sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

É crime! - parte I


Boas. Se estão a pensar porque será que deixei aqui em cima esta legislação, mais precisamente o Código Penal (pode consultar esta versão, que é de 1995 mas ainda actualizada quanto aos artigos em epígrafe), deixem-me responder apenas o seguinte: para poupar com explicações mais descritivas, e ao mesmo tempo para mostrar que em Portugal existe legislação que contempla as associações terroristas e o terrorismo, bem como outras associações criminosas. Se há quem esteja também neste momento a abanar o dedo e a cabeça em sinal de negação enquanto resmunga "não é bem assim, as leis são para ser interpretadas conforme cada caso", a esse ou esses digo apenas: "no shit, Sherlock", já tomou o laxante? É possível que deparemos com pessoas que nos queiram baralhar dando a entender que é preciso ser jurista para interpretar TODAS as leis, mas há leis que se aplicam directamente sobre os factos, contando que para isso existam provas. Entendo que ainda haja quem não tenha noção da força da palavra "crime", e ora  acredita que é fácil ser acusado de cometer um crime, mesmo que inconsciente ou involuntariamente, ora julga-se o rei da cocada preta e para ele só existem crimes contra a vida, integridade física e sociedade - e neste último nem todos têm consciência da amplitude da palavra "sociedade", ou que são também parte da mesma. Amiúde encontramos quem atribua culpas à sociedade deste ou daquele mal, como se não fizesse ele próprio parte dessa sociedade. E se a sociedade somos todos nós, há um conjunto de regras que todos devem cumprir, para que todos possam assim usufruir dos mesmos direitos e da protecção legal inerente à sua cidadania. Assim, e resumindo este conceito apenas numa frase: aquilo que é "crime" está contemplado no Código Penal, ou caso contrário, não é crime. Esclarecidos.

No artigo da última terça-feira a que dei o título de Muro da Vergonha (Doxing) digo a certo ponto que "não sou auto-nomeado polícia das redes sociais", e de facto não sou, mas pode ser haja quem seja. Estou na mesma "onda", por assim dizer, de utilizador das mesmas. O que tenho visto chegando de Portugal nessas mesmas redes sociais não me tem deixado nada satisfeito - deixa-me apreensivo, até. O país atravessa um período de crise económica - nada de novo - mas as consciências não se têm adaptado a essa realidade, e nota-se uma soberba e um orgulho próprio nada condizente com a actual caristia e e se antes já se procuravam bodes expiatórios para justificar males de que tinham cota parte ou o todo das responsabilidades, com a preferência cair quase sempre no Governo, ou nos Governos, agora as baterias ficaram apontadas para o lado mais fraco da corda. Ora sendo o mais fraco, é esse o lado que mais tem possibilidades de quebrar e cair, mas quem o puxa pode muito bem cair com ele. Isso é mau, caso estejam meio perdidos aqui nesta analogia. Mas vamos sabendo mais à medida que vamos identificando o mal. Acção!


Olhem para esta desgraça, que só de olhar sinto vergonha. Contemplem o monumento à peçonha, humilhação maior do que qualquer batalha perdida da História.  Chegámos a Alcacer-Quibir da nossa dignidade. Triste, nem me reconheço mais neste fantoche, neste travesti, que não fosse pela gente boa, como o JOÃO MANZARRA, que merece uma medalha, uma rua com o seu nome e uma estátua  numa plataforma elevada o centro do lodo para vocês olharem para ele. O moderador desta página, o artista que ficámos conhecer no artigo anterior, esconde-se atrás do anonimato, e ao contrário de mim próprio em tempos, este tem muito boas razões para não dar a cara. Mas primeiro vou-vos mostrar quanto vale esta peça em termos de credibilidade.


Sim, dá vontade de rir, não é? Mas apesar de ser obviamente falsa, e não ter sido sequer desmentida, a notícia foi partilhada 218 vezes! Andou-se a espalhar a pestilência num frasco de eau de vie! E o cabrão até pede amém! E o que dizem os comentários?


A este ponto queria dizer-vos que podem confirmar tudo isto no grupo do Facebook. Vejam como as pessoas levaram aquilo mesmo A SÉRIO! Olhem para os pombinhos a pensar que iam morrer, olha para o Vasquito, o palerma. Mas isto dentro de um contexto até...epá eu ia dizer "faz sentido", mas vejam pelos vossos próprios olhos:


Para este camarada foi uma roda viva desde o dia 13, data dos atentados em Paris. Reparem como ele adere imediatamente à teoria de que os autores dos ataques eram "refugiados". Hmmm...


Leiam aquilo e vejam como é doentio, este filho da puta. Mas até quando é filho da puta é burro que se farta. Basicamente fico a entender que a menina foi a um concerto, apesar de ser surda, mas no entanto compensava com um sentido de visão tão apurado que conseguia ver o porquê dos terroristas estarem a matar. E olha o desfecho melodramático da caca: "Enganaram-se...". É mesmo um grandessíssimo filho da puta este gajo.


Fiz questão de apanhar esta interessante conversa. Susana Pereira, quase com toda a certeza cúmplice deste gangue de criminosos, avança com "oito refugiados" entre os terroristas, sendo desmentida logo a seguir por uma residente em França, que diz terem sido "só dois". Como se sabe, esteve muita a gente a torcer para encontrar refugiados da Síria entre os terroristas do dia 13/11, e ninguém achou isso estranho. Lá no fim conseguiram arranjar um que tinha passaporte sírio no bolso, mas o documento era falso, acabou por não se confirmar. Depois vejam a mudança no discurso da pequena, a dizer que "ouviu oito" mas que isso agora "não interessa", que o mais importante é que...vamos ver aquele comentário de perto:


Interessante como sabe a ladainha toda, sim senhora. Fica registado. No fim baralham tudo outra vez, e reparem na lata do calhordas a acusar outros de "propagar notícias falsas", enquanto ali a parceira "pensa pela própria cabeça" - só é um bocado dura de ouvido, e mentirosa que até dói. E como começou toda esta conversa?


Este foi o primeiro comentário, e agora vejam lá se isto é ou não muito suspeito. A Tânia Silva fez bem em desconfiar, mas é a única coisa de positivo que tem, pois é uma pessoa horrível. A seguir o melga vem pôr água na fervura, e se ele "mata", aparece um Daniel Teixeira que "esfola", e aqui é visível que para esta gente a verdade pouco importa, e o ódio é tudo. Vejam como ele quase considera uma coisa boa se rebentar uma bomba em Portugal. Quase? Ah, ah! Disfarça muito mal, o menino. Mas a vontade vai subindo de tom.


Vejam bem isto. Provado? Coitado. Mas a cadência com que repete as mesmas mentiras é quase hipnótica. E não podem dizer que foram apanhados de surpresa no quê? Do que estará ele a falar?



Se isto o quê, aquela notícia que é UMA MENTIRA ESCABROSA, e que eu próprio desmenti neste artigo, juntamente com outras que ele quase eleva ao estatuto de clarividência? Vejam o site em baixo. Eu já tinha deparado com isto antes, mas não liguei, pois julguei tratar-se de mais um daqueles maluquinhos que manda os outros para combate e fica a casa a olhar. Mas lá vai mais uma:



...f-se. Outra vez uma notícia ambígua. Pode...Portugal pode ganhar o próximo mundial também, porque não? Por-se a jeito do quê?


Tudo bem, esta é verdade, mas o que tem a ver com o que este gajo quer, que ninguém sabe o que é? O pior?!?!


"Bum"?!  Meus amigos, eu ficava aqui o dia todo a mostrar mais do mesmo, mas é óbvio que ninguém queria mais um atentado em Portugal do que este gajo. Vejam o ar de gozo da criatura, quando durante aquela série de ameaças ridículas do ISIS o grau de alerta subiu para 3 - nem sei porquê, só a Bélgica é que ficou paralisada. Comentários:


Isto é demais. Notem no desespero, no individualismo, na culpabilização, e tudo porque o gajo disse "bum"! Vejam como o Paulo Pereira é pré-vingativo, e o Rui Tubas começa a arranjar culpados para algo que nem sequer esteve perto de acontecer. Gentinha frouxa, invertebrados, que desgraça. Desculpem mas não há pânico que justifique uma coisa destas. E estas não lhe ficam muito atrás:


Quem, mas ó quem se considera compatriota deste cagalhão cheio de moscas? Leiam aquela merda que escreveu e digam-me se aquilo é legítimo em algum sítio. Ai tem medo? Esconde-se no armário, ou pelo menos abstém-se de assinar o contrato de venda da alma ao diabo. 



Como é que é? Achei este caso especialmente interessante: o Bonnie & Clyde da Serra da Estrela. Não os estou a acusar de nada, como podem reparar, mas aquela ameaça (e nem vou juntar ali a coacção grave, que também fica implícita) é mais do que fez o Estado Islâmico em Portugal. E o que estes caramelos pensam que são para matar seja quem for, se até a sapateira na foto da esquerda já veio para a mesa morta? Ai estavam a brincar? Eu também, ah, ah. Foi da "raiva" pelas vítimas de Paris? Bem, mais raiva sentiriam os vivos que estão aí a ameaçar, não? Apesar de ostentarem um ar simpático não me parecem ser juízes, nem em Portugal vigora a pena de morte, pois não? Escreveram aquilo ali e depois não leram o que escreveram, ou acham que aquilo é "bonito", e fica-vos bem? Medo? Coitadinhos...


 E quanto a este verme, parece mais que evidente a razão porque oculta a identidade. Mas que bicho mordeu este gajo e o resto desta gente potencialmente homicida? Isto é alguma competição entre pró e contra-refugiados? Mas qual "pró", por essa lógica basta não se comportar como esta gente selvagem para ser pró. E que culpa tem alguém de não partilhar desta psicose? Eu já sabia que ia acabar a fazer um artigo destes, que me faz sentir SUJO. Estes gajos deviam ter a nacionalidade revogada, e tornavam-se apátridas. Isto é gente sem Pátria. Nem sei bem se isto é gente.

 Amanhã há mais disto, e já tenho no prelo um artigo que mostra como Portugal sempre recebeu refugiados todos os anos desde 2002, e pela primeira vez em democracia nos anos 90, e não há mais desculpa para fazer isto que estes canalhas fazem do que a mais pura, destilada e venenosa COBARDIA. Aguardem!


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Portugal Unido...é isto?


AHAHAH HAHAHAHA HAHAHAH AHAHAH. Desculpem, mas...AHAHAHAH! Ainda não consegui parar de rir da página do Facebook "Portugueses Primeiro - Portugal Unido", que inicialmente me deixou ENOJADO com o aproveitamento do nome e da marca Portugal, e se alguém se identificar com este "Portugal"...bem, eu ia dizer "não continue a ler", mas desconfio que ler é uma coisa que este tipo de gente não faz. Na página em questão vi comentários onde a ignorância é levada num andor às costas pelo Papa dos Analfabrutos. Juro, e isto para não falar do uso de uma linguagem que me deixou com náuseas, e eu nem sou desse tipo de coisas, mas se há alguma coisa em que são criativos, é em obscenidade, vulgaridade e todos os "ades" que normalmente se usam para descrever o comportamento e a forma com que falam as pessoas que não tiveram...olha, escolaridade! Agora a parte mais emocionante, AHAHAH AHHAHAH. Aii...desculpem mas só de pensar no que aí vem, desmancho-me em gargalhadas. Dizia eu, o material que estes humoristas acidentais me facilitaram é tanto e de tão alto calibre, que terei que o dividir em dois artigos, e o primeiro é dedicado a uma entrada no dia 16 de Novembro, uma espécie de "manifesto" anti-Schengen e pró-burrice. É possível que alguns dos leitores possam desconfiar de alguma arrogância da minha parte, mas por favor, para entender que isto é DE ARREPIAR basta ter o ensino obrigatório, ser alfabetizado e uma destas três opções: desfolhar um jornal diário decente (agora convém deixar isto bem claro)/ver 10 minutos de noticiário na televisão/Cinco minutos diários de contacto humano. E vá lá sem preciosismos, que o que vem aí do outro mundo.



Ah, nem eu diria melhor: É IMPORTANTE QUE LEIAM ISTO ATÉ AO FIM. Ele não vos diz porquê mas eu completo: PORQUE ISTO É AQUILO QUE AS PESSOAS QUE FAZEM CHINFRIM COM ESTA BRINCADEIRA DOS REFUGIADOS ACREDITA. Eu não costumo generalizar em nada, mas tenho sido bombardeado todos os dias com tanta parvoíce, mesmo que evite ir a sítios onde a parvoíce abunda, que estou mesmo decidido a abrir esta honrosa excepção. Não, não lhe chamemos excepção, mas antes "evangelho da burrice". E isto começa logo bem: existe um grupo de pessoas "pró-refugiados". Esta ideia é de uma retardação tão profunda que não consta nos anais nem nos vaginais da psiquiatria ou da parapsicologia. Quem é a favor de que pessoas fujam das suas cidades ou países para serem recebido no deles? Esta gente fala de "refugiados" como se fossem uma raça qualquer de rinoceronte que eles receiam que lhes atravesse o bananal ou algo do género. Se isto é provocação a alguém, não sei, e acabei de explicar porquê, e se é uma forma de cativar alguns indecisos (leia-se "ignorantes"), se estes forem na conversa, epá, problema deles. E não estou a ser cruel nem nada, pois não acredito numa maioria de filhos de primos direitos ou de mães que chutavam para a veia para assumir que já ficou esquecido aquilo que a História nos ensinou, e à custa da vida de milhões de inocentes. 


A seguir temos o buzinho da ordem, para assustar os bebés com o papão do ISIS, e em jeito de aviso recorda que "a ISIS e outras" são "organizações do século XXI". Inicialmente pensei que ele queria avisar que no caso de pensarem que era Gengis Khan ou Billy the Kid que vos atacava se lembrassem que na verdade era a ISIS, mas depois com aquela referência ao facto de saberem usar as redes sociais, podiam pensar que era o vosso avô na brincadeira. E logo ele que passa os dias a jogar dominó com os outros velhos à porta da taberna e despreza a tecnologia por não saber usá-la. Aqui há um aspecto que se calhar eu não devia abordar com tanta ligeireza, pois de facto as redes sociais podem servir para grupos terroristas NÃO IMPORTA DE QUE RELIGIÃO OU IDEOLOGIA para recrutar seguidores. Se serve para enganar velhinhas e punheteiros, mais aqueles tipos que pensam que o dinheiro cai do céu, porque não para convencer putos ranhosos que são sacos de pancada dos outros todos a irem rebentar com a escola deles, e lá vão todos com os cães e mais ninguém bate em mais nada? Não posso é acusar este de outra coisa senão estupidez em 1º grau, pois "enquanto os jihadistas estão a combater", ficam as "NOIVAS ISLÂMICAS" em casa a recrutar. Sim, eu disse "recrutar", e não "costurar". Até é fácil de imaginar a cena: Abdul chega a casa depois de mais um dia em que levou a cabo com sucesso quatro atentados suicidas (ah!), e pergunta a mulher  "quantos soldados recrutou", e de seguida "o que há para o jantar". Ela responde "dois" e "couscous" - e é sempre couscous, às vezes com outra coisa a acompanhar. Ah, e agora aquela última parte é que capaz vos deixar meio desconfiados, porque....AHAH claro que não só se forem retardados, porque só assim vão pensar que eu sou uma noiva islâmica a tentar a minar a credibilidade deste gajo. O preocupante é ele acreditar que tem alguma! Ai...já nem consigo rir mais. Quando bastava dizer "os que não estão a combater", lembra-se de complicar com "noivas islâmicas e outros".


Depois continua com as teorias da conspiração do costume, tirada daquele livro "Faça a sua própria teoria da conspiração", que basicamente ensina a meter entre outras palavras como "lobby", "negociata", "interesses económicos", "grupo financeiro", tudo a mesma treta. Fiquei foi com larica depois daquela primeira parte, "galinha"..."arábias"....hmmm...o que é que as arábias têm a ver com isto para ele mencionar ali "literalmente" é que não faço mesmo ideia nenhuma. Depois aquela "meditação" que nos pede para fazer é francamente estúpida, e polvilhada com uma boa dose de etc. Se os refugiados fossem mesmo terroristas, a profissão que eu escolhia daquelas seria "motorista" - desde que não fosse de um veículo armadilhado, lá está. O mais curioso é que aqueles dois pontos nem são da autoria deste gajo, mas antes retirados de um vídeo inglês, onde aparece a sua versão "bife", tão ou mais idiota que ele que podem ver aqui. Não é por ser em inglês e com aquele sotaque to "brites" que deixa ser uma macacada cósmica. Eu queria arriscar que isto é obra da extrema-direita, mas neste caso teria que ser forçosamente  a extrema-direita do ensino especial. 


"Por fim há pessoas que são facilmente influenciáveis" - sim, infelizmente há, como vamos ver lá para o fim deste artigo. Mas reparem na desonestidade, não, na sabujice deste conas, ali a sugerir que as campanhas no FB do "Je Suis Charlie" e a mais recente com a bandeira da França na fotografia de perfil eram alguma declaração de guerra. De facto foi por causa de palhaços como este, que não entenderam o carácter solidário dessa acção (eu não adiro por considerar inconsequente e seguidista, desculpem), que muita gente mudou logo para o foto não editada. E não, essas pessoas não discurso de ódio nenhum, ó caramelo, podia ser sim que estivessem revoltadas, o que é normal e aceita-se. Ódio, ó meu grande palerma, é aquilo a que tu incitas, é crime, e do topo da tua cobardia recusas-te a dar a cara, mas prepara-te para apanhares um cagaço, e é ainda hoje. Mas terminemos com boa disposição e alegria: "aquelas pessoas têm sérios problemas de personalidade". AHAHAH AHAHAH AHAHAH AHAHAHAHAH!


E claro que o tipo andava em pulgas para meter o Islão no seu todo ao barulho, só que aqui a religião fundada por Maomé sai a ganhar - já pensaram quanta gente se foi converter quando soube que este caramelo a odiava? Ficamos a saber que o Islão é como o karate: aprende-se para nunca se aplicar. Mas o que meu deu mesmo vontade de rir foi aquela da "homegeneidade de opinião". Que merda é essa? Ora, quer dizer que nas restantes religiões existem correntes de pensamento diversas. No Cristianismo, por exemplo, há quem acredite que existe um só Deus, outros defendem a existência de três, e há ainda aqueles que adoram um Deus com três pernas e duas cabeças! É a diversidade. Coitado. Aquela dos "comportamentos dos muçulmanos" trás água no bico, pois com toda a certeza ele não se estará a referir a coisas como dormir, comer ou andar com duas pernas. Depois remata com duas patifarias em uma; na primeira diz que as outras religiões "teriam críticos" caso se "comportassem" como o Islão, que por sua vez....ninguém repensa! Ah!


Agora bem vindos a uma aula de teologia (com todo o respeito, desculpe sra. teologia) onde a primeira coisa que ficamos a saber é que "não existe Islão moderado" ou segundo ele "islamismo", que implica sempre uma febre superior a 40º. Ninguém disse que existia, e lá está outra vez a tal "pescadinha de rabo na boca" usada frequentemente por pessoas como Marine Le Pen. A seguir diz que o muçulmano "tem obrigação de seguir os mandamentos do Al-Corão" (que diabo, porque não Corão ou Alcorão?), e de "outros livros sagrados". Vê-se que este tipo quando se salvaguarda nos "outros" e nos "etc", pois caso no Corão não encontrem nada, ele diz que os gajos são terroristas porque foram-lhe ao cu aos três de cada vez e isso está nos "outros livros sagrados" - atenção: sagrados. Terrorismo. Pois. Mas o que mais me intriga é a referência a uma enigmática "minoria não muito significativa", que o oposto de "esmagadora maioria insignificante", e anda mais ou menos pela "maioria relativamente minoritária". O momento alto é sem dúvida quando nos manda "consultar o Google", pois não quer "alongar a publicação". Claro, claro, não foi por ter metido os pés pelas mãos, que é o que acontece a quem fala do que não sabe, e a este ponto estarão a pensar que mais valia procurar tudo no Google. Sim, mas isso - e segundo a "vox populi" - ia denunciar os horrores do Islão. Aqui é muito mais divertido, e até naquela última parte, em que volta a insinuar que os islâmicos estão "programados". Se o Islão é violento é por culpa de pessoas como esta.


E pronto chegámos à altura das exigências desta manifesto, que é também a sua parte mais alucinante. Portanto, a malta quer é paz, nada de violências, fecha-se e fronteiras e suspende-se (!) o Espaço Schengen. Esta sugestão faz-me o cerco de Waco, onde David Korash se imolou juntamente com o seu culto. Só falta ali mesmo uma referência a gasolina ou outro líquido inflamável. Depois como tinha ficado já muito tempo sem perder mais credibilidade, resolve mentir dizendo que a religião islâmica é "ilegal em muitos países europeus", e a expulsão de quem "desrespeite os padrões civilizacionais do país onde vive", que é "praticado praticamente (doce cacofonia) em todos os países". Olha, peta mais peta, aqui está uma das máximas da extrema-direita, essa de querer por toda  a gente a cantar a mesma música. Ai vocês pensam que penas de morte e castração química para crimes sexuais é só para islâmicos? Tá bem tá, depois eles dizem que não querem incluir "islâmicos" na lei (e não me admirava nada) para "não serem racistas" e vocês engoliam, pois. Defende a deportação até de descendentes de islâmicos, e no fim, na parte mais surrealista, avisa para o perigo de no futuro as novas gerações "andarem-se a explodir em nome de Alá". Penso que nos casos mais graves acontece no parto, com a vulva a fazer de lançador de morteiros. Pa-lease!





Sim senhor, isto não é extremismo (vêem como ele sabe que é?), é "direito à cultura DELE", f...-se! Fala por ti, man. Agora mais uma mentira que dá pena, afinal, coitado, depois vamos ver como o tipo organiza manifestações onde convoca milhares e aparecem meia dúzia: tinha um grupo no FB com 30 mil membros, mas atenção a isto, "foi infiltrado por "membros pró-falsos refugiados". Epá alguém se importa de dizer ao D. Quixote dos falsos-refugiados que essa merda não existe? Agora quem não quiser apoiar, pode ficar como "simples observador"...."apoiante". Entendido. Outro momento de humor, onde diz que "não é cá de muita conversa" e "são(quem?) CONSISTENTES"! Algo que vou demonstrar no próximo artigo que não só isso é mentira, como os interesses ocultos estão do outro lado. Dupla personalidade é que ele não pode ser acusado de ter, de facto. É sempre assim completamente delirante.

Exacto, como eu tenho vindo a dizer, estes pontos tão democráticos são "contra o extremismo", nada contra os refugiados, que este conhece um por um para vir com aqueles números absurdos, e aquilo que eu penso não ser necessário referir: que são TODOS islâmicos. Uff...claro, então não se recordam que os "falsos refugiados" cristãos foram todos atirados aos tubarões mediterrânicos? Agora, já sei que mais do que as PROVAS da existência de MILHARES de jihadistas entre os "falsos refugiados" (pelo menos nisto mantém-se dentro do personagem), querem ver o "Cavalo de Tróia Islâmico" que vai destruir a Europa não é? Ei-lo:


Pronto aqui está ele. Estão a ver? Estão? Então isso PROVA que existe. Deixarei isso para o próximo artigo, mas agora vamos ver qual foi o "feedback" que este autêntico insulto a ... tudo? Pois, a começar logo pela inteligência. Vamos ver então os apupos de quem se sentiu insultado por tamanha desfaçatez:


Ah pois, estavam à espera do quê? É que nem seria de esperar outra coisa, pois possivelmente qualquer destes "fãs" ia escrever qualquer coisa de semelhante, tal é a pobreza dos argumentos, assentes em nada mais do que "porrada" inter-religiosa, e sem qualquer conhecimento de religião alguma - e os que sabem demais também não se recomendam, se bem esses poupam-se a estes embaraços. Se virem bem o comentário da Genoveva Fazão, pioneira na teoria da linha ténue que separa o petróleo do genocídio árabe, a diferença entre esta retórica e o "cortar a cabeça dos fiéis" é praticamente nula. Daí que tenho sofrido imenso do cabelo ao ver os PATETAS das religiões às turras, produzindo as maiores alarvidades possíveis e imaginárias, quando no fim o que vai contar é a lei civil, no caso de ser preciso responder perante a mesma. Eu queria ver alguém ir a tribunal responder por homicídio vestido de cruzado e alegando ter sido "Deus" que lhe encomendou a tarefa. Olhem que esse é um daqueles casos em que a única testemunha abonatória esquiva-se de comparecer, e isso vai ser mais do apenas "lixado" da parte dela (da testemunha, entenda-se). Mas espera lá, aquele personagem ali em cima com feições franquensténicas a avisar para perigo pior que os terroristas que dá pelo nome de "jornalista da SIC" não me é estranho. E o nome Manuel Cruz é também familiar.


Erm, familiar salvo seja, que nem se fossemos mesmo descendentes de Adão e Eva seria eu de alguma forma aparentado com aquele indivíduo tão sinistro. Este é o tal que poucos dias depois dos atentados estava farto do cadáver da criancinha e queria "uma adolescente". Não sou eu quem eu diz, mas ali o pederasta necrófilo.


E vejam vocês o que vai para aqui, qui ramede! Este tipo é um cobarde extremamente perigoso. Desarmado e cagarolas, imputa responsabilidades de "acontecer mais uma vez" (suponho que um atentado) ao presidente da Comissão Europeia, por este não estancar por completo a vinda dos refugiados só porque este gajo quer. Quem é que arranja uma camisa de forças para este cromo, um saco de serapilheira, uma pedra bem pesada e um rio bem fundo? 


Mais nada deveras, Patrícia Barreira. Não acha um pouco, hmm, impossível as pessoas abrirem os olhos depois de serem "bombardeadas em casa"? E aqui inaugura-se a modalidade predilecta desta gente: DESEJAR QUE ACONTEÇA UM ATENTADO TERRORISTA EM PORTUGAL APENAS PARA TEREM RAZÃO - e mesmo assim estariam errados. Vou provar aquilo que afirmei agora mesmo no próximo artigo, portanto aguardem, e possivelmente alguns estarão agora a pensar: "mas isto foi no fim-de-semana depois do atentado em Paris, a que se seguiram mais alertas, portanto estas pessoas merecem um desconto". O que digo a este respeito é NÃO! Estas pessoas são más como as cobras, e na eventualidade de naufragarem e irem parar a uma ilha deserta com qualquer uma ela é capaz de vos matar logo, só para resolver o problema das refeições nos primeiros dias. Esperem pelo próximo LOL!


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Muro da vergonha (Doxing)


Esta imagem não podia vir mais a calhar para ilustrar aquilo que tenho para vos dizer. Não quero assumir um tom paternalista, nem enviar recados a ninguém, e não sou nenhum "líder de opinião", mas se conseguir fazer passar esta ideia para uma pessoa que seja, já ganhei o dia. Antes de mais nada aquela frase em cima neste artigo não é da autoria da pessoa na imagem que a acompanha. Na verdade, à data da morte de Abraham Lincoln, em 1863, não existia internet. Pois, eu sei, isto parece ridículo, mas temo até que nem fizesse diferença ter explicado o óbvio, porque o óbvio meus amigos, está muito, muito doente. Moribundo, em estado vegetativo e não sei quando vai voltar à sua velha forma, previsível mas asseguradora e confortante. É mesmo possível que já haja quem tenha partilhado a imagem sem ter lido uma letra deste texto, enquanto outros partilham entre eles, e antes que demos por isso, já temos outras imagens como esta:


Ou pior que isto. Tenho deparado com pessoas que estão como num estado de hipnose profunda, e chegam a acreditar em fabricações tão absurdas que uma criança do ensino primário detectava em dois segundos. Se tiver piada, como nestes dois exemplos que acabei de dar, não vem qualquer mal ao mundo, mas em tempos de crise (parva, mas crise), e com os desinformados a ter acesso a cada vez mais desinformação, todo o cuidado é pouco. Sim, porque se antes os desinformados se iam entretendo a olhar para as árvores a mudar de folhagem ou os cães a pinocar na rua, e interrompiam essa "observação da natureza" para ver a novela mexicana ou anestesiar os cornos de pinga, agora vieram para os fóruns na net e para as redes sociais fazer aquilo que as pessoas normais foram fazer inicialmente para não precisarem de os aturar. Era bom que foçem só aceles que excrevem açim, mas temos as avózinhas, que não se contentam em ficar no pontocruz.com e no receitas.org, alternando com a leitura da edição online da Maria e da Hola!, os salazarentos, que como vamos ver à frente são uns cromos que chateiam à brava, e mesmo outros personagens já existentes mas remetidos à banalidade que os caracteriza, como as pitas frívolas ("tou-me apassar, ove...ove...tucalate, 'tazouvir?") e os respectivos betinhos (hiiii ganda cena, dassssss...!) adquiriram um novo elan, com o pretexto de que "têm voz", e que em hora de aperto, "é preciso todos ficarem unidos". Bosta para eles todos. Não só acentuam as suas cores berrantes, como ainda só sabem atrapalhar. Vou começar por demonstrar os perigos de acreditar na m... toda que se lê, indo depois partilhar à tripa forra, sem ter a mínima ideia do mal que estão a fazer.


Este é Veerender Jubbal. Simpático? Pode não ser do gosto de todos, mas Jubbal é um jovem canadiano de origem indiana, e a razão porque ostenta uma ceroula na cachola, assim como outros indianos que vemos por aí, completa com barba de porco-espinho deve-se ao seu sikhismo. "Ai eu não quero esta gente aqui que horror vão para o país deles ui ui" - diriam os broncos que não percebem porra de merda nenhuma. E de facto foi graças a esses que este pobre diabo de cagalhão na tola que não faz mal a uma mosca, foi confundido com um Ayatollah:


E aqui está a autópsia do disparate: à esquerda podem ser uma "selfie" que Jubbal tirou na casa-de-banho e usou como foto de perfil no Twitter (não só é um gajo super-atraente 24/7 como ainda tem um óptimo gosto). Como podem ver segura um iPad e está isento de cintos de explosivos à volta do tronco. Na esquerda vemos a mesma fotografia editada, onde o iPad passa a ser um Corão, e surge à volta do seu tronco um cinto de explosivos. Agora pergunto eu: que fotografia achavam porreira para meter na capa de um jornal logo a seguir aos ataques do dia 13 de Novembro em Paris. Qual é aquela que partilhavam logo com os vossos amiguinhos todos, e eles com os seus, e por aí fora, até em poucas horas um nhonhas qualquer no Canadá ser identificado com um dos terroristas que entrou a matar naquela sexta-feira no teatro Bataclan, na cidade-luz? Ah pois, e não seriam os únicos a cair, pois até a imprensa convencional foi na conversa:


Especialmente a imprensa espanhola, que julgando estar na posse de um "furo", desatou a bailar e a tocar castanholas sem se preocuparem em confirmar a veracidade da imagem. Agora suas santas imbecilidades devem estar a pensar: "ah, mas 'tali a d'zer presunte, e os mezelmanes na comem presuntes, qué de porque, LOOL". Outra coisa não seria de esperar. Em espanhol presunto diz-se "jamón", e este "presunto" quer dizer presumido - que é uma coisa que muita gente não conhece o significado, a julgar pelas acusações, julgamentos sumários e execuções, tudo enquanto o diabo esfrega um olho, que tenho visto por aí. Basta o tipo ser um bocado castanho ou esquisito ou as duas coisas, ter uma toalha à volta da mona e especialmente um CORÃO, coisa de que toda a gente diz horrores sem fazer ideia do que está lá escrito (ler? tá bem, tá...), e trepa tudo pelas paredes acima. O desgraçado foi logo tido como terrorista, apesar do pequeno detalhe de que a ser mesmo verdade, teria morrido nos atentados. Coisas "sem importância", portanto. Pensar um bocadinho? Ui, que dores.


Já viram isto? Imaginem que acontecia convosco - e porque não? Como vou aqui demonstrar, é mais que possível, com a grande diferença de que este gajo não fez nada. Ou fez, mas nada que justificasse uma exposição destas, identificado mundialmente como um dos terroristas que tem deixado o mundo esborratado de medo. Mas pá malta era grupo, "ó def, ganda cena, já viste ali naquele jornal óquié tu tode terrerriste, fogo...terrerriste!", e o outro ajudava à festa "looool, já foste!", e a seguir os dois metiam cara de "amigos preocupados com amigo" e iam mostrar ao maranhal deles - ou não, não fossem eles pensar que vocês eram "refugiados", ou "pior", como já vamos ver mais à frente.


Pois é, e os primos na India também viram, e em Portugal bastaria que um gajo qualquer morasse a dois quarteirões da casa  dele para ter a família toda a ligar-lhe a perguntar "se estava bem". É gente cuidadosa esta, que se antecipa não num passo ou dois, mas em 620. Processar? Bem, lá poder pode, e como no Canadá reside a maior comunidade sikh fora do Punjab, é possível que o confundam com um dos 700 mil que lá andam, mas na tuga, ui, quem é te mandou ir nascer assim, todo "esquisito". Mas quem vai ele processar, afinal, a imprensa? Não, quem o DIFAMOU (estás a ver, Pica-Pau, sua besta, que isso que falas da boca para fora não é nenhum brinquedo, seu palerma?) foi certamente alguém envolvido no controverso (?) caso Gamergate, que se forem tentar descobrir o que é vão cair fulminados de tédio. Resumindo: é uma daquelas coisas de gente que não tem nada que fazer, e que - pasme-se - mesmo passando todo o tempo acordado por detrás de um computador, conseguem cometer agressões como "assédio sexual" e "descriminação com base no género". Só para que tenham uma ideia, envolve uma feminista cujo activismo passa por uma representação mais justa dos personagens femininos nos jogos de vídeo. Ah? Digam lá se isso não é espectacular? É o futuro da humanidade. Acho.


E como é que o Papadoor entrou naquela história? Da mesma forma que qualquer pessoa pode ser vítima da má vontade de alguém. E eu tenho reparado que neste aspecto os portugueses em geral estão mal preparados - como em todo o resto, aliás. O Veerendeer Jubbal tornou-se excessivamente vocal nas críticas aos ataques de que as programadoras de jogos de vídeo do Gamegate vinham sendo vítimas, acusando os agressores de - vejam só isto - "machismo"! Ah! É daquelas coisas: eu nunca seria capaz de fazer de cavalheiro e meter-me no barulho se não for nada comigo, especialmente no mundo virtual. Haja dó. O rapaz chateou tanto quem não devia que foi vítima de "doxing" (de "dox" ou "docs": documentos), que é mais ou menos aquilo que eu faço com o Picas, por exemplo: ir atrás de ficheiros que ele deixa na net, e no meu caso usá-los num contexto satírico, se bem que poderia também fazê-lo da mesma forma que estes fizeram com o monhas canadiano. Não é o mesmo que "hacking", e não é um tipo de crime informático, pois não requer passwords ou outros códigos quaisquer. Neste caso bastou a foto do perfil da conta do twitter, e o que aconteceu depois aí sim, foi crime. Como se prevenir de ser exposto e achincalhado nas redes sociais e quejandos: tentem não ser tão obtusos, por exemplo, como no caso que vou mostrar a seguir.


O Correio da Manhã tem andado nas bocas do mundo ultimamente, e muito devido a um estilo irresponsável de jornalismo, e que se os mais tolerantes podem considerar "à margem da lei", há quem considere mesmo ilegal, e passível de procedimento criminal. É exemplo o caso de Miguel Macedo, ex-ministro da Administração Interna actualmente indiciado por crimes económicos, que mesmo depois de ter anunciado que ia processar o jornal, este massacrou-o com insinuações, acusações, suspeitas, tudo e mais alguma coisa. Mas política e suas tricas à parte, o pior é quando se lança o pânico por nada, e agora pensando melhor isto até é algo muito requisitado pelos leitores, e que leitores estes. Ontem se repararam deixei um "post" meio alarmista sobre um vídeo da Correio da Manhã TV (CMTV) que dava conta de...sei lá? Falava de raptos, e a leitura que fiz foi de que estes tipos estavam a sugerir que havia por lá uma onda de raptos,e bastava olhar para aquela introdução para perceber que se tratava de uma mentira sem pés nem cabeça: "A PJ chegou a colocar a hipótese de rapto". Como primeira fase do corpo de uma notícia, é bastante estranho, pois dá a entender que se estava a referir a alguém ou a pessoas de que não fazemos ideia quem sejam, pois a notícia tinha apenas começado! O vídeo era atroz, e se a PJ viu isto tinha o dever de colocar estes tipos na linha, por perturbação da ordem pública, pelo menos. Eu espetava-lhes com tentativa de golpe de estado, no mínimo.


Reparem nestas reacções, de pavor, de pânico, e até com recados, como se raptos estivessem a acontecer mesmo ali ao lado! E agora nem tenho a certeza se estes sentimentos eram genuínos, e já vão ver porquê. Não sou dado a actos de heroísmo, nem sou auto-nomeado polícia das redes sociais, mas achei mais importante que denunciar a situação tentar pelo menos acalmar as pessoas, e em menos de dez minutos fiz o tal artigo e coloquei-o no fórum. Tive algumas reacções positivas, e disso já estava à espera: há pessoas que nem vêem o vídeo e vão carpir os seus medos, exibir a valentia de cu sentado, e contar as suas experiências pessoais, algumas absolutamente delirantes. Mas tive reacções negativas, e isto eu não esperava: temia. É a já célebre ladainha do "não interessa se é mentira ou verdade", e com isto, minha gente...EU FICO POSSESSO!


Pois é a senhora andava a contar um caso em que ia sendo raptada, e sendo isso verdade ou apenas "wishful thinking" é completamente irrelevante para o caso. Agora quando me vêm com esta de "todos sabemos que é falsa"...todos? E aqueles que estão a manifestar receio estão a fazer o quê? Representar? E partilham pois, espalhando o pânico entre pessoas mais impressionáveis:


Desculpem lá, ou melhor, não precisam desculpar NADA, porque isto é mesmo assim: se eu sou a única pessoa na Galáxia que acha isto terrível, podem chamar-me DEUS. É que mais nada a não ser "falsos!", "mentirosos", "pasquim de merda", "tenham vergonha", e eventualmente várias queixas enviadas à ERC é a única resposta aceitável a este travesti de jornalismo. Epá, isto tem algum cabimento? Isto existe? Se ainda acham que estou a exagerar, vejam aqui o tal vídeo, que por sua vez já foi partilhado mais de 16 mil vezes! Incrível! Mas isto piora!


Sim, tenha vergonha que isto não se faz. É para lá de reprovável. Guarde aí o seu estojo de moral rasca para quando for lavar os pratos. É lógico que fiquei furioso, então esta tipa diz-me que "não é falsa", e depois ainda me dá mais razão? Vídeos de raptos, assassinatos, agressões, tudo de mau que se pode imaginar é o que não falta por aí, mas e depois? É necessário compilar isso tudo e refrescar os receios todos os dias? Minha nossa. Agora reparem nesta linda conversa:


Se não tivessem aparecido algumas pessoas normais e a minha irmã não me tivesse assegurado que isto "é mesmo assim", ou seja, o urinol dos lingrinhas, eu juro que mudava de nacionalidade. Para Papuano! Olhem como aquele "herói" ali em cima, que segundo o perfil é "segurança privado", diz que sim senhor, está atento e não sei quê, mas tem medo! - pelo menos é o que eu interpreto por "espero nunca apanhar um". Coragem, braveza, cojones, o que lhe quiserem chamar implicaria querer apanhar todos, digo eu. Mas desses não falta por lá, mesmo sem aquele "profissionalismo" todo, mas também da boca para fora. Isto não me impediu que quase lhe atribuíssem uma medalha por heroísmo, como se tivessem chegado ali os raptores do vídeo e ao depararem com ele fugissem  sete pés. Não resisti e perguntei-lhe pelo vídeo, já que estava tão atento, devia saber que é falso, e aí levo com mais "não interessa se é falso". Isto é apenas uma amostra, o resto guardarei num museu. Imaginem que me chegaram a pedir para "respeitar as opiniões". Quais opiniões!??! Só há uma opinião válida, queixem-se do jornal, exijam qualidade, e querem discutir raptos vão para outro sítio onde não caiam lá aquelas pessoas que vão ver aquilo e pensar que elas ou os filhos correm um risco maior que o normal! Precauções? As habituais, e depois, muda o quê? Incrível como choveram queixas por terem chamado "cega" à "invisual" (essa agora...) e isto nada? 



Agora temos o sal e o azar. Ai vejam só que este se vai enervar. Deve ser por causa daquela notícia, um ultraje, um insulto. "Refugiadistas"? Aquilo é que deve ir para ali uma isenção...vamos lá ver então o que faz ali o gimbra espumar da boca.


Ahh..estou a ver. Antes que me acusem de alguma coisa, permitam-me que assuma, e assuma divertido, que fui eu quem acrescentou aquelas decorações de Natal naquela site, pois estava tão vazio, coitadinho, tão oco. O que deixou aquele senhor nervoso deve ter sido esta "notícia" não ter nada lá escrito, e as drogas alucinogénicas que consome, e que o fazem imaginar a palavra "fronteiras" naquele cartaz, que não nos diz que é de "refugiadistas" nem do raio que o parta. Estes tipos, que já vão ver quem são, nunca me surpreendem - previsíveis, previsíveis, previsíveis. Não têm nada de jeito para dizer, inventam mal, mentem descaradamente, retiram, acrescentam, em suma, falsificadores mais coxos que as mentiras que contam. Ah sim, e claro que aquela notícia de que os refugiados recusaram Portugal é uma meia-verdade. Não, esperem, é uma mentira cabeluda, dada a desonestidade com que foi dada - só pode ser, pois afinal quem tem a razão do seu lado não precisa de mentir.


Este é o grupo onde aquela macacada e muitas outras vêm publicadas, e que por isso mesmo já dá para entender que não querem recrutar gente inteligente, que pensa e denuncia aquela farsa - a não ser que seja cúmplice lá está, mas para isso é preciso ter consciência que são mentiras, e que tanto estas pessoas como estes caramelos saibam que cada um tem essa noção. Tudo dito. O tal Salazar afinal foi  a inspiração para as desculpas esfarrapadas para não receber os refugiados, e diz-nos da tumba, lá no Além, que é um tesinho, e que não tem para ele, quanto mais para os outros. Ah é verdade no tempo dele não havia sem-abrigo, não havia criminalidade, não havia nada, era uma festa, só que ao contrário. Eu até entendo que o personagem exerça um certo charme discreto da ironia, pois há quem se tenha convencido que "era melhor" quando era ele a mandar, mas eu digo-vos com sinceridade: que mentira do c..., essa. O Salazarado era narcisista, ao ponto de nunca ter casado, era teimoso que nem um burro e mais beato que um viúva duas vezes. Era um bronco, e tudo o que aqueles infelizes escreveram na secção de comentários do vídeo do CM é por culpa da letargia e isolamento a que nos vetou. Dava para ficar aqui horas a bater no Santa-Cona Dão, mas fica para outra altura. Vejam isto e imaginem como seria com os salazarentos a mandar:


EPÁ É PRECISO GRITAR? Bem, eu nem quero dizer nada quanto àquela conversa dos atrasados mentais, da Fénix e dos séculos que não destroem de um momento para o outro (pois não, foram precisos 48 anos! ahahah), mas reparem no raciocínio do Herr Ribeiro: temos que mudar mentalidades, que esses micro-neurónios andam obcecados por pimbas e putas, vai "demorara" muitos anos, ler e estudar cansa muito é muito chato. A tita pica o tijolo, o bebé é, é. Este indivíduo inaugura um novo tipo de transtorno bipolar. Mas há outro que bate o recorde!


Vejam só como estas mijonas trepam pela parede quando vêem o casting do Planeta dos Macacos da ISIS. Aquele João Dionn é um caso curioso, cuja psicose tenho vindo a acompanhar. Cobarde como poucos, já está borrado e mijado de medo até aos olhos. Mas que merda de conversa é aquela? Apulhas? Eu sei o que ele quer dizer, e aquela notícia não é nada daquilo. Este palerma fez birra porque não quer que Portugal receba refugiados, mas de cantorzeco badameco das tascas da Moita a mandar alguma coisa vai uma distância colossal. Aquela verborreia traduzida para uma língua articulada quer dizer que os terroristas foram INFILTRADOS pela ISIS entre os refugiados, e daí o calhordas que estava coberto de razão, como se isto fosse uma competição qualquer entre quem apoia e não apoia seja o que for, e vejam bem a filha-da-putice deste gajo, a dizer quem é pior, e não sei quê...ó semi-pimba, vê lá te enxergas ó palhaço, estás a falar com quem? Aprende a ler ó bardamerdas. Nem era preciso entrar naquela notícia - mais outra muito distorcida, por sinal - porque lê-se logo que "estão entre nós" no título, e "combatentes estrangeiros" no subtítulo. Agora vamos entrar na notícia:


Aqui está: o ministro do interior alemão fala do "desafio para a segurança" que são "centenas de POTENCIAIS combatentes que PODERIAM estar dentro das fronteiras do país, com passaporte alemão OU dupla cidadania, e que falam alemão". A seguir um director de um centro qualquer de estudos de Relações Internacionais e por acaso é especialista no ISIS em particular, mas é mais possível que seja ele terrorista do que os tais 3000-3500 de que fala e que "odeiam o nosso sistema" , que só naquele site MENTIROSO é que existem - um académico alguma vez faria uma suposição dessas? Além disso se fossem refugiados e estes tipos tivessem provas, metiam no título com holofotes apontados para toda a gente saber imediatamente. Ó João Dionn vai-te catar caramelo. Fica registada a tua coragem, solidariedade e tolerância. Traste. Olha, porque é não paras um bocado paara veeer o finaaal dessa históriaaaa! Olhando para isto é que se pode dizer com uma boa dose de certeza que para esta ave rara podem morrer todos menos ele.


Então e este, que tem a mania que é o tal mas é mais transparente que um copo de água. É óbvio que este artista sabe muito bem de onde o "dinheiro" vem, mas se aqui está armado em esperto, não chega nem para compensar uma das vezes que se espalha ao comprido.

É como eu vos digo, amigos: somos responsáveis por aquilo que dizemos, e mais ainda pelo que deixamos escrito, e aqui não é diferente. Nos Estados Unidos e outros há empresas que verificam a conta das redes sociais de candidatos a emprego para se inteirarem do seu carácter, se têm o perfil adequado, e às vezes basta um pequeno detalhe para que alguém seja posto de lado. E lembrem-se sempre que neste mundo ninguém é perfeito, não se pode ganhar sempre,  e até o mais sarnento dos cães tem o seu dia. Fiquem bem e sejam responsáveis.