quarta-feira, 15 de junho de 2016

- Ó Weiss! - Qual? - O Vladimir! - Sim, mas qual deles?


Este título um bocado fora do comum tem uma razão muito curiosa de ser. Este que vêem na imagem é Vladimir Weiss, que esteve em grande destaque ainda há pouco ao marcar o primeiro dos golos com que a Eslováquia venceu a Rússia em partida da 2ª jornada do Grupo B do Euro 2016. Vladimir nasceu há 26 anos na antiga Checoslováquia, mais precisamente em Bratislava, actual capital da Eslováquia, que se separou da Rep. Checa tinha o pequeno Vladimir apenas três anos. Os primeiros pontapés na bola deu-os no clube da sua cidade, o Inter Bratislava, onde chamou a atenção dos prospectores de talento do Manchester City, que o levaram para Inglaterra ainda antes de completar os 18 anos. Contudo Vladimir nunca se conseguiu impor nos citizens, e só conseguiu adquirir ritmo competitivo graças a empréstimos ao Bolton, e em boa hora, pois isso valeu-lhe a chamada para a lista dos 23 convocados da selecção eslovaca que participou pela primeira vez num campeonato do mundo em 2010, na África do Sul. Depois de passagens pelos escoceses do Rangers e os catalães do Espanyol, também por empréstimo do City, Vladimir termina o contrato com os ingleses e vai tentar a sorte noutras paragens. Depois de uma época nos italianos do Pescara, e outra no Olympiakos da Grécia, aceita uma oferta financeiramente vantajosa e parte para o Qatar, onde alinha pelo Lekhwiya na recentemente criada Stars League, onde pontificam ainda alguns jogadores sul-americanos e africanos de qualidade razoável. Depois deste europeu Vladimir vai prosseguir a sua carreira no Qatar, mas noutro clube, o Al-Gharafa, que é treinado pelo português Pedro Caixinha.


Este é o pai de Vladimir Weiss,...Vladimir Weiss. Isso mesmo, e à esquerda podemos vê-lo ainda com a camisola da antiga Checoslováquia, que vestiu por 19 vezes e participou no mundial de Itália em 1990, e à esquerda como seleccionador da Eslováquia, cargo que desempenhou entre 2008 e 2012. Portanto as "más línguas" têm aqui material de sobra para alegar que o pai não se esqueceu do seu júnior quando escalonou os 23 jogadores que levaria à África do Sul. O pai Vladimir tem actualmente 51 anos, e fez a maior parte da sua longa carreira de quase 20 anos no Inter Bratislava, da cidade onde nasceu, tal como mais tarde nasceu igualmente o filho homónimo. Ainda chegou a contar 12 internacionalizações pela Eslováquia depois desta se ter separado da Rep. Checa, e terminaria a carreira em 2000 no Artmedia Petrzalka, onde iniciou também a sua carreira de treinador. Depois de deixar o cargo de seleccionador em 2012 foi para o Cazaquistão orientar o Kairat Almaty, onde ficou três anos e venceu por duas vezes a Taça, e a partir de Agosto assume o cargo de técnico principal da selecção da Geórgia. 


Mas o futebol corre veias da família Weiss, e aqui vemos o avô do pequeno Vladimir e pai do Vladimir pai (?), que se chama, adivinhem? Vladimir! Ou eles gostam muito desse nome ou não estão para se aborrecer muito em escolher outro para dar aos filhos. Seja como for, este Vladimir Weiss, que assim fica sendo o "protótipo" não nasceu em Bratislava - pasme-se - mas essa é uma das poucas diferenças em relação ao filho e ao neto. Jogou toda a carreira no Inter de Bratislava, representou a selecção da Checoslováquia, e nesse particular fez ainda melhor que os seus descendentes, pois a medalha que o vemos a ostentar orgulhosamente ao peito (não podendo dizer "alegremente"...) é a medalha de prata de torneio olímpico de futebol de 1964 realizado em Tóquio, onde a Checoslováquia perdeu na final com a Hungria por 2-1. O primeiro dos Vladimir Weiss ainda está entre nós, e completa em Setembro 77 anos de idade. Um pai e um avô baboso.


E aqui temos duas partes desta geração tripartida de futebolistas, que são provavelmente um caso único; pode ser que existam três, ou até mais gerações de futebolistas, e de sucesso, e mesmo todos internacionais pelo seu país, mas...todos com o mesmo próprio? Só mesmo os Weiss. Os Vladimires...


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