domingo, 24 de maio de 2015

- "Eurovisão!" - "Bais adonde?!"



Måns Zelmerlöw. Sim, já sei: "santinho", não é? Bem, na verdade estes nomes com bolas em cima dos "a" e pintas em cima dos "o" são indicativos que andam por aí "vikings", neste caso da estirpe sueca. Yep, é que caso não se tenham apercebido, ontem tivemos Festival da Eurovisão, certame que outrora detinha famílias inteiras em frente ao televisor, mas que hoje merece no máximo uma espreitadela no smartphone durante cinco minutos, "para ver quem ganhou". Ou nem isso, porque quando a Rússia não ganha fica em 2º lugar e é provável que vença um país nórdico. Porquê? Os primeiros recebem a pontuação máxima dos seus vizinhos, que são mais que as mães, e de"países nórdicos" também há sua conta, e ainda por cima estes organizam-se, escolhem a que consideram ser "melhor" de entre eles, e votam todos nela. Para comprovar aquilo que acabei de dizer, ontem a Suécia foi a vencedora o tal Manos Zémerdoso (o nome lá em cima, ou que é) recebendo os 12 pontos de Dinamarca, Finlândia, Noruega e Islândia. Pimba! A Rússia ficou logo atrás, isso mesmo, e com pontuação máxima da ArmindaArménia, BelamerdaBielorrússia, EstorvaEstónia e do BerbigãoAzerbeijão. Geórgia, Letónia e Lituânia destoaram da "disciplina", e se os georgianos ainda lhes deram 5 pontos e os letões 10, os lituanos não deram qualquer ponto à mãe! (Mãe Rússia, entenda-se). Por acaso até gostei mais da canção da Rússia, e até daquela paneleirice da Itália que ficou em terceiro lugar. Ah, sim, Portugal não passou da semi-final, e só seria notícia se tivesse passado. Ou nem isso.



And now for something completely different...and stupid. Neste vídeo podemos ver a canção concorrente da...Austrália. Isso mesmo, vinda direitinha no inter-europa, com paragens em Roma, Atenas, Teerão, Pequim e Jacarta, com saída de Melbourne - uma viagenzita, portanto, que mal dá para pregar o olho. E não estou a fazer nenhuma confusão entre o país dos cangurus e a ÁUSTRIA, que foi onde a edição deste ano (a nº 60) se realizou. Acontece que o canal público de televisão australiano (seja lá ele qual for) aderiu à União das Emissoras Europeias (EBU, na sua sigla em inglês) que organiza o Festival, e como membro tem o direito de participar. E pronto. Na estreia obteve um excelente 5º lugar atrás da Bélgica, o que só pode ser entendido como uma manifestação de "simpatia" por um estreante tão...exótico. Já imaginaram o que era se a Austrália vencesse? E depois estes meninos e meninas de 40 países diferentes tinham que ir montar a barraca para cantar do outro lado do mundo? Bem, olha, porque não? Já agora lembram-se por que é que este ano o Festival foi na Áustria? Pois é, porque no ano passado foi este o país vencedor, com uma canção interpretada por uma mulher de barba, uma tal Conchita Wurst, que às vezes é um gajo e outras vezes não. Realmente isto do Festival da Eurovisão é só mesmo para mulheres de barba rija.

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