quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Racismo? Não, obrigado, mas tenho amigos que são...


Ao contrário das infelizes criaturas com aquela velha mania do tuga de dizer que "já sabia" quando não fazia a mínima ideia do que ia acontecer e a juntar a isso não mede o alcance do que está a dizer, neste caso eu posso afirmar com o peito feito: JÁ ESTAVA CARECA DE SABER! Sim, isto foram anos a engordar, engordar, engordar, até ao dia da boda dos sete an­ões, em que foi tudo para a matança e comeu-se à fartazana das tigelas dos preconceitos mais recalcados que...bem, não temos a culpa: "é mesmo assim". Quando fiquei a saber do mais recente êxito do "top-tuga", que de outra forma seria "racismo horrível e intolerável": "Todos os terroristas são islâmicos" - é musical, até - já sabia aberta a porta do curral (caixa de Pandora é muito eloquente) de todos os papões colonialistas e outras febres tropicais. Sei, sei, existe uma salvaguarda a esta máxima, que a torna "aceitável", e até se recomenda: "Nem todos os islâmicos são terroristas", que não é aqui o MAS, porque o "mas" é o aviso, aquilo que queremos deixar claro que pode (e vai) muito bem acontecer: "...MAS todos os terroristas são islâmicos". Ora aí está uma tarte de framboesa, só que em vez de framboesa usaram justiça, e não há aqui qualquer preconceito, MAS o nosso medo agora é o terrorismo, portanto senhores islâmicos nós gostamos muito de vocês, mas fazem favor de ir rebentar lá prá puta que vos pariu, seus animais piores que bichos e deviam era levar todos uma bomba em cima e desaparecer da face da terra. Agradecidos.

Foi o mote para o que aí vinha, uma "comichão no gatilho", prestes a ajustar umas contas e como aperitivo nada como esta "islamofobia" oca  - aposto que toda a gente que debitou este merdume nunca viu ou falou com um muçulmano, ou se calhar falou e não sabe, e se fica a saber começam-lhe a tremer os joelho, incha a bexiga e diz a gaguejar: "eu...eu...não tenho nada contra terro...quer dizer vocês, coisos...uh Alá, Alá!". Felizmente que até estes, ao contrário do que muita gente pensa, engole isto a seco, e com toda a certeza que não vai rebentar e cometer ali o seu martírio - e valia a pena? Esta é aquela mania que desde que nasci e durante o tempo que vivi aí sempre dei conta, e sempre me indispôs, ao ponto de ter ficado por aqui, em Macau, onde apesar das "cópias", estas saem sempre menos nítidas que o original: o tuga é o maior e sabe tudo, e o que ele não sabe não interessa a ninguém - e nesta última parte inclui-se quase tudo o que realmente interessa. Esta mania das grandezas envergonha os tugas mais discretos, que quero acreditar serem ainda a maioria, mesmo que não se manifeste. Quando dei conta deste "nem todos os islâmicos etc.", viriam outros por arrastão, e já agora, será que todos os islâmicos são árabes?


Claro que não, e esta "notícia" deste site, um dos muitos que têm andado por aí nos últimos tempos, e  que faz de juiz, júri e carrasco, todos num só, ajudou à festa. Portanto vamos lá ver, se formularmos a equação que anda mesmo a pedir para ser feita, de que "Nem todos os islâmicos são pretos, mas MUITOS pretos são islâmicos", já não faltará muito para que mais estes se incluam na bitola do "pelo sim, pelo não", aquelas cautelas e caldos de galinha improvisados que gostamos de inventar, que são sempre por um motivo que nunca é aquele que realmente nos preocupa. Aqui foi mais uma vez o medo, e não o medo real, mas aquele empolado pela ignorância e pelo laxismo em não querer saber mais qualquer coisa sobre uma civilização que de tudo o que sabiam era lixo, porque o lixo os atrai. Um documentário sobre os tesouros do Islão, ou os lugares sagrados seria sempre "uma seca", enquanto outros sobre crianças-bomba ou mulheres de burqa era "completamente esclarecedor".  

Cheguei a ver coisas que espero poder guardar aqui para memória futura, não por despeito ou descarga biliar, mas porque sem dúvida merecem figurar no álbum do "homo lusitanus" em tempos de crise. No limite vou ficar a desejar que corra tudo bem com a operação levada a cabo pelo CAP e as outras organizações que têm trabalhado no sentido de receber e acondicionar os refugiados, que Portugal tem recebido e nem sequer a maior parte deles são da Síria, mas se acontece alguma coisa, sei muito bem a quem apontar o dedo. O Holocausto aconteceu graças a indiferenças e ódio s semelhantes a estes, e eu não sei se esta gente saiu toda da mesma sarjeta ou se isto é o sentimento generalizado da população - como vamos ver mais à frente penso que não, felizmente. Agora vamos ver os comentário a esta notícia dos jihadistas portugueses, que de facto teve o azar de mencionar que eram portugueses. Não por pensar que não são, mas apenas porque isso é completamente irrelevante: foram recrutados e treinados na Inglaterra, e em Portugal eram pessoas como outras quaisquer. Ou seriam?


Isto é sintomático, e estava mesmo quase a rebentar, de tanto era o gás acumulado, que já expandia o volume da lata. Maria José Vieira é a MILF deste tipo de comentários. Ela escreve aquilo a sorrir, enquanto espera que os biscoitos de mel fiquem prontos, e quando os meninos perguntam "falta muitooooo?", ela diz "só mais um instantinho que a mamã está aqui a fazer uma coisa importante". E click! já está deixada aquela pertinente hipótese formulada, que é lógico que não terá sido com base na cor da pele dos rapazes - que é isso. É que eles nunca poderiam ser "dos nossos" (uma figura importante nesta conjugação de esterco), porque os portugueses não têm o "gene terrorista" - o Otelo tem mas apanhou na Guiné, pronto. Depois temos a Méli, em representação das bruxas medievais, a agradecer a Deus que os jihadistas tenham morrido, elogiando como "o seu", e pronto, isto levava-me a questionar os critérios de Deus, mas já resolvi o problema da Sua toda-bipolaridade ao distinguir entre "Deus branco" e "Deus terrorista". A seguir temos a Céu Jorge Vieira Ribeiro, uma versão verbal da Constança Moura, que enche ali os jihadistas de chapadonas nazis virtuais, atirando logo um "os portugueses são brancos", e mesmo já nocauteados, ainda lhes pisa com uma série de ódios que considera pertinente deixar claros, e ainda pergunta se "querem mais". Ora, eu...o quê? Bye??? Ó querida agora que eu estava a começar a sentir a fúria ao nível do tecido eréctil, vais-te embora? A gente depois fala. No fim temos dois "dos nossos, pá", um purista e outro trabalhador, camarada, vai para o raio que te parta. O dos "portugueses de gema", que comparado com uma que vem a seguir até não é tão mau (imaginem...), e o José Ventura, que podia ser menos generalista e mais específico. Quer dizer, eu também "fui educado" lá, e não sou uma cavalgadura como ele. E nem é preciso acrescentar "modéstia à parte" - é só um simples auto-atestado de aptidão mental.


Achei que devia destacar este comentário onde se denota uma súbita queda do raciocínio para níveis muitos próximos do zero, derivado de três factores: burrice, confusão, e burrice. Ai já tinha dito? Lá vai mais uma vez então: burrice - agora são quatro factores. Como se pode ver, a Su não está para brincadeiras, pois a juntar à cara de mete-nojo tem ainda o cinto de segurança, e quase se posso apostar, o de castidade também. Agora, aquela definição de portugalidade é um pouco "purista", mas talvez isso se deva a ela ter nascido no Brasil, onde fica Araçatuba, no estado de S. Paulo. Daí que se sinta (em Sintra) "portuguesa" - e não duvido, e temos aqui um belo exemplar da nossa bimba melga - mas "compense" o facto de ter nascido no Brasil com uma longa linhagem lusitana, que vai muito para lá do tempo antes dos pretos existirem. Isso mesmo. Ou isso ou então enganou-se e quis escrever "Alcabideche" e saiu "Araçatuba", o que explicaria muita coisa, mas elevaria o estatuto a um grau de pureza quase óptimo...que até cheira a queijo da serra e bacalhau. Fica eleita a Miss Estado Islâmico do mês de Novembro.

Sim, estas pessoas merecem esta exposição e estes insultos, que não passam disso mesmo, e se por acaso caírem em si e acharem mal, sugiro que leiam primeiro o que escreveram e deixaram para o mundo inteiro ver, e o que pesa nas contas da tolerância, do respeito pela diferença, e nem é preciso muitas mariquices - basta os valores que detêm-nos de andar à facada e aos tiros na primeira pessoa que encontramos. Ia dizer "diferente de nós", mas nem os irmãos gémeos são 100% idênticos portanto isso seria impossível. Mas ontem tivemos mais um teste de fogo a todos estes recalcamentos, com a notícia da nomeação do novo elenco governativo, daquele governo 2+3+4=1, liderado pelo Rogan Josh. Ooops, é melhor não dizer isso do senhor, senão ainda vem aí muamba de galinha e...

Ah bolas, e vem mesmo a calhar. Francisca Van Dunem, nova ministra da justiça, de origem angolana, e o apelido remete-nos para outras coisas que não o que acabaria por ser o foco da atenção desta notícia: o facto de ser e primeira preta a chegar a ministra em Portugal. Eu digo "preta" e não "mulher negra", como vem no título da notícia, e por duas razões: economia e evidência. Uso "preto" e "preta" para homem e mulher daquela cor, "negra" e "negro" respectivamente para o presunto "Pata negra" e para o futuro (desculpem, sou português). Agora, vejam o que aconteceu:


O que é que tem a cor da pele da senhora? A cor da pele tem alguma importância? Não entendem? Infeliz? Ra...olha aquele badameco a puxar a carta do...do...já lá vamos. A cor da pele da senhora tem importância, e por isso consta daquele cabeçalho - mesmo que não esteja lá a palavra "pele". Sei o que deve sentir o tipo que o escreveu, pois já devia estar à espera de uma coisa destas, num país de falsos púdicos. Para mim o título quer dizer a mesma coisa que isto:


Estão a ver? Fui buscar um outro do SAPO e tudo que é para verem que este site assinala este tipo de efemérides. De facto Jorge Jesus, aquele tipo na imagem, foi o primeiro (antes dele não houve nenhum) treinador (profissão) português (nacionalidade) bicampeão (campeão dois anos consecutivos) por aquela merda. Bom, agora, a isto chama-se FACTO, que é o mesmo a outra notícia, e se a cor da pele interessa, penso que não, porque por "preta" ou "negra" não entendo que tenha a pele dessa cor, mas antes num tom castanho, próprio das pessoas africanas ou dessa origem e/ou ascendência, e que pode variar de tom, e implica vir equipado de outras características físicas inerentes à sua origem e hereditariedade. Como estamos a falar de pessoas e não de latas de tinta, "preta" aqui é no sentido de "contrário de branca". Eu sendo "branco", também não sou albino, nem um fantasma. Se quiserem fazemos assim: homem/mulher de chocolate para pretos; leitão/leitoa para brancos. E os tons podem variar, no primeiro caso, conforme a quantidade de cacau e leite, e no segundo do grau de assadura (eu confesso que estou ainda cru). Fica uma referência prazenteira, dentro do que se pode considerar gastronomicamente correcto.


No fundo, não são mais do que os resquícios de um....AHHHH!!! O QUE É AQUILO? ENGANEI-ME, FUJAM TODOS! É O KU KLUX KLAN! Ah, porra, que susto. É um tal Jorge Gaspar, que diga-se de passagem fica ali um bocado como que a fazer de "twist" irónico. E vejam só que para ali vai, que parece o mercado municipal. O Carlos Manuel Trindade fala ali de "mais uma oportunidade"...para quê? Se era isso já foi perdida. Mas entre os bombeiros deste incêndio que eles próprios atearam falta ali qualquer coisa, mas o quê? Hmmm...


Aí está ele, o corpo de baile do SOS Racismo! Nota-se pelo treino, pela técnica, pela montanha-russa que vai até ao topo do preconceito e depois desce a pique para ir subindo outra vez e assim há racismo para todos e os tipos têm qualquer coisa com que se entreter. Temos ali Elisa Reis, representante da máxima "somos todos iguais e daltónicos": "Cor? Eu não vejo nada! Até pensava que tinham posto ali a minha fotografia!". A Nany Pinto, que decorou um pensamento profundo, mas esqueceu-se como terminava - já agora alguém sabe o que é um "monte de brancos"? Se a resposta é "chiça", isso é o quê? Só conheço aquela: o que é preto-e-branco-preto-e-branco-preto-e-branco? Uma freira a cair das escadas! Oh oh oh. Ia usar "um gato persa na máquina da roupa", mas depois vinham aí os tipos dos Direitos dos Animais, e como ninguém quer saber das freiras para nada, assim fica. Depois o Antonio Calunda - magó, batcha gonga? (toque inter-cultural parvo e desnecessário) é um filósofo, que o SOS Racismo tem lá na prateleira de "profissões normalmente desempenhadas por brancos" (têm também lá um coro dos Pequenos Cantores de Viena muito jeitoso, que trouxeram do Chade), e finalmente o "ariete para derrubar preconceitos", usando para isso o ás de espadas da tolerância que deixa toda a gente em igualdade no que toca a complexos de culpa: a escravatura. Lembram-se da escravatura? Eu também não. Depois há os que reprovaram, coitados:


Ou então são apenas imbecis; descriminaram assim a senhora, não é, faxavôr de fazer o mesmo com os outros, prrontos. Gostei da raiva com que Joaquim Infante impõe ali ordem na casa, e penso que deviam convidá-lo para fazer a próxima tomada de posse do governo da R.P. China, onde nos relatará o "ministro dos transportes chinês, o 16º chinês a ocupar esta pasta...entre um total de 16...". Enquanto andava tudo por ali a discutir o sexo dos anjos, eis que deparo com um anjo, uh, sexy? Pode ser:


Ah! Linda, linda, chuac! Em três palavras, sendo uma delas o artigo "É" (suponho que seja, visto que falta também o acento em Fátima), esta bomboca diz mais do que aquela conversa da treta toda. Não fui ver quem era, mas penso que aqui a Fati é angolana, e sente-se orgulhosa que uma patrícia sua, mesmo tendo outra nacionalidade, tenha chega a ministra de uma pasta onde exerceu durante 30 anos a carreira de magistrada. E ensina-nos assim uma grande lição. 

Quase ninguém se lembrou de mencionar o facto de Francisca Van Dunen pertencer a uma das famílias da elite angolana, próxima de Eduardo dos Santos, mas não deixou de haver um comentário a fazer referência a um eventual branqueamento de crimes económicos envolvendo personalidades do estado angolano e português, mas isso ficou relegado para segundo plano graças ao "racismo".


E já hoje o Correio da Manhã esteve no centro das críticas por causa desta capa. Concordo, quer dizer, isto mal chega a ser informação. Já sabemos que no Governo são todos cegos e ciganos, mas qual deles ele chamou? Sinceramente, se eu fosse "cidadão de etnia roma", nome pc dos ciganos (não caberia naquele título) ficaria ofendido se me envolvessem neste gangue. Quanto à senhora, bom, cega ou invisual, a ver bem há uma diferença. Como não vê, não faz mal.

 A razão porque eu não acredito no "racismo" quando fala de pessoas, é porque me lembra um tipo que vai comprar um cavalo, olha aos dentes de um Garrano e de um Puro Sangue Lusitano e acaba por levar o último. Assim o Garrano...


Pois. E nas pessoas pode ser usado de outras formas, mas nunca é no sentido de ver os dentes, ou mexer o crânio, ou fazê-lo pular de galho em galho, ou correr numa roda de "hamster". E como é possível? Nunca hesitei em aproximar-me de alguém que me parecia "diferente"? Sim, se tivesse um ar marginal, evitaria, mas desses penso que conheci mais brancos como eu do que outra coisa. Permitam-me contar-vos uma história, que vou passar para a segunda parte deste artigo.

CONTINUA

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