quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Dois aniversários


O Jornal Tribuna de Macau comemora hoje a passagem do seu 30º aniversário. Tecnicamente o diário mais antigo de Macau (uma fusão entre o diário Jornal de Macau e o semanário Tribuna de Macau), uma "brainchild" do advogado Jorge Neto Valente, que trouxe de Portugal os jornalistas João Fernandes e José Rocha Dinis em 1982, para fazer oposição ao governador Almeida e Costa, odiado pela elite macaense, numa altura em que em Macau ter um jornal era "ter poder". Passado esse período conturbado da história da imprensa macaense, o JTM manteve-se, e apesar de não reunir consenso no que toca à indepensência jornalística, tendo sido mesmo apelidado de "Boletim oficial", tal era a sua anuência às decisões do poder instituído. Nunca tanta graxa se soltou em forma de letra tanto no consulado do último governador, o General Rocha Vieira, ora na actual administração dos mandarins. Mas pronto, cada um sabe de si, e parabéns ao JTM, e que viva muito e longo tempo. É um jornal útil e informativo, importante no panorama de Macau, e os seus responsáveis estão de parabéns pela quarta década em que entram a partir de hoje. Apenas isso.

De parabéns está também o grupo do Facebook "Conversas Entre a Malta" (CEAM), formado por um grupo de convivas macaenses que no dia 1 de Novembro do ano passado resolveu, depois de uma jantarada entre amigos, formar um fórum em que se debatem temas sobre Macau. Erroneamente designado por "blogue", o grupo tem mais de 800 seguidores e vai produzindo comentários sobre a actualidade do território a um ritmo diário. O grupo tem dado que falar na imprensa local, e foi um dos grandes catalizadores do último debate sobre a identidade macaense, realizado no fim-de-semana passado no auditório da Escola Portuguesa. Para eles também uma longa vida cheia de sucesso. O que faz falta é animar a malta, e que se fale, fale e fale muito sobre o que se passa nesta terra que é de todos nós.

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