segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Rap do BA


O Bairro Alto fez 500 anos, e isto foi tema de reportagem no "24 Horas" da RTP. Uau. Quinhentos anos, meio milénio, vejam só. E ainda parece que foi ontem que o outro ficou entalado na porta do castelo, e...esperem lá, estou a confundir as coisas. Bem, estou como os residentes do Bairro Alto, pois os dois únicos que conseguiram entrevistar foi um velho bêbado fadista e uma idosa senil que tentava cantar enquanto se esforçava para manter a placa na boca. Triste, triste. E depois entrevistaram um tal presidente da Associação de Comerciantes do Bairro Alto, e não confundam com os "comerciantes" que aparecem lá à noite; este senhor é mais um dos pobres desgraçados que trabalham ali de dia, a vender fruta e o caraças. O senhor diz que agora é bom recuperar o bairro, e blá blá blá, e ah sim, isso vai ser feito com a colaboração do jornal "A Bola". Está tudo perdido. À noite o Bairro Alto é aquilo que se sabe, é o santuário que todos os meninos marotos procuram, a Meca da masculinidade e da afirmação. Olhem eu até estive lá duas ou três vezes, mais como turista, e não acho aquilo nada de especial. Como Churchill disse uma vez da marinha britânica, "nothing but rum, sodomy and the lash", permitam-me que diga algo sobre o Bairro Alto: "é casas de fados e casos de fodas". Parabéns na mesma, ó Bairro Alto.

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