sábado, 28 de novembro de 2015

O melhor lugar para se viver



E como sou uma pessoa que fundamenta o que diz com FACTOS, e não futurismo ou suposiç­ões dúbias, eis aqui o link para o site onde fui buscar esta informação. Danke schoen! Auf widersehen!


O Correio e os correspondentes


Mau, mau Correio da Manhã, maus meninos! O "timing" não podia ter sido o pior. Quando finalmente os mariquinhas pé-de-salsa que andaram a envergonhar o país com aquela choradeira de que "ai ai vem aí o terror, e eu nem fui à manicura" se preparavam para voltar à vida normal, eis esta capa, e como em todas que vêm saindo nos últimos quinze dias, nem chega a ser notícia - até agora o único atentado em grande escala levado a cabo na Europa foi há exactamente duas semanas em Paris. Foi pena que em vez de se procurarem saber melhor as razões desse atentado, ou como numa das maiores cidades do mundo, alegadamente sob "alerta máximo" desde Janeiro devido aos atentados na redacção do Charlie Hebdo, entram indivíduos armados com Kalashnnikov numa sala de espectáculos cheia, e onde decorria um concerto, se perca tempo com não-terrorismo. Claro que não posso garantir que não vão haver mais - porra, quem sou eu? Agora o que eu estou certo, e penso que muita gente partilha desta ideia, mesmo com o medo a enevoar-lhe o julgamento, é que não vão chegar atentados com hora marcada. E mais: por muito que nos custe aceitar, e isto serviu como lição, a qualquer hora de qualquer dia e a qualquer momento pode acontecer, e podemos muito bem estar nesse mesmo sítio nessa hora desse dia - e a culpa é SOMENTE dos terroristas. Não há aviso que se possa fazer que previna com 100% de eficácia um acto desta natureza, portanto o ideal será tratar isso como a própria morte, por exemplo, tão certa que é e incerta a hora que vai chegar. Posto isto, convém também evitar alarmismos, como vou mostrar a seguir. Não vou apelar a ninguém porque não sou autoridade, e se estas não o fazem, é porque não consideram necessário, portanto são  quem terá que responder pelo bem e pelo mal. Contudo fico aborrecido que algumas pessoas urdam teorias para justificar o que é não mais que a sua opinião, chegam a exceder-se para parecerem mais convincentes, e em alguns casos vão ao extremo de pintar desgraças em tons apocalípticos só para não se sentirem tão sós no escuro do pavor. Não é esse nenhum destes casos que vou passar a mostrar, mas mesmo assim convém dar uma espreitadela no que pensa a gente que sente. 


A Rute Soares, por exemplo, presta um péssimo serviço ao sugerir que um ataque terrorista pode ser considerado uma forma de "karma", ou "charme" para conquistar a pessoa amada, sei lá, que  raio é que aquilo quer dizer, "quanto mais se fala, mais as possibilidades se tornam reais"? Fosse assim não falava de outra coisa que não os meus 100 milhões de dólares. Depois o Jorge Rosa Santos deixa ali dois comentários, um bastante pertinente, outro nem por isso, e comecemos por este. Cada cabeça sua sentença, diz o povo, e aqui esta máxima aplica-se na perfeição. Eu juro que nunca me passou pela cabeça que o ISIS estivesse interessado em Portugal por causa de uma reunião levada a cabo há quinze anos e que determinou a invasão do Iraque pelas tropas da coligação liderada pelos Estados Unidos, e que culminou na queda do regime de Saddam Hussein, mas tenho visto outras teorias ainda mais desconcertantes que chegam a ir até à "vingança pela derrota na batalha etc. etc." qualquer uma com mais de mil anos. Em suma: qualquer razão seria uma boa razão, tendo em conta que se o objectivo dos terroristas é "dominar o mundo", penso que Portugal AINDA faz parte desse mundo. O comentário que dá conta da limitação das liberdades civis toca exactamente na ferida, pois quem ainda exerce autoridade é o estado, e este não combate o terrorismo, vocês muito menos, e quando eles vos mandarem calar não vão poder falar mal deles, nem do ISIS, nem de NADA. Entendidos? O Miguel Garcia diz-nos que "mentira ou verdade, toda a gente fala da notícia" - sendo ele o exemplo acabado disso. Não nos diz é o que pensa, se é mentira ou não. Contudo a Manuela Rodrigues pede desculpa, mas aquilo "só pode ser verdade". Porquê? Porque "no conjunto de bandeiras que o ISIS apresentou, está lá a de Portugal". Obrigado, meu amor, agora vai para dentro e não te constipes. Este é mais um exemplo da nossa pequenez e rigidez de raciocínio: ora ficamos aos pulinhos de contentes quando a nossa aparece num contexto qualquer no meio de muitas outras, ora neste caso apareceu entre as bandeiras de 59 países no cardápio do terrorismo, e é porque nos querem matar. Mas deixa-me lá ver, onde é que eu já vi isto antes...


Ah sim, esta menina, que tem feito um serviço tremendo ao "denunciar" estes "planos de conquista do Islão". Estão a ver o globo que passa na Al-Jazeera? Com as bandeiras dos EUA e do Egipto? Isso é prova de que o "Islã" está focado no domínio global. Quanto ao Egipto, nem preciso de lembrar que já é um país islâmico, mas mesmo sendo moderado, deve incomodar aqui à menina, e já vão perceber porquê. Quanto aos Estados Unidos...


...é lá que fica a maior delegação da Al-Jazeera. Deve ter aparecido por lá sem os americanos terem dado por nada. Agora, porque será que esta senhora nos quer alertar contra os perigos desta temerária religião de terroristas e fanáticos? Nós adoramos a liberdade, e detestamos fanatismos, certo?


Sabem uma coisa? O problema não do fundamentalismo e do fanatismo não é se alguém gosta de Jesus, Maomé, Joaquim ou Francisco, é quererem impor-vos aquilo eles acham melhor para todos mas que vocês não querem. Dando liberdade de culto e mantendo a ordem pública através da lei civil e laica, aplicada em democracia não há lugar a fanatismo de ordem alguma. Podem ladrar à vontade que vocês têm o direito de lhes virar as costas, mas também pensem duas vezes antes de os seguirem num caminho que para eles só pode ter algum fim contrário à razão que vos leva a segui-lo. E ficamos esclarecidos quanto a bandeirinhas e afins.


Aqui duas faces da mesma moeda. A Oneide, não sei se num tom trocista ou a falar a sério, diz-nos que devemos chamá-los "terroristas" e não de "Estado Islâmico", enquanto a Ruth regressa ao tema da religião e do fundamentalismo. Quando ouvimos nos noticiários a expressão "auto-proclamado Estado Islâmico", reparem que temos aqui duas metades: uma é "auto-proclamado", ou seja, é apenas reconhecido pelos próprios, e sendo eles quem são não merecem a nossa credibilidade, quanto mais a da comunidade internacional. Agora, porque é que "auto-proclamado" serve para o "Estado", mas não para a confissão islâmica a ele associada? Por debitarem as tolices que metem medo ao Ocidente, e que no fundo não são mais que pregões religiosos? Se um indivíduo fosse detonar um cinto de bombas numa repartição num país ocidental e antes de o fazer gritasse "Louvado seja Deus Nosso Senhor Jesus Cristo", que leitura faziam disto? Um maluco? Então é para dar a credibilidade de uma religião inteira ao Estado Islâmico? São uns tipos super-inteligentes? O que me quer parecer é que aqui é a Ruth que está obcecada pela religião (e não é a única), uma vez que os únicos a afirmar que o Estado Islâmico é um grupo islamita, são os próprios, os tais que como "estado" não têm credibilidade, mas em todo o resto a palavra deles é lei. Estranho, isto, mas não de todo inocente, uma vez que...


...abre a porta ao pior tipo de idiotas. Ok, vamos lá por as coisas em pratos limpos: se esta senhora tem o direito de dizer isto, eu tenho MUITO MAIS direito em chamá-la de idiota. É que chamando-a de "idiota" não faz dela mais idiota do que é (se tal for possível) e aqui por "idiota" até nem quero dizer que ela seja má pessoa, mas sem dúvida que boa não deve ser, uma vez que não pensou duas vezes antes de papaguear um momo que tem sido mote para desbloqueador de conversa, ou alpista para chamar os pombinhos, sei lá. Se eu perguntar a esta senhora COMO é que os refugiados "facilitam a entrada de jihadistas", ela não vai saber responder - "ah vêm infiltrados, e tal". Ai sim? E depois "entram"? Porque os refugiados que entram têm esse estatuto porque lhes é atribuído pelos SEF, em conjunto como MAI, portanto no que ficamos? É aí que ela vira as costas, bloqueia, alega direito à "liberdade de expressão" - que neste caso entra em nítido abuso da mesma - e acusa-me de querer ser "politicamente correcto", como se isto fosse alguma doença nova. Tenho reparado que anda por aí uma confusão entre o "politicamente correcto" e o "tolerável dentro dos limites da lei". Não me canso repetir que a legislação contempla os crimes de ódio ou de incitação ao ódio com base entre outras coisas na religião, mas mesmo pondo isto de parte, preocupa-me o que tem sido entendido por "valores":


O terrorista que lançou a semente da parvoíce é Bruno Novais, que fiquei sem perceber bem se a sua preocupação é meramente económica e social, ou se tem nhufinha, medinho do "terrorismo" - claro que estamos aqui a falar de alguém que se está a borrifar para os pobres. Esta dos refugiados "virem com médico" e os portugueses "não terem o que comer" é mais um passo em frente para que um dia se veja algo como "os refugiados vêm de jacto particular e têm Rolls-Royce à espera no aeroporto, enquanto os portugueses vendem orgãos para comprar pão". Admitam, já faltou mais. A seguir vem uma pobre desgraçada que considera aquilo um acto de "coragem", e eu suspiro de alívio que não sejam "todos" nem sequer a maioria a pensar assim. Bryan Gomes, uma das poucas conscientes que ainda perde tempo e paciência para tentar educar os ineducáveis, Ana Harris Richards ri-se não sei do quê, e surge então um personagem curioso, um tal Alain Jesus. Este camarada começa logo a dar a entender ser um daqueles sabichões que não admite cá faltas de respeito, e tal, e como a risota da outra o assustou, e ele anda com muito medinho, o bebé, toca a repreendê-la com uma referência geográfica que inicialmente fiquei sem perceber: Peniche? Depois é que me apercebi que a Ana Harris vive em Peniche, e confirmei que estava aqui na presença de um espertalhão das dúzias.


E pronto, Bruno Novais mostra logo ali a careca, e vê-se logo que é um rapaz super-preocupado com os portugueses que não comem. Eu não admitia é que bardamerdas destes chegasse ao pé de mim e começasse com merdas daquelas "ai se morrer a tua família quero ver a tua cara". Palhaço. Bryan Gomes não perde a calma, e obriga Bruno Novais a enterrar-se ainda mais na lama do disparate, sugerindo que quem não alinha na sua cobardia reles "é sírio". Agora reparem no comentário bem oportuno de Pi Olho, e vamos quem é sírio, afinal:


Isto vexa-me até aos ossos. Como é possível tamanha amplitude entre o que há de mais digno e a escória mais reles? Se este senhor tivesse lido o que escrevem os Bruno Novais desta vida, o que ia pensar de nós? Ainda antes deste autêntico insulto à humanidade que é associar a palavra "refugiado" a "terrorista", já havia uma ideia também não muito digerível de que para se ser refugiado teria que se ser pobre ou necessitado, e daí a considerar-se aceitável pôr as pessoas a dormir no chão quando há camas, ou dizer que se queixaram da internet "ser muito lenta" quando o acesso é internet é barato e a ligação rápida, é gozar com a cara das pessoas. Vejam o porquê deste senhor ter fugido da Síria: era perseguido por causa das suas opiniões. Tivemos casos em Portugal de pessoas que estiveram refugiadas antes do 25 de Abril por serem opositores ao regime, casos de Álvaro Cunhal, Mário Soares ou Manuel Alegre - sinceramente, acham que eles dormiam no chão? Mas vamos lá então continuar a apresentar estas demonstrações do que não se deve ser nem fazer.


É aqui que entro eu em cena, e sei que não devia, mas fiquei um bocado irritado com o "bullying" daquele indivíduo, o Alain Jesus, que sendo um cobardolas e por isso evitar entrar em conflito com quem nem o insultou sequer, prefere distribuir "fruta" por toda a gente para tentar fazer passar a sua mensagem de pânico cor-de-rosa lelas. Parabéns à Alice Maria Silva por pôr o dedo na ferida da hipocrisia, e quando eu digo que as pessoas de bom senso começam a fazer ouvir-se, não estou a exagerar, pois o primeiro milho foi dos pardais, e quem tem mais que fazer mas sentiu-se pelo menos curioso em saber o que se passa tem esta reacção. São as reacções que devemos ter perante as injustiças. Mas isto melhora:


E pronto, o Bruno Novais vive obcecado com a Síria - é o que dá não aprender os países na escola e depois de ouvir o nome ficar a repeti-los feito tontinho - pensa que intimida com aquela do "estão lá à tua espera", que é tão impenetrável em termos de raciocínio como são as "cuacas" de gola alta. Agora o nosso Alain Jesus, como o nome aliás levava a suspeitar que assim fosse, é luso-francês, e isso diz-nos naquele eloquente discurso que começa de uma forma que aproveito para dizer o que penso de toda a gente que partilha daquela fabulosa percepção: OS TERRORISTAS NÃO QUEREM SABER DE VOCÊS PARA NADA! É preciso mesmo megalómano para pensar que organizações que investem meios e recursos, operam no secretismo, mexem com a diplomacia das maiores potências mundiais, sacrificam vidas, suas e das suas vítimas, vão de propósito limpar-lhes o sebo! Porquê, o que fizeram? A ameaça é para TODOS, e se todos entrassem em pânico como estas duas aves raras, ia ser bonito. Já agora estar em Paris não lhe dá nenhuma autoridade para falar do assunto, antes pelo contrário: tinha o dever de transmitir tranquilidade. Em vez disso quer "companhia" no medo. Mas já que ele gosta tanto de "tirar a chapa" aos outros....


"Atraente, sensível e empático"? Hmm...é possível que tenha apenas a cagufa a falar mais alto, e no fundo deve ser boa pessoa. Lá no fundo, muito, muito fundo. E o outro palerma, que se preocupa com as injustiças sociais?


Ah...ó Bruno Novais, francamente. Os portugueses "sem comida" e tu aí a esquiar na neve, no bem bom? Vai lá dar-lhes "uma mãozinha". É claro que não penso assim, e é preciso separar as coisas, que é o que este rapaz não faz por comodismo. No fundo isto do terrorismo, que é uma coisa séria e diz respeito a todos, é um grão de areia encravado nessa tua grande "curtes", não é, ó bacano? Tem mas é juízo.

Eu não gosto deste tipo de tricas, mas sinceramente é altura de certas pessoas perceberem que não são as únicas de carne e osso nesta coisa das redes sociais. É como uma fotografia que tiramos na neve, que nos impede de dizer "eu nunca estive na neve". É um registo para memória futura. 

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Racismo? Não, obrigado, mas tenho amigos que são...


Ao contrário das infelizes criaturas com aquela velha mania do tuga de dizer que "já sabia" quando não fazia a mínima ideia do que ia acontecer e a juntar a isso não mede o alcance do que está a dizer, neste caso eu posso afirmar com o peito feito: JÁ ESTAVA CARECA DE SABER! Sim, isto foram anos a engordar, engordar, engordar, até ao dia da boda dos sete an­ões, em que foi tudo para a matança e comeu-se à fartazana das tigelas dos preconceitos mais recalcados que...bem, não temos a culpa: "é mesmo assim". Quando fiquei a saber do mais recente êxito do "top-tuga", que de outra forma seria "racismo horrível e intolerável": "Todos os terroristas são islâmicos" - é musical, até - já sabia aberta a porta do curral (caixa de Pandora é muito eloquente) de todos os papões colonialistas e outras febres tropicais. Sei, sei, existe uma salvaguarda a esta máxima, que a torna "aceitável", e até se recomenda: "Nem todos os islâmicos são terroristas", que não é aqui o MAS, porque o "mas" é o aviso, aquilo que queremos deixar claro que pode (e vai) muito bem acontecer: "...MAS todos os terroristas são islâmicos". Ora aí está uma tarte de framboesa, só que em vez de framboesa usaram justiça, e não há aqui qualquer preconceito, MAS o nosso medo agora é o terrorismo, portanto senhores islâmicos nós gostamos muito de vocês, mas fazem favor de ir rebentar lá prá puta que vos pariu, seus animais piores que bichos e deviam era levar todos uma bomba em cima e desaparecer da face da terra. Agradecidos.

Foi o mote para o que aí vinha, uma "comichão no gatilho", prestes a ajustar umas contas e como aperitivo nada como esta "islamofobia" oca  - aposto que toda a gente que debitou este merdume nunca viu ou falou com um muçulmano, ou se calhar falou e não sabe, e se fica a saber começam-lhe a tremer os joelho, incha a bexiga e diz a gaguejar: "eu...eu...não tenho nada contra terro...quer dizer vocês, coisos...uh Alá, Alá!". Felizmente que até estes, ao contrário do que muita gente pensa, engole isto a seco, e com toda a certeza que não vai rebentar e cometer ali o seu martírio - e valia a pena? Esta é aquela mania que desde que nasci e durante o tempo que vivi aí sempre dei conta, e sempre me indispôs, ao ponto de ter ficado por aqui, em Macau, onde apesar das "cópias", estas saem sempre menos nítidas que o original: o tuga é o maior e sabe tudo, e o que ele não sabe não interessa a ninguém - e nesta última parte inclui-se quase tudo o que realmente interessa. Esta mania das grandezas envergonha os tugas mais discretos, que quero acreditar serem ainda a maioria, mesmo que não se manifeste. Quando dei conta deste "nem todos os islâmicos etc.", viriam outros por arrastão, e já agora, será que todos os islâmicos são árabes?


Claro que não, e esta "notícia" deste site, um dos muitos que têm andado por aí nos últimos tempos, e  que faz de juiz, júri e carrasco, todos num só, ajudou à festa. Portanto vamos lá ver, se formularmos a equação que anda mesmo a pedir para ser feita, de que "Nem todos os islâmicos são pretos, mas MUITOS pretos são islâmicos", já não faltará muito para que mais estes se incluam na bitola do "pelo sim, pelo não", aquelas cautelas e caldos de galinha improvisados que gostamos de inventar, que são sempre por um motivo que nunca é aquele que realmente nos preocupa. Aqui foi mais uma vez o medo, e não o medo real, mas aquele empolado pela ignorância e pelo laxismo em não querer saber mais qualquer coisa sobre uma civilização que de tudo o que sabiam era lixo, porque o lixo os atrai. Um documentário sobre os tesouros do Islão, ou os lugares sagrados seria sempre "uma seca", enquanto outros sobre crianças-bomba ou mulheres de burqa era "completamente esclarecedor".  

Cheguei a ver coisas que espero poder guardar aqui para memória futura, não por despeito ou descarga biliar, mas porque sem dúvida merecem figurar no álbum do "homo lusitanus" em tempos de crise. No limite vou ficar a desejar que corra tudo bem com a operação levada a cabo pelo CAP e as outras organizações que têm trabalhado no sentido de receber e acondicionar os refugiados, que Portugal tem recebido e nem sequer a maior parte deles são da Síria, mas se acontece alguma coisa, sei muito bem a quem apontar o dedo. O Holocausto aconteceu graças a indiferenças e ódio s semelhantes a estes, e eu não sei se esta gente saiu toda da mesma sarjeta ou se isto é o sentimento generalizado da população - como vamos ver mais à frente penso que não, felizmente. Agora vamos ver os comentário a esta notícia dos jihadistas portugueses, que de facto teve o azar de mencionar que eram portugueses. Não por pensar que não são, mas apenas porque isso é completamente irrelevante: foram recrutados e treinados na Inglaterra, e em Portugal eram pessoas como outras quaisquer. Ou seriam?


Isto é sintomático, e estava mesmo quase a rebentar, de tanto era o gás acumulado, que já expandia o volume da lata. Maria José Vieira é a MILF deste tipo de comentários. Ela escreve aquilo a sorrir, enquanto espera que os biscoitos de mel fiquem prontos, e quando os meninos perguntam "falta muitooooo?", ela diz "só mais um instantinho que a mamã está aqui a fazer uma coisa importante". E click! já está deixada aquela pertinente hipótese formulada, que é lógico que não terá sido com base na cor da pele dos rapazes - que é isso. É que eles nunca poderiam ser "dos nossos" (uma figura importante nesta conjugação de esterco), porque os portugueses não têm o "gene terrorista" - o Otelo tem mas apanhou na Guiné, pronto. Depois temos a Méli, em representação das bruxas medievais, a agradecer a Deus que os jihadistas tenham morrido, elogiando como "o seu", e pronto, isto levava-me a questionar os critérios de Deus, mas já resolvi o problema da Sua toda-bipolaridade ao distinguir entre "Deus branco" e "Deus terrorista". A seguir temos a Céu Jorge Vieira Ribeiro, uma versão verbal da Constança Moura, que enche ali os jihadistas de chapadonas nazis virtuais, atirando logo um "os portugueses são brancos", e mesmo já nocauteados, ainda lhes pisa com uma série de ódios que considera pertinente deixar claros, e ainda pergunta se "querem mais". Ora, eu...o quê? Bye??? Ó querida agora que eu estava a começar a sentir a fúria ao nível do tecido eréctil, vais-te embora? A gente depois fala. No fim temos dois "dos nossos, pá", um purista e outro trabalhador, camarada, vai para o raio que te parta. O dos "portugueses de gema", que comparado com uma que vem a seguir até não é tão mau (imaginem...), e o José Ventura, que podia ser menos generalista e mais específico. Quer dizer, eu também "fui educado" lá, e não sou uma cavalgadura como ele. E nem é preciso acrescentar "modéstia à parte" - é só um simples auto-atestado de aptidão mental.


Achei que devia destacar este comentário onde se denota uma súbita queda do raciocínio para níveis muitos próximos do zero, derivado de três factores: burrice, confusão, e burrice. Ai já tinha dito? Lá vai mais uma vez então: burrice - agora são quatro factores. Como se pode ver, a Su não está para brincadeiras, pois a juntar à cara de mete-nojo tem ainda o cinto de segurança, e quase se posso apostar, o de castidade também. Agora, aquela definição de portugalidade é um pouco "purista", mas talvez isso se deva a ela ter nascido no Brasil, onde fica Araçatuba, no estado de S. Paulo. Daí que se sinta (em Sintra) "portuguesa" - e não duvido, e temos aqui um belo exemplar da nossa bimba melga - mas "compense" o facto de ter nascido no Brasil com uma longa linhagem lusitana, que vai muito para lá do tempo antes dos pretos existirem. Isso mesmo. Ou isso ou então enganou-se e quis escrever "Alcabideche" e saiu "Araçatuba", o que explicaria muita coisa, mas elevaria o estatuto a um grau de pureza quase óptimo...que até cheira a queijo da serra e bacalhau. Fica eleita a Miss Estado Islâmico do mês de Novembro.

Sim, estas pessoas merecem esta exposição e estes insultos, que não passam disso mesmo, e se por acaso caírem em si e acharem mal, sugiro que leiam primeiro o que escreveram e deixaram para o mundo inteiro ver, e o que pesa nas contas da tolerância, do respeito pela diferença, e nem é preciso muitas mariquices - basta os valores que detêm-nos de andar à facada e aos tiros na primeira pessoa que encontramos. Ia dizer "diferente de nós", mas nem os irmãos gémeos são 100% idênticos portanto isso seria impossível. Mas ontem tivemos mais um teste de fogo a todos estes recalcamentos, com a notícia da nomeação do novo elenco governativo, daquele governo 2+3+4=1, liderado pelo Rogan Josh. Ooops, é melhor não dizer isso do senhor, senão ainda vem aí muamba de galinha e...

Ah bolas, e vem mesmo a calhar. Francisca Van Dunem, nova ministra da justiça, de origem angolana, e o apelido remete-nos para outras coisas que não o que acabaria por ser o foco da atenção desta notícia: o facto de ser e primeira preta a chegar a ministra em Portugal. Eu digo "preta" e não "mulher negra", como vem no título da notícia, e por duas razões: economia e evidência. Uso "preto" e "preta" para homem e mulher daquela cor, "negra" e "negro" respectivamente para o presunto "Pata negra" e para o futuro (desculpem, sou português). Agora, vejam o que aconteceu:


O que é que tem a cor da pele da senhora? A cor da pele tem alguma importância? Não entendem? Infeliz? Ra...olha aquele badameco a puxar a carta do...do...já lá vamos. A cor da pele da senhora tem importância, e por isso consta daquele cabeçalho - mesmo que não esteja lá a palavra "pele". Sei o que deve sentir o tipo que o escreveu, pois já devia estar à espera de uma coisa destas, num país de falsos púdicos. Para mim o título quer dizer a mesma coisa que isto:


Estão a ver? Fui buscar um outro do SAPO e tudo que é para verem que este site assinala este tipo de efemérides. De facto Jorge Jesus, aquele tipo na imagem, foi o primeiro (antes dele não houve nenhum) treinador (profissão) português (nacionalidade) bicampeão (campeão dois anos consecutivos) por aquela merda. Bom, agora, a isto chama-se FACTO, que é o mesmo a outra notícia, e se a cor da pele interessa, penso que não, porque por "preta" ou "negra" não entendo que tenha a pele dessa cor, mas antes num tom castanho, próprio das pessoas africanas ou dessa origem e/ou ascendência, e que pode variar de tom, e implica vir equipado de outras características físicas inerentes à sua origem e hereditariedade. Como estamos a falar de pessoas e não de latas de tinta, "preta" aqui é no sentido de "contrário de branca". Eu sendo "branco", também não sou albino, nem um fantasma. Se quiserem fazemos assim: homem/mulher de chocolate para pretos; leitão/leitoa para brancos. E os tons podem variar, no primeiro caso, conforme a quantidade de cacau e leite, e no segundo do grau de assadura (eu confesso que estou ainda cru). Fica uma referência prazenteira, dentro do que se pode considerar gastronomicamente correcto.


No fundo, não são mais do que os resquícios de um....AHHHH!!! O QUE É AQUILO? ENGANEI-ME, FUJAM TODOS! É O KU KLUX KLAN! Ah, porra, que susto. É um tal Jorge Gaspar, que diga-se de passagem fica ali um bocado como que a fazer de "twist" irónico. E vejam só que para ali vai, que parece o mercado municipal. O Carlos Manuel Trindade fala ali de "mais uma oportunidade"...para quê? Se era isso já foi perdida. Mas entre os bombeiros deste incêndio que eles próprios atearam falta ali qualquer coisa, mas o quê? Hmmm...


Aí está ele, o corpo de baile do SOS Racismo! Nota-se pelo treino, pela técnica, pela montanha-russa que vai até ao topo do preconceito e depois desce a pique para ir subindo outra vez e assim há racismo para todos e os tipos têm qualquer coisa com que se entreter. Temos ali Elisa Reis, representante da máxima "somos todos iguais e daltónicos": "Cor? Eu não vejo nada! Até pensava que tinham posto ali a minha fotografia!". A Nany Pinto, que decorou um pensamento profundo, mas esqueceu-se como terminava - já agora alguém sabe o que é um "monte de brancos"? Se a resposta é "chiça", isso é o quê? Só conheço aquela: o que é preto-e-branco-preto-e-branco-preto-e-branco? Uma freira a cair das escadas! Oh oh oh. Ia usar "um gato persa na máquina da roupa", mas depois vinham aí os tipos dos Direitos dos Animais, e como ninguém quer saber das freiras para nada, assim fica. Depois o Antonio Calunda - magó, batcha gonga? (toque inter-cultural parvo e desnecessário) é um filósofo, que o SOS Racismo tem lá na prateleira de "profissões normalmente desempenhadas por brancos" (têm também lá um coro dos Pequenos Cantores de Viena muito jeitoso, que trouxeram do Chade), e finalmente o "ariete para derrubar preconceitos", usando para isso o ás de espadas da tolerância que deixa toda a gente em igualdade no que toca a complexos de culpa: a escravatura. Lembram-se da escravatura? Eu também não. Depois há os que reprovaram, coitados:


Ou então são apenas imbecis; descriminaram assim a senhora, não é, faxavôr de fazer o mesmo com os outros, prrontos. Gostei da raiva com que Joaquim Infante impõe ali ordem na casa, e penso que deviam convidá-lo para fazer a próxima tomada de posse do governo da R.P. China, onde nos relatará o "ministro dos transportes chinês, o 16º chinês a ocupar esta pasta...entre um total de 16...". Enquanto andava tudo por ali a discutir o sexo dos anjos, eis que deparo com um anjo, uh, sexy? Pode ser:


Ah! Linda, linda, chuac! Em três palavras, sendo uma delas o artigo "É" (suponho que seja, visto que falta também o acento em Fátima), esta bomboca diz mais do que aquela conversa da treta toda. Não fui ver quem era, mas penso que aqui a Fati é angolana, e sente-se orgulhosa que uma patrícia sua, mesmo tendo outra nacionalidade, tenha chega a ministra de uma pasta onde exerceu durante 30 anos a carreira de magistrada. E ensina-nos assim uma grande lição. 

Quase ninguém se lembrou de mencionar o facto de Francisca Van Dunen pertencer a uma das famílias da elite angolana, próxima de Eduardo dos Santos, mas não deixou de haver um comentário a fazer referência a um eventual branqueamento de crimes económicos envolvendo personalidades do estado angolano e português, mas isso ficou relegado para segundo plano graças ao "racismo".


E já hoje o Correio da Manhã esteve no centro das críticas por causa desta capa. Concordo, quer dizer, isto mal chega a ser informação. Já sabemos que no Governo são todos cegos e ciganos, mas qual deles ele chamou? Sinceramente, se eu fosse "cidadão de etnia roma", nome pc dos ciganos (não caberia naquele título) ficaria ofendido se me envolvessem neste gangue. Quanto à senhora, bom, cega ou invisual, a ver bem há uma diferença. Como não vê, não faz mal.

 A razão porque eu não acredito no "racismo" quando fala de pessoas, é porque me lembra um tipo que vai comprar um cavalo, olha aos dentes de um Garrano e de um Puro Sangue Lusitano e acaba por levar o último. Assim o Garrano...


Pois. E nas pessoas pode ser usado de outras formas, mas nunca é no sentido de ver os dentes, ou mexer o crânio, ou fazê-lo pular de galho em galho, ou correr numa roda de "hamster". E como é possível? Nunca hesitei em aproximar-me de alguém que me parecia "diferente"? Sim, se tivesse um ar marginal, evitaria, mas desses penso que conheci mais brancos como eu do que outra coisa. Permitam-me contar-vos uma história, que vou passar para a segunda parte deste artigo.

CONTINUA

Pica-Pau ♥ Putin


Nuno Miguel Pica-Pau Oliveira, também conhecido por Português mais idiota de sempre, popular entre as massas e conhecido de todos, que mesmo que não saibam o seu nome identificam-no por "ah, aquele c...!" Eis o nosso personagem aqui a partilhar a última citação que coleccionou do seu herói, "o" Salazar, que era do norte, como ele...do norte de Porto Salvo.


E assim como "o" Salazar, era um bom cristão, estão a ver ali a cruzinha entre os sinos da Igreja? Que linda imagem. Ainda bem que partilhou connosco!


E tal como "o" Salazar, era cidadão de Portugal! Do Minho até Timor! Olha como ele manda os meninos ir para casa, que têm saudades da família!


Mas Pica-Pau é multicultural! A preta pôs os cornos ao gajo LOOL!



Pica-Pau vive na China, terra de porcos LOOL...


...e onde nasceu Santanás! Pica-Pau ODEIA o Santanás!


E odeia os filhos do Santanás, que não têm religião! Acabem com as mesquitas e o Corão da não religião do Santanás!


Isto não pode ser! Se continua assim, ATÉ EU VOU LÁ LUTAR! Chegam às 500 crianças vivas queimadas de uma só vez, e têm-me à perna!


Não pode ser! A mãezinha é que não! Eu adoro mãezinha! Comer a mãezinha é que não! Nem de uma maneira nem de outra! 



Uma mãezinha é uma mãezinha, mesmo sem bracinhos e mãezinha do filho do Santanás. 


Pica-Pau não gosta de Santanás, nem de Deus, que mandou o louco do Leocardo LOOOL!



Nem desses refugiados! Malditos! Os bancos roubam casas aos portugueses, que ficam sem casa nem comida! Isto não tem sentido nengum! Socorro, Robin Hood! 


Oh não! Agora também vem a Hitler Feminina? Pior que isto só...


O Novo Hitler da Europa! Já começa a esgotar a minha paciência, ele, ali com provocaç­ões militares, pensa que me dá ordens? E que mete medo à Europa e à América, e que vai começar a III Guerra Mundial? Cá para mim a Rússia e a China estão a cozinha um chow-meen de strogonoff! 


Eu sei disto, como sei que um dia a verdade desses mistérios vem à tona...torres Gémeas...Camarate...milhares de mortos. E mais quatro.


Mas aqui só o Hitler da Europa e a China é que sabem...mas não vai ser nada positivo para a Paz Mundial. Nem neutral, hmmm...


O KGB man...o meu amiguinho tem razão...o Hitler da Europa é sínico e fingido, pensa que é o melhor, mas está enganado. Putz!



TENS TODO O MEU APOIO, Ó HITLER DA EUROPA! MEIN FÜHRER! ZIEG HEIL!