terça-feira, 18 de outubro de 2016

Fez-se justiça: Ched Evans é INOCENTE! (parte V)



Para entender o que foi o calvário pelo qual passou este homem, um jovem de 27 anos que era ainda mais jovem quando ocorreram os factos, só mesmo estando no seu lugar. Agiu mal? Sim, claro, e pode-se dizer que foi uma besta. O seu comportamento é reprovável? Obviamente que sim, e nem passava pela cabeça fazer o que ele fez. Cometeu um crime? NÃO, NÃO E NÃO! E aqui reside o principal problema de quem viu na reversão do veredicto após a repetição do julgamento uma espécie de "ultraje", ou leu nas entrelinhas algum "atentado" contra as virgens, criancinhas, mães e avós. Aquilo que cada um considera a forma mais correcta de se correlacionar com os outros não é lei, e discordar ou ter optar por outra conduta não faz de ninguém "um criminoso", a não ser que cometa um crime! E aqui confundiu-se o conceito de crime propriamente dito, com o "crime" que foi o aumento do preço da gasolina sem chumbo, ou o "penalty" que marcaram contra o nosso clube. Aqui o juiz que tomou a decisão correcta esteve impecável, a propósito da questão do consentimento, que a alegada vítima disse "não se recordar ter dado". E não estava a ser irónica, como quem diz "olha lá, não me lembro de ter dado autorização para meteres a colher no pudim, ó maroto!". Não se recordava de todo, e podia tanto ter dado, como não! E foi isso que o magistrado deixou claro, ao afirmar que o importante é saber se foi dado ou não consentimento, e não se a queixosa teve um momento de amnésia. E outra frase que fica registada: "consentimento em estado de embriaguez é consentimento na mesma". O Chad pode-se ter aproveitado da piela da rapariga, mas nem ele foi responsável pelo seu estado, como só na esfera da moral é que o seu comportamento pode ser entendido como doloso. E por isso ele já pediu desculpa, e quem não quiser aceitar, problema seu. Privá-lo da sua liberdade com base apenas na interpretação que se faz da sua intenção naquele momento, ou da percepção com que se fica do seu carácter, isso nunca.

Mas afinal o que é que as pessoas pensam que é isso do "consentimento", que chegam a passar a ideia de que é preciso vir um secretário do reino desenrolar um papiro e ler em vez alta: "declaro por decreto de sua majestade que fulana autoriza sicrano a introduzir a pila dentro dela"? O bendito juiz que tanta falta fez ao pobre Ched no primeiro julgamento veio dizer que o sexo casual "acontece frequentemente e com naturalidade, independente da moral de cada pessoa". E quantos casos acontecem POR DIA, e EM TODO O MUNDO, em que dois adultos que não se conhecem sentem atracção um pelo outro, e no mesmo dia fazem sexo, sem saberem o nome do outro e quase sem trocar uma palavra? Portanto, se estiver aqui a falar de um homem e uma mulher, para facilitar as coisas, e ela não pronunciou as palavras "consinto este acto sexual", ou outras semelhantes, TECNICAMENTE tratou-se de uma violação! Sim, é isto que a acusação deixa implícito. A tipa foi para um hotel com um tipo, e este garante que a consultou sobre a vinda de um outro elemento, que ela achou boa ideia, e mais tarde afirma que foi violada porque este não lhe deu as boas noites? Mas o que é isto? Ela diz que foi violada, sem ter ido sequer à polícia fazer queixa, sem a ciência forense ter encontrado pistas que levantem essa possibilidade, e ainda incentivada, para não dizer instrumentalizada por agentes interessados em dar publicidade a uma eventual condenação, então "se DIZ que foi violada, então é porque foi". E aqui está a necessidade de recorrer a uma excepção da lei para permitir que fossem validados os testemunhos de quem podia comprovar a falta de idoneidade da acusadora, mesmo que o crime de que alega ser vítima lhe garanta uma série de protecções, como a reserva da identidade, mas não a habilita a MENTIR a torto e a direito, bastando alegar que foi cometido contra si um crime socialmente reprovável. E depois foi isto que se vê aqui:


"Ficou aterrorizada", diz esta folha-de-couve, que diz que a alegada vítima "desmaiou" depois de sair do contra-interrogatório policial, onde foi deixado claro que MENTIU com os dentes todos que tem na boca. Portanto se diz que "desfaleceu" DEPOIS de deixar o local, e nenhum agente da autoridade testemunhou o episódio, é muito provável que esteja outra vez a mentir. E como isso não bastasse, dotaram-lhe de mais um "brinquedo", e ao relatar o que se passou no apuramento da VERDADE, diz que se sentiu "como se a estivessem a violar outra vez". Tenham dó. Eu desconfio que esta criatura não deve saber o que está a dizer. Para ela o conceito de "violação" é qualquer coisa como "não faz mal se eu deixar, mas é tipo, crime, ou isso, se eu não quiser". E após a sua identidade ter sido  e revelada nas redes sociais, resolveu que "vai viver para a Austrália", pois "não suporta mais a humilhação a que está a ser sujeita". Coitada, já não se pode MENTIR e arruinar a vida de alguém que para ela foi "mais um" dos "violadores" das longes noites de boémia, perdão,  de "afirmação da sexualidade", ao abrigo da liberdade que coloca os homens e as mulheres em pé de igualdade  - a não ser que as primeiras digam que não quiseram, pois aí é "violação". Austrália, que desgraça...olha, e que tal uma alta prisão de segurança na companhia de violadores A SÉRIO? Mandaram-lhe "bocas" nas redes sociais? Só isso? Ninguém lhe passou uma lâmina para cortar os pulsos nem nada? E depois ainda há isto:


Vejam só quem veio para jantar neste intragável banquete, a tal Jane Hatchett (nome fictício, lógico),  a mesma que andou a seguir todos os passos de Ched Evans depois deste sair em liberdade condicional, lançando petições para que nenhum clube o deixasse jogar. Como as lâminas não resultaram, tentou que o desgraçado acabasse a dormir debaixo da ponte e a pedir esmola. Agora lançou um novo apelo para "juntar 50 mil libras" para que a "coitadinha" não emigre para a Austrália, e "metade desse dinheiro reverte para vítimas de violência sexual". Muito comovente, mas aplicando aqui a mesma lógica da senhora que ninguém sabe quem é, isto quer dizer que a queixosa neste caso NÃO FOI VÍTIMA! Isso mesmo, pois esta paladina da causa do ódio visceral aos homens tem andado em pulgas para que Ched "peça desculpa à vítima", e menciona isso em todas as suas petições, que "o violador nem pediu desculpa à mulher que agrediu". Como Ched é jogador de futebol, mas tem a sorte de ser um dos poucos que não é meio ou completamente bronco, recusa-se a fazê-lo, pois isso seria admitir a culpa! E é disto que esta "justiceira" está à espera, pressionando-o para que ele fique a pensar que assim o deixam em paz. Não é um pedido inocente, este, e mal ele o fizesse, apontavam-se-lhe todos estes dedos de bruxa. E agora a conclusão:



Esta é pessoa que melhor conhece Ched Evans: Natasha Massey, a sua companheira de anos, e agora mãe do seu filho. Dando como garantido que não existe nenhum historial de doença mental da sua parte, é ocidental, tão inglesa como os imbecis que atiram com opiniões parvas sobre coisas muito sérias, de raça branca, e sem afiliação conhecida em qualquer culto maligno ou seita "esquisita", o que a levou a ficar do seu lado, e durante um longo suplício de cinco anos? Ele era apenas um jovem promissor, e nem sequer jogava numa equipa de topo. Não estou a sugerir que ele podia "pular para fora do barco", ou pior ainda, juntar-se ao coro de vozes acusatórias contra o jogador. Podia simplesmente pedir desculpa e retirar-se, pois "é jovem", tem uma vida pela frente, só que esta é curta para encarar uma coisa destas, portanto a melhor das sortes para ti e ciao. Nada disso! Não só perdoou a escapadela do então namorada, como ainda manteve o compromisso com ele durante os 30 meses que esteve encarcerado, e ainda se empenhou, recorrendo inclusive aos seus próprios meios financeiros para que a verdade visse a luz do dia! E então, não teve medo de ficar do lado de um "violador", como ficou conhecido em todo o país e no resto do mundo? 

Finalmente gostava de falar de uma das partes que não teve voz neste longo e complexo enredo, e percebe-se facilmente porquê. Falo das mulheres que foram comprovadamente para além de quaisquer dúvidas vítimas de violação, que nem imagino o que devem ter sentido ao verem equiparado este caso com os seus. No Reino Unido a legislação traça uma linha muito ténue entre equívocos desta natureza e crimes de violação com recurso à força, e que resultam em traumas físicos e psicológicos graves para as vítimas, e dos quais dificilmente ou nunca recuperam. É preciso marcar uma distância maior entre o que é mesmo uma humilhação para uma mulher que é violentada, passando por minutos de terror, que lhe chegam a parecer horas, e os caprichos de uma jovem confusa em relação aos que moldam o tecido social, e que mesmo sem um pingo de amor próprio, não se inibe de destruir a vida de um inocente, que numa noite decidiu comportar-se como um idiota, e em nome de...do quê? Fica por saber o que leva a que se achincalhe o pressuposto da inocência de um indivíduo, e que se exija a privação de um valor tão precioso como o da liberdade. Penso que só estando no lugar dele daria para perceber a dimensão dos disparates que se têm bradado de boca cheia, e ainda por cima agitando a bandeira da dignidade humana. Mais uma vez um sinal do que pode significar o triunfo do populismo. Somos todos potenciais "Ched Evans", cada um de nós e sem excepção. Sim, as senhoras também, e se por acaso pensaram que o jogador saiu de algum buraco no chão, ele também tem mãe, a namorada de que ficámos a conhecer a coragem e devoção pelo homem que amava, e a quem tudo isto deve ter doído quase tanto quanto, a irmã, cujas conversas os ratos do esgoto que elaboram aqueles tablóides execráveis andaram a bisbilhotar, e agora também uma filha. 

Boa sorte, Chad, e parabéns! Fiquei muito feliz com esta notícia, pois vinha seguindo os desenvolvimentos do caso quase desde o início, e nem o corso dos ignorantes que se odeiam e por isso odeiam toda a gente me moveu um milímetro que fosse dessa felicidade. Só gostava de deixar uma última ideia, que deixo para quiser reflectir: o que seria se o Ched, amigos e família não tivessem a capacidade de financiar o apuramento da verdade, que tiveram que arrancar a ferros? E quantos se resignaram à injustiça, e viram lâminas a passar pelas grades do chão da sua cela? "Lâminas" no sentido lato, e que podem ser qualquer outra coisa melhor que o desespero de se estar a pagar por um crime que não se cometeu. E neste caso nem existiu: foi inventado por gente sem vergonha.


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