sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Os blogues dos outros


.... Agora é o ano novo chinês que está quase a chegar. E por toda a China a venda de explosivos começa a aumentar. O que importa é fazer barulho para assustar quem não interessa na nova época. Quando a Lua desaparecer do céu, chegou o ano novo. Faltam 10 dias.

Maria João Belchior, China em Reportagem

Ando siderado com as notícias que dão conta de uma suposta indignação dos dirigentes do Sp. Braga relativamente à arbitragem do passado jogo com o SLB. Parece mentira, apetece dizer! Mais de 32.000 espectadores presentes no estádio da Luz - sendo que 95% eram benfiquistas -, famílias inteiras que se deslocaram à Luz para ver, não um jogo de futebol, mas sim assistir à vitória do Glorioso. E o que faz o Braga? Depois de viajar do Minho, chega à Luz e, sem mostrar qualquer fadiga ou respeito, domina o jogo durante 60% do seu tempo útil! Faz mais remates à baliza! Beneficia de mais cantos e organiza mais ataques perigosos! Ou seja, com o maior descaramento, o Braga pretendia deixar os mais de 30.000 benfiquistas presentes no estádio tristes e deprimidos! Queria ver crianças a chorar e maridos a bater nas mulheres! É inaudito!

VICI, MACA(U)quices

Numa altura em o governo de Sócrates aprovou o ajuste directo para concuros de valor inferior a 5 milhões de euros, é interessante ver este site resultante de uma iniciativa da Associação Nacional para o Software Livre, onde estão expostas todas a compras feitas por ajuste directo por entidades públicas.
http://transparencia-pt.org/
Vejo por exemplo que a Câmara de Almada pagou quase 75.000 euros pelo aluguer de uma árvore de Natal! Ou que a Câmara de Lagoa pagou 5430 euros por 6 cones de sinalização!
Fantástico!


El Comandante, Hotel Macau

Parece que as palavras do Cardeal Patriarca estão a estrilhar por esse país fora, como se fossem algum disparate. Obviamente, não são um disparate. É evidente para qualquer mortal, desde a D. Francelina, que vende hortícolas no mercado de Olhão, até ao tio Joaquim, reformado, que joga cartas para passar o tempo, em Vila Pouca de Aguiar, que casar a filha com um muçulmano acarreta «um monte de sarilhos». E a sabedoria popular é mais «sábia» do que a dos comentadores «politicamente correctos» encartados. Não quero dar o ar da minha experiência sobre o assunto, mas não posso deixar de dar conta de um almoço memorável, em que nos divertimos, na casa de um amigo meu, para o qual fui convidado, tendo avisado que ia com uma das minhas filhas e o respectivo namorado. Quando lá cheguei fui à cozinha e constatei que o prato era Arroz de Farinheira. Disse, então, ao meu amigo: temos aqui um problema, o namorado da minha filha é muçulmano e a farinheira tem carne de porco. O Luís olhou para mim com aquele seu ar de quem resolve todos os problemas do mundo, e respondeu: não há problema nenhum. Explicamos ao «gajo» que o enchido – a farinheira – aqui, em Portugal – país que ele visitava pela primeira vez –, é confeccionado apenas com carne de galinha. E assim aconteceu. O jovem, simpático e divertido, nascido na Holanda, elogiou as virtudes da farinheira e repetiu mais do que uma vez. No fim fez uma concessão envergonhada: bebeu um copo de vinho. Tudo isto se passou num altura em que ele devia respeitar um tal jejum ritual. Mas estas concessões pontuais não anulam as abissais divergências culturais entre um jovem europeu e um jovem muçulmano. Ora, se a base de partida para um casamento é uma profunda divergência, mesmo uma profunda oposição, entre usos, costumes, culturas, crenças e convicções, é do senso comum que tal casamento só pode ser «um monte de sarilhos». O resto é conversa fiada ou palermice dos «bem pensantes».

Tomás Vasques, Hoje Há Conquilhas, Amanhã Não Sabemos

Gosto de estar de acordo com o Vaticano, não vá o Diabo tecê-las e a fogueira abrir-se para a eternidade, e por isso aqui vai o meu bem-haja a Sua Eminência acrescentando àquilo que ele professou na sua lúcida mensagem que, se for um namorico ou uma queca, ainda vai que não vai, mas casar de papel passado com um infiel, só pode trazer sarilhos e infidelidade, isto é, um par de chifres montado num harém. E isto já para não falar naquele montão de virgens eternas que esperam por quem se faça estoirar em nome de Deus.

LNT, A Barbearia do Senhor Luís

A Igreja continua a dar tiros no pé a um ritmo assustador.
Os discursos do Papa, por altura do Natal, e agora do nosso Cardeal são de uma estupidez atroz perante a realidade actual. Eu já nem me indigno com isto, apenas estou indiferente ao que esta gente diz.


Francis, O Dono da Loja

Ninguém parece saber muito bem qual é a utilidade do banco público de células do cordão umbilical. Trata-se de um projecto de prestígio para o SNS que tem poucas hipóteses de ser correctamente rentabilizado. Entretanto, nos hospitais faltam camas para pessoas com doenças respiratórias.

João Miranda, Blasfémias

Antes de mais uma nota para a imagem de MFL, é uma questão se cindáriua mas se Manuela Ferreira Leite se apresentou com um novo visual é porque isso é importante. Ferreira Leite está a fazer um grande esforço para se apresentar mais jovem do que é e desta vez recorreu a uma "tonelada" de cremes, a retoques no penteado e a uma mudança de cor do cabelo, aparecendo mais loura do que o costume. Mas o maior desastre estético de Manuela Ferreira Leite foi ter escolhido um casaco roxo para combinar com o cenário da mesma cor e tom. Enfim, temos uma candidata a primeiro-ministro que quando trata da sua imagem tenta combinar com um cenário de televisão.

Jumento, O Jumento

O roubo no preço de venda de combustíveis em Portugal é uma constante sempre a piorar. A Galp e a Repsol tinham aumentado o preço. Hoje, a BP para confirmar a cartelização seguiu o mesmo caminho aumentando 3 cêntimos na gasolina de 95 octanas e 2 cêntimos no gasóleo. O descaramento da BP está na justificação do aumento. Diz a petrolífera que se deve, imaginem, "ao conflito na Faixa de Gaza" e "ao corte de gás na Rússia". É preciso descaramento... Ouve-se um grito: "Ó Pinho, demite-te!!!"

João Severino, Pau Para Toda a Obra

Cinco empresários bem situados na vida e na sociedade da Grande Lisboa. Com idades entre 32 e 36 anos. Bem calçados de BMW e Audi. Frequentadores de bons restaurantes, boas lojas e melhores discotecas. Pais respeitados ao levarem os filhos às escolas. Nos cafés dos seus bairros só "bom dia, senhor doutor" ou "boa tarde, senhor engenheiro". Os cinco "bons rapazes" nas horas livres reúnem-se secretamente, estudam ao pormenor os mapas das localidades onde se situam delegações de bancos e as informações recolhidas sobre os dias de muito dinheiro em caixa. Bem armados e perfeitamente disfarçados de cabeleiras e barbas, os cinco amigos, membros da elite social, realizam 15 assaltos nos locais mais díspares, todos com a recolha de quantias avultadas. Não, não é um novo filme policial, porque ao fim de quatro anos de grande sucesso criminal, os cinco empresários foram visitados à mesma hora pelos inspectores da Polícia Judiciária. A investigação confirmou que se tratava do bando mais organizado e mais rentável que assaltava bancos à mão armada em Portugal. Já estão presos.

João Severino, Risco Contínuo

[A escultura checa] Começou ontem. Hoje põe-nos a falar sobre a Europa mais do que os políticos conseguem. Porque é provocativa - sem provocação nunca teria havido "o" Urinol - ao ponto de fazer percepcionar como "ofensa" (também, há países muito mariquinhas) o confronto com estereótipos. Exagerados, claro, porque são estereótipos x 27. Porque para serem ultrapassados têm primeiro que ser encarados. E para ser encarados e ultrapassados têm que incomodar. Porque só para além dos estereótipos a preconceitos tem lugar o verdadeiro conhecimento, povo a povo, cultura a cultura. X 27. E de preferência com um bocadinho mais de sentido de humor.

João Moreira de Sá, Arcebispo de Cantuária

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