ou equiparados) a estas provas, como se houvesse dois universos que se equivalessem ao mesmo nível e não se cruzassem (daí eu ter falado em apartheid desportivo). Mas Jogos Olímpicos só há uns, e, como eu também já disse, destinam-se a premiar os melhores da raça humana (ou espécie humana, como preferem os puristas), homens e mulheres, em cada modalidade. Os Jogos Paralímpicos, sinceramente, não sei a que se destinam. Condescendentes e paternalistas, os Jogos Paralímpicos criam nos seus participantes a ideia de que podem ser campeões (ou como os campeões) olímpicos. Não podem. Lamento desiludir muita gente, mas há só um Usain Bolt e um Michael Phelps. Não existe o Usain Bolt nem o Michael Phelps dos Paralímpicos. Por muito que alguns nos queiram convencer do contrário.
Dias depois Joaquim Vieira volta ao Facebook e explica exactamente o que queria dizer com o comentário onde chama aos Paralímpicos "espectáculo grotesco" - dias tarde demais, portanto. As considerações que faz, por aquilo que eu entendo delas, contradizem-se em termos: como é que pode ser grotesco aos olhos de "quem não possui deficiência", mas ao mesmo tempo existe "para gáudio" dos mesmos? Penso que não estou a interpretar mal, pois o senhor fala na condição de não-deficiente para outros não-deficientes, procurando passar para texto algo que se calhar muita gente pensa, só que acaba por fazê-lo de forma desastrosa. Tenho fortes razões para acreditar que o sr. Joaquim Vieira não é uma má pessoa, não despreza as pessoas com deficiência, nem se ri da singularidade que representa alguém com menos capacidades tentar a todo o esforço fazer o mesmo que as pessoas minimamente funcionais. Mediu mal as consequências da opinião que emitiu, e quem sabe se ingenuamente, e não está ao corrente do que se passa nas redes sociais, onde para ir fazer de carne para canhão pouco importa o que quis dizer, mas apenas o que disse; "na na, o que ali está é o que toda a gente leu, portanto não venha cá com coisas". E no fundo aqui aplica-se na perfeição a velha máxima popular do "cada cabeça uma sentença":
Aqui está um excelente exemplo do que são as redes sociais: toda a gente QUER ter uma opinião, e acha-se no "direito de a expressar", e ai de quem discorde deste novo conceito de "liberdade", que está para a troca de ideias como a "fast food" está para a restauração convencional. Mesmo que inicialmente não se tenha qualquer opinião formada sobre determinado tema, ou conhecimentos que permitam opinar coerente e racional, "era o que faltava", ficar calado quando pode anunciar ao mundo a sua presença. Alguém é capaz de discernir o que é um "direito" sem perder a noção do ridículo? E já agora, se é tudo uma questão de "direitos" e aquilo é a "opinião", e por isso é "pessoal", com que direito, e aqui sem aspas, se faz o julgamento e condenação do tipo na Praça Pública? E antes do veredicto já tinham a fogueira preparada e tudo, para "adiantar as coisas". Julgamento? Formalidade. Direito à defesa? Balelas. Presunção da inocência? Andam a ver muitos filmes, é o que é. Arde! Arde! E já agora mandem este lá para dentro também; se está a explicar o que o outro queria dizer com aquilo que serviu para fazer esta festarola toda, é porque "pensa da mesma forma", e "concorda". É cúmplice, nazi, não levanta a tampa da sanita quando mija, cheira a sovaco e não simpatiza com animais. Provas disto que estou a afirmar? Para quê? Não vêem que o tipo não desatou a chamar os nomes todos ao outro, "como mandam as regras"? Sim, depreendi tudo isto sem sequer entender exactamente o que este camarada está ali a tentar dizer com aquele texto confuso.
Estou a ser sarcástico, e como podem agora perceber, nota-se bastante. Pudera, se eu não carrego no "sal-casmo" ainda vão achar que estava a falar "a sério", e comem tudo assim mesmo, indiferentes ao sabor insonso. Isto basicamente tudo se reduz a uma orquestra de sapateiros, cada um com o seu rabecão; posso não entender a ponta de um corno de Física quântica, mas como estou ligado à rede e posso aceder a páginas onde se discute tudo e mais alguma coisa, acho-me no "direito" (sim, estou a citar estes tais "junkies" das "liberdades", como aquele ali em cima) de deixar lá uma opinião, comentário, ou então simplesmente insultos, que é o que acontece quase sempre com quem fala do que não sabe e acaba por dizer merda, chamam-lhe a atenção para a sua conduta de imbecil, e fica "ofendido" por lhe negarem o "direito" a "expressar o seu ponto de vista" (ceguinho que nem uma toupeira, neste caso). Ah sim, e se quanto a estes ainda pode haver quem tenha alguma comiseração devido à burrice que ostentam e da qual ainda se orgulham, há ainda a classe dos parasitas:
Vamos lá ver se consigo aplicar a mesma lógica que serviu para "crucificar" o sr. Joaquim Vieira, e ainda com o aliciante de o fazer com o Eduardo Madeira, que é um atrasado mental por opção, ao contrário dos deficientes de que fala. Então olha lá ó minha besta, se a corrida era destinada a portadores de deficiência invisual (designada por T13), o que é que tem de tão especial que as pernas destes corram tanto ou mais que as das restantes pessoas? Ou se calhar vão achar isto um exemplo de estoicismo, "a la" Chariots of Fire, porque os tipos "não vêem nada à sua frente", numa pista oval, um ambiente a que estão mais do que habituados porque é lá onde treinam? Onde lhes basta mexer as pernas sem precisar de exercer qualquer tipo de cautela, e não vão dar encontrões a ninguém nem tropeçar num chafariz ou no c...? Ou será que têm a dificuldade acrescida de não se conseguirem desviar das inúmeras crateras lunares existentes na pista de tartã? Já sei, como não vêem os restantes competidores, e é suposto ficarem todos ali a esbarrar e cair em cima uns dos outros sem chegar a lado nenhum, enquanto toca aquela música que aparecia na série do "Benny Hill" quando o Benny corria atrás daquelas badalhocas e batia na careca do velhinho, é isso? Quem discrimina quem aqui, ao apregoar este resultado como um "exemplo" de seja lá o que for?
Estão sentados? Aqui vai: conseguiram um tempo melhor porque como não vêem, não se distraem com a paisagem, e por isso chegam à meta mais depressa! Que tal? "Ó Leocardo que piada horrível! Que coisa tão "descriminatória" contra..." - vá, contra quem? Contra quem usufrui do sentido de visão, que foram quem ficou do lado da "vítima" na minha piada? Epá porra, quem me dera ser cego, para correr mais depressa. Falta dizerem que estou errado, porque "para correr é preciso olhar para o chão". Pois, então não é isso que os atletas "normais" fazem quando correm? Sempre a olhar para o chão. Portanto, para o Eduardo Madeira, estes tipos são invisuais, e por isso não correm. Uh?! Ah não esperem lá, quem é este gajo para falar dos portadores de deficiência?
Ah, pois. É alguém que vive à custa de se passar por deficiente, diverte-se com isso e ainda lhe pagam! E depois para dar uma de "gente bem", vem condenar declarações de alguém que nem conhece, e sem se dar ao trabalho de interpretar ou tentar procurar outro sentido que não o da maldade e da mesquinhez, porque "essa treta não tem piada nenhuma", portanto "não brinquem". Que ideia é que este indivíduo está a querer transmitir quando cria aqueles personagens com olhos tortos, a babar-se e a grunhir gemidos inconsequentes enquanto bate com as mãos na cabeça? Que está a imitar o Ricardo Salgado, é? É este o paradigma da "normalidade", e ao mesmo tempo o MIB do preconceito contra quem é diferente porque não sabe ser como os outros? Por mais voltas que dêem, não se livram de ter feito uma emenda que deixou o soneto do Joaquim Vieira pior do que quando ele o criou. Expliquem-me lá isto melhor, que não entendi: o que é que o facto dos atletas invisuais terem corrido mais depressa na mesma distância do que os outros que vêem, é uma resposta ao argumento do Joaquim Vieira? E ainda exibem a evidência todos inchados, como se o karma a tivesse posto logo ali à vossa frente, ena! E agora vejam isto:
Desculpem não ter avisado as pessoas mais sensíveis para isto que ali está, que chega a fazer a pornografia BDSM parecer um episódio da Abelha Maia. Logo para começar, "demissão imediata"! Pimba! Chegou o imperador da China, o mandarim, o Dr. Fu Man Chu, e exige que se deite fora esta loiça e que se compre outra nova. Na conta deste tipo aparece à vista de toda a gente que sabe juntar letras e ler palavras que "trabalhou num hipermercado, e actualmente trabalha no balcão de uma dependência bancária". Aí está alguém que sabe bem o que é qualidade acima de qualquer suspeita, e qualquer coisa menos que isso é para deitar fora. Este infeliz entrava em desespero e desatava a chorar se o despedissem, aposto o que quiserem, e depois vem "exigir que se demita" uma pessoa que falou não em nome da instituição onde trabalha, mas em nome pessoal?
A seguir explica-se, ou tenta dar um aspecto salubre à trampa que escreveu, que poderá ser muito bem o recorde mundial do disparate:tudo o que ali está com a excepção das três vezes em que aparece o artigo "os" é estupidez no seu estado mais bruto. Que estrume fumegante é aquele, e ainda por cima mal escrito, "Os Paralímpicos têm de ser prestigiados que os Olímpicos"? Ok, talvez falte ali a palavra "mais" antes de "prestigiados", mas nesse caso, porquê? Se calhar no fim também se esqueceu de "coitadinhos", não? E porquê "felizmente os Paralímpicos ganham mais medalhas que os Olímpicos"? Felizmente?! Ah já sei! Como somos um país de inválidos, retardados e aleijadinhos, o que seria se os Olímpicos ganhassem mais medalhas que o os Paralímpicos??? Um ultraje! Só nos faltava mais essa, a juntar à "geringonça" e não sei quê.
E porque é que o serviço público de televisão é para aqui chamado? E falai de ironia, ao levar tudo à frente por causa dos Paralímpicos, exigindo que lhes dêem mais cobertura "para não os discriminar". Claro, não os discriminem, que eles são pessoas como quaisquer outras - dêem-lhes portanto mais tempo de antena! E o que é isto de estarem sempre a dar futebol, quando Portugal é o país mais medalhado na modalidade de "boccia" dos Paralímpicos? Qual Benfica, qual Sporting, qual Porto qual quê, pá! Toca a mudar pró "boccia", e se for preciso criem um "boccia" channel" - já chega de discriminação! O "boccia" é o "nosso orgulho", apesar da maioria desconhecer concretamente do que se trata, ou dizer o nome de um único pobre coitado que teve a infelicidade de nascer com paralisia cerebral, mas nem por isso se encostou a um canto à espera que a natureza viesse buscar a encomenda defeituosa?
E aqui cheguei ao que penso que Joaquim Vieira queria dizer com aquela trapalhada onde ele próprio se meteu. Por mais aquele pateta alegre ali em cima se desfaça em orgasmos fingidos, e muito mal fingidos também, indo ao ponto de fabricar um enredo idiota e pedir a cabeça de alguém em nome dos paralímpicos que "adora", que "são o seu orgulho" e morre se não os vê na televisão em sessão contínua, não consegue enganar ninguém. Não penses que alguém com um pingo de bom senso vai ler aquilo e pensar que és um tipo bestial, homem. Vai pensar que és uma besta, isso sim. Nem tu nem nem nenhuma pessoa no seu perfeito juízo me vai convencer que "vibra", ou se "enche de orgulho" com isto:
Não é maldade, nem é provocação, nem eu a querer elogiar os pobrezinhos, nem porra nenhuma - e porque é que havia de ser outra coisa que não aquilo que é, e mais nada? Imagens destas não são um "grande momento televisivo", nem "lindas", ou "um exemplo de superação" e uma "lição de vida" - isso são tudo ingredientes de prosa poética "hippie". São imagens desagradáveis, e uma das asneiras do Joaquim Vieira foi referir que os Jogos Paralímpicos existem "para gáudio" de seja lá quem for. Quem considera isto "entretenimento ao nível de qualquer outro desporto de competição", ou não está bom da cabeça, ou é um grande mentiroso. Em qualquer dos casos devia ter vergonha na cara e ficar calado. O que vai na cabeça de cada um, e que não se atreve a exprimir, é exactamente o que ficou condensado no texto curto que o sr. Joaquim Vieira escreveu, só que sem arte. Todas as ameaças de morte, insultos e demais raiva que descarregaram para cima do tipo não é mais do que do que o embaraço do rei na hora em que descobre que vai nu. Entendam isto da forma que quiserem, mas já que o alguém reparou que de facto o rei vai nu, porque não dizê-lo?
Os Paralímpicos não querem ir aos jogos para que vocês os vejam na televisão com um ar de compaixão fingida, e estão-se nas tintas se transmitem ou não as provas. Se transmitem, porreiro, porque não? Se os forem entrevistar depois de ganharem uma medalha, claro que dizem que estão contentes, e aproveitam para fazer referência ao seu clube ou associação graças à qual foi possível ali chegar, e esses sim, são os verdadeiros heróis, que só a conversa fiada e as palmadinhas nas costas não ganham corridas. Se calhar esperavam que eles desatassem a chorar, porque "são assim e não gostam", e o seu maior sonho é que venha a fada-madrinha da Branca de Neve e lhes dê olhinhos para ver, pernas para andar, bracinhos para levantar e nas mãos um dedo do meio para "agradecer" a toda a gentinha hipócrita que tem receio de os ofender caso não os tratem como "normais". Eles sabem que são deficientes, bolas! Toca a dar uma mãozinha caso haja uma escada sem rampa lateral e o tipo esteja numa cadeira de rodas! Faz favor. Ai "nem reparou" que ele era um deficiente, de tanta "normalidade que exalava? E que tal ir à merda, que nem precisa de subir escada nenhuma?
Estes atletas treinam, esforçam-se e são competitivos como qualquer outro atleta, mas com diferenças que levaram a que se criassem métodos de preparação paralelos aos já existentes, e a que deram o nome de "desporto adaptado". Leram bem? Não é "discriminação", é "desporto adaptado". Discriminação é fazer-se um chinfrim à escala nacional porque alguém se referiu aos Paralímpicos noutro tom que não o da ironia saloia que o tuga tanto gosta e a toda a hora usa para aliviar peso do seu fardo e do seu fado: "Olha aquele, não tem braços e quer nadar...e esses jovens aí inúteis, usam as pernas para vadiar o dia todo e os braços para fumar cigarros e outras porcarias...eles é que deviam ficar sem membros, para saber o que custa à vida" - e vai embora convencido que serviu uma malga cheia se sábias verdades, que nem resposta leva, de tão verdade que é. Ou porque ainda ninguém fechou a boca do espanto que tamanha alarvidade causou, enfim.
O principal erro do Joaquim Vieira foi armar-se em espertalhão, e no fim aprender da pior maneira - ele que me desculpe se por algum acaso vier aqui parar, mas foi mesmo assim. O texto que por ser curto demais para exprimir a sua ideia e por isso nunca devia ter escrito, termina com uma referência ao "politicamente correcto" num tom pouco ou nada abonatório. Pois é, ó J'quim, isso só funciona na hora de dizer as maiores barbaridades sobre refugiados e islâmicos, não neste caso, está a perceber? E é por isso que o "politicamente correcto" existe: para que as pessoas pensem duas vezes antes de dizer o que lhes vai na cabeça, e fazer uma triagem de forma a evitar que saia aquilo que para ele até pode ser "nada de especial", mas para quem o escuta ou neste caso lê, é ofensivo e injurioso. Não foi inventado um dia destes "pela esquerda" para "esconder as verdades" ou "calar vozes incómodas". Se é por causa da porra da política, esqueçam o "politicamente" e fiquem só com o "correcto". E quando é que o "correcto" é errado?
Tenho pena, mesmo muita pena que uma pessoa que sempre considerei uma referência, e pela qual nutri respeito e admiração (e nutro, pois não sou partidário da ideia de que o mal que se faz neutraliza o bem que foi feito) tenha caído nas malhas deste mal social que é a Islamófobia. No caso de Paulo Reis, jornalista residente em Macau desde 1986, com um intervalo entre 1997 e 2004, parece ainda prevalecer uma réstia de bom senso, mesmo que se manifeste de uma forma um tanto ou quanto..."irregular":
Ah, aí está, a velha falácia do argumento "ad hominem". Fica difícil de perceber se aquilo que me fere de morte em matéria de credibilidade é o facto de "ter sido anónimo" (as restantes alegações a esse respeito são uma convidativa armadilha, mas dispenso, obrigado), ou de ser um "fanático". Oh oh. Fanático, com que então. Talvez o que resta do Paulo Reis de bom senso tenha dado o alarme, e a Islamófobia que dele tomou conta tenha adoptado esta posição defensiva, mas se tanto insiste em que eu que eu lhe demonstre em grande detalhe "qual é o problema, afinal", ia lá eu desapontar o meu público? Não se preocupe que não vou precisar de me "repetir" - o que aqui está é aquilo que é, e mais nada. Foi-me dito a mim e a outras pessoas que deparam com as evidências que vou passar a apresentar para "deixar estar" o Paulo Reis. Ora bem, e porquê? Estamos aqui a falar de algum coitadinho ou de um inimputável, de um bebé de colo ou quê? E afinal, o que "fez" o Paulo Reis para merecer o que ele chama de "ataques pessoais e violentos" da minha parte?
Ora bem, não vou aqui tomar o partido de ninguém nesta história, e quem quiser pode ler aqui os argumentos do jornalista Renato Teixeira quanto a este assunto. O que não invalida que o mesmo faça aqui a descrição exacta e completa da (única?) actividade actual do Paulo Reis: desde que acorda até que se acaba a bateria, recolhe notícias, publica "links" para páginas de grupos anti-imigração e anti-refugiados, procura bodes expiatórios e persegue de uma forma que eu chamaria de inquisitorial toda a gente que não concorda com as teorias de conspiração que partilha à ordem das dezenas por dia nas redes sociais, acusando-os de anti-semitismo e outros disparates. Agiu sem provocação, este Renato Teixeira?
O quê "com formato humano"? Ó homem, "você só sabe insultar", e não sei quê - eis do que o Paulo Reis me acusa frequentemente, ao ponto de ter deitado a toalha ao chão e CENSURADO OS MEUS COMENTÁRIOS aos seus "posts", e inibindo-me de comentar mais. Como tudo aconteceu? Longa história, mas aqui vai a parte final:
Frustrado de não me ver validar o esterco islamófobo que propaga aos mil à hora, Paulo Reis procura fazer-se de coitadinho, e tenta desesperadamente encontrar formas de alegar que eu "o insultei". Ali vemos um comentário que o Paulo Reis apagou, onde me acusava de "chamar a sua mulher e filhos" ao barulho. Desconheço por completo a situação conjugal do Paulo Reis, se tem filhos e quantos, e prefiro continuar a desconhecer, mas a referência que faço ali naquele diálogo é a uma ida a um bar turco em Munique com a minha mulher e filho, onde fomos super bem tratados, e onde se encontravam outros ocidentais, inclusive mulheres. Isto contrariando a tese do Paulo Reis de que seriamos todos mortos, ou que as mulheres seriam obrigadas a tapar-se, e mais toda aquela pantomima doentia que passa a vida a debitar, como se já tivesse ficado vincada a sua posição. Vá lá, só mais 453445 vezes, que pode ser que das primeiras 7816464401 ainda não tenham ficado "avisados" para o perigo do papão islâmico, não é, Paulo Reis? Só que alguns dias depois...
...Paulo Reis resolve abandonar de vez o terreno de jogo. Tudo começou com aquilo que parece ser uma provocação minha a um tal Alex Prager, um indivíduo que leva a hipocrisia a mares nunca dantes navegados - mas apenas por serem inevegáveis. Este sr. Prager, que voltarei a mencionar noutro "post" dedicado a este tema, é judeu, e faz questão que toda a gente saiba, e não se importa de servir de isco para a pesca de "anti-semitas": debita a habitual retórica xenófoba anti-Islão, e quem se atrever a não concordar em género e grau, leva com a etiqueta de "anti-semita", e outros "mimos" da parte dos desinteressados "amigos da paz", e de Israel. Alguém é capaz de dizer a estes senhores que já não estamos em 1950?
E aqui dá-se a revelação. Falo por mim quando digo que jamais renunciaria à minha identidade em nome de um ódio qualquer, e sinceramente não sei onde o Paulo Reis vai buscar aquelas referências obscuras a programas de televisão egípcios (?). Irónico também é que faça tantas referências ao Holocausto, a Auschwitz, e a toda essa panóplia de instrumentos de vitimização que Israel e os seus adeptos aplicam para se fazerem passar por anjinhos. Digo "irónico", porque já que falamos de aparências...
Hmm, sim, as semelhanças são gritantes, mas escuso-me de aplicar golpes baixos. E lá vai o homem dizer que o estou a "insultar", e a ser "anti-semita". Pois, pois. Vamos antes a um bocadinho de Gil Vicente, que tal?
Ah, Gil Vicente, seu "anti-semita" malvado. Alguém devia ter alertado o pai do teatro português que quatrocentos anos depois de ter escrito "O Auto da Barca do Inferno" ia acontecer o Holocausto, e aquilo ia-lhe ficar "muito mal". Aquilo o quê? A verdade. Queiram ou não, e não estou a tomar qualquer partido, a Igreja Católica deu aos judeus o mesmo tratamento que os islamófobos dariam ao islâmicos, casos lhes seja dada essa oportunidade, mas as evidências são gritantes: este é um "Casamento por conveniência"; os fanáticos islamófobos tomam o partido de Israel e dos judeus, bem como "apelam" a homossexuais, amantes dos animais e outros grupos que normalmente desprezariam, como já vou demonstrar mais à frente. Primeiro:
Não, de facto não viu, pois não sou anti-coisa nenhuma - isso só existe na sua mente nublada pela sua Islamófobia (e segundo ele, lá estou eu a "insultar"), mas é isso, falemos de "insultos":
Isto com toda a certeza que "só pode ser verdade", claro. Isto é, até a senhora lhe vir pedir contas, o que nunca viria a acontecer, pois basta atentar ao título e conteúdo da reportagem (nada que seja mentira, convém frisar) para perceber que o que não deve ter faltado foram impropérios deste calibre. Ou piores - por incrível que pareça.
E suponho que isto também não é nenhum "insulto". Pois não, aliás, quando alguém começa a notar "um cheiro a nazi merdoso" (ou merdoso nazi, sei lá, a doença não é minha - oops, outro "insulto"), olha para o lado e diz logo "ah, afinal é só o MEC".
Sim senhor, Paulo Reis. Esse "terrível vício de atacar as pessoas e não as ideias". Vamos ver um exemplo onde o Paulo Reis ataca AMBAS:
Uma paranóia bem demonstrativa deste estado de coisas. A propósito de uma reportagem do Jornal Público datada de 2008, antes do início de toda esta demência, Paulo Reis clama que "existe um sistema jurídico ilegal e paralelo" na Mesquita de Lisboa, indo ao ponto de afirmar que "está dado o primeiro passo para a constituição de uma futura república islâmica". Epá, que maravilha, e tal, a não ser...
...pelo facto de nada disso fazer algum sentido. Como se pode ver essa conversa de "sharia" é uma presunção (muito livre, aliás) só e apenas da autoria do jornalista que fez a reportagem. Nem o xeque Munir afirma em parte alguma ter pretensões a seja o que for. Mas isto foi em 2008, quando se estaria longe de prever que alguém como o Paulo Reis fosse "desenterrar" esta ninharia e fazer dela "assunto de estado".
"Quantas mãos o xeque Munir mandou cortar?". Ah, a velha falácia da "pergunta complexa". Fica-lhe a matar acusar pessoas de cometer crimes sem provas, ó Paulo Reis. Mas apesar de persistência...
...nem os SIS nem ninguém que lhe valha irrompeu pela Mesquita de Lisboa e deteve aquele "perigoso traidor". É altura de mudar de estratégia:
Então, já se esqueceram que o Xeque Munir foi às fuças àquela tipa que era mulher dele, que depois foi para a imprensa a esvair-se em sangue, e só a seguir foi ao hospital - isto é, se foi! E porque é que ninguém fala mais nisso, ah? Ah???
Então seus "cobardes" que "se ajoelham perante os interesses islâmicos"? Toca a abrir telejornais com essa notícia de há um ano, então? E nem se atrevam a mencionar que em Portugal morreram 42 mulheres só no ano passado vítimas de violência doméstica - para o Paulo Reis e a sua troupe de islamófobos de serviço, estariam a "branquear a agressão do Xeque Munir". Ui!
E de resto é isto: a Islamófobia do Paulo Reis fá-lo (falo??? insulto! insultooooo!!!) usar este tipo de julgamento muito "dread", na falta de uma palavra em português. Têm que mudar a origem da arma, mesmo que depois isso seja mentira, então? São anti-semitas ou quê?
E eis o "watchdog" de tudo aquilo que atrapalha a sua convicção islamófoba. Os imigrantes não são um problema? Os imigrantes não são um problema??? Arghhh....eles estão aí! Vêm trazer a sharia! E a jihad! Socorro!!!
"Felatios"??? Ai os "insultos". E desde quando é que uma folha A4 é "escura"? Deve ficar, depois de passar pela islamófobia do Paulo Reis. Ou será tudo aquilo ressentimento, atendendo ao facto que o Paulo Reis nasceu em Angola e a Guerra Civil obrigou-o a vir para Portugal em 75? Aposto que o Paulo Reis era daqueles que se "atirava" a quem o chamasse de "retornado", mas agora para ele esse é como se fosse um título da realeza - é que REFUGIADO, NUNCA! Ah sim, aquele João Alves da Cunha, também conhecido por João Cunha Dias, é outro "caso" que vai merecer destaque. Para esse já nem camisa de forças lhe vale.
O Vitório do Rosário Cardoso, diplomático como sempre, "tirou-lhe a chapa", e como reage o Paulo Reis?
Muito desportivamente, como sempre, aliás. Então Paulo Reis, o que aconteceu à sua militância pelo respeito pela opinião alheia?
Reason? Lá é preciso "reason"? Então, Paulo Reis, não aceita que "outros tenham uma opinião diferente da sua?". Essa é boa. Sabe o que mais?
Se calhar devia ter seguido ali o conselho daquela outra atropelada mental, que nem me conhece de lado nenhum e acusa-me de "anti-semitismo" e outras alarvidades. Mas esta parece que quer mesmo é atenção, e eu não tenho jeito para canalizador (insulto! insultoooo!!!). Portanto quanto a quem "se engasga"...
...é interessante que fale em "definições de carácter". No meu caso o anonimato, no seu tudo o que está exposto acima neste artigo. Passe bem, se tal for possível, e as melhoras.