domingo, 20 de novembro de 2016

Sim, deixem-nos falar!

Ah, o PNR...quanto mais me ameaçam, mais gosto de falar deles. E nem é "falar mal", digam lá eles o que disserem, mas apenas a falar do que toda a gente que não esteja para ali inclinada consegue ver. Toda a gente menos 0,5% de 44,14% do eleitorado português. Qualquer coisa como 27 mil e tal pessoas, que não chegariam para o encher o Estádio AXA, de Braga. O jornal "i" fez capa com o líder do PNR, José Pinto-Coelho, e justificou-se com "o momento", dizendo que "seria uma irresponsabilidade não falar da extrema-direita nesta altura". Muito bem, e precisou de se justificar porquê? Aparentemente houve quem achasse "mal" dar publicidade ao tal partido, que das pessoas que dele só sabem uma coisa, sabem que é de extrema-direita. E têm razão, é mesmo, e nos dias que correm pode ser perigoso ignorar aquilo que para muitos se pode afigurar como "solução". Já disse aqui muitas vezes que as pessoas que vêem nesta ideologia uma alternativa são normalmente aquelas que não estão contentes com a SUA vida. Não estão pensar politica ou democraticamente, mas apenas em si, e claro, se no seu "habitat" natural existirem "espécies não-nativas", a tendência é para rejeitá-las, e culpar quem as introduziu naquele ecossistema, e aos seus "cúmplices" - toda a gente que tem meios para contratar uma empregada ucraniana para lhe passar a roupa e ir buscar os miúdos à escola, basicamente. Claro que em tempos de maior crise há mais gente insatisfeita, e se pior fica quando vê que outros se vão desenrascando, dá-lhes um vaipe quando outros que vieram de lugares onde não tinham onde cair mortos andam por ali todos felizes da vida, indiferentes ao sofrimento da pobre criatura - "não é justo!". Pois.

Também não é menos verdade que tenho aqui dito que o tratamento que os media dão ao PNR não é  o mais correcto, e não me refiro ao tempo de antena que lhes é facultado, atenção, pois aqui falo do tratamento no sentido literário do termo. Sempre que um dos elementos do partido vai à televisão, é praticamente interrogado por causa daquilo que representa, e entre esclarecimentos nada esclarecidos e ainda menos esclarecedores, acabam por não dizer coisa nenhuma quanto àquilo que pensam fazer no âmbito daquilo que afirmam ser: um partido político. E são, sem dúvida, mesmo que em termos de constitucionalidade isso levante algumas dúvidas, como vamos ver mais à frente, mas se concorrem a eleições onde são mais um quadrado no boletim de voto, deixem-nos falar! Quem estiver preocupado com o crescimento do seu eleitorado, ou até uma eventual "ascensão", que a este ritmo seria daqui  a 136 anos, vai ver que é muito mais eficaz deixá-los falar do que ignorá-los, ou não os deixar falar. Esta semana tiveram a atenção que desejam, e mais uma vez pelos mesmos motivos de sempre.

Resumindo os acontecimentos de Domingo último, de que falei neste artigo do dia seguinte. Algumas associações de imigrantes convocaram uma manifestação em Lisboa, onde pretendiam chamar a atenção para os problemas com que se debatem, e que no fundo são os mesmos de muitos que optam ir viver para um país estrangeiro, e não falo daqueles que são requisitados por alguma multinacional, bem pagos, e a quem nem se levanta a questão da integração nesse país, pois para isso estão-se nas tintas e só lá estão porque lhes pagam para estar. Falo de imigrantes, gente que se calhar até estaria mais feliz se no seu país de origem lhes fossem facultados meios para fazer pela vida, enfim, uns fazem a trouxa e desandam, outros ficam a reclamar e votam nos "pê-ene-erres" lá do sítio. Os de Portugal acham que isto tudo são tretas, e toca a juntar a (pouca) tropa e ir abandalhar a cena dos "imigras" - foi um "protesto", segundo José Pinto-Coelho, e por isto entende-se o quê, exactamente? Que é "mentira", ou "mau"? O quê, afinal? Já lá vamos. Primeiro falemos do incidente que envolveu o vice-presidente do partido, João Pais do Amaral, que seria detido pelas autoridades e que mais tarde o soltaram, a tempo de explicar o que se passou. Bem, explicar é como quem diz. Falou, pronto. Vamos ver o que disse: 



Pois é, foi detido, levado para a esquadra, e agora "não faz a mínima ideia do que vai acontecer". Esteve lá, possivelmente por algum motivo especial que não o de estar sentado tranquilamente no jardim a escutar o canto dos passarinhos, e com um sorriso de orelha a orelha dado graças por mais um lindo dia. Nem é um cigano que vinha na rua a enrolar uma ganza. "Não sabe" mais nada, a não ser que a polícia foi "sinque estrélas", e que isto não tinha acontecido "se a imprensa não boicotasse constantemente o PNR", e por isso "por vezes é preciso esticar a corda" - ou romper, se for um cordão. Isso do "boicote" vamos ver mais à frente, mas agora vamos saber então porque é que este cidadão, ainda atordoado com o "inesperado" que lhe foi acontecer nesse dia, "não fez", ou "apenas fez":


Pois é, lá simples ela foi, a detenção, e nem podia ser de outra forma. O senhor "apenas" se colocou em frente a à manifestação dos imigrantes com uma bandeira, depois da polícia lhe ter dado ordem para não o fazer - "mais nada". Só. Nem cabe na cabeça de ninguém, sinceramente, então agora um cidadão nem pode andar na rua segurando uma bandeira, que é logo preso?! Isto está mesmo entregue à bicharada. E sim, é provável que os apoiantes desta maravilhosa iniciativa recorram a este tipo de areia para tentar atirar para os olhos dos menos atentos: "O homem foi detido por estar a segurar uma bandeira do seu partido, pá! É um herói, e só não é um autêntico Hasan de Uluabat porque esse era um islâmico nojento, pá! Ao ponto que a censura chegou!". E claro que no caso de virem aqui parar, vão-me acusar de atribuir-lhes declarações que não fizeram - e eu lá lhes atribuiria alguma coisa, com que carga de água. É "só" a força do hábito, sabem? Detecta-se facilmente aquela predisposição para falar de tudo menos do essencial. Qual é o substantivo que se pode usar em vez de "(fiz) depois da polícia me ter dado ordem para não o fazer"?



Desobediência, "mais nada". E é crime, "apenas". E não me venham com coisas, que não fui eu que redigi o Código Penal, nem decido o que é crime e o que não é, limito-me a cumprir, e fica mais fácil se não me colocar numa posição em que seja necessário que as autoridades me recordem do que não devo fazer. Não tenho nada contra o sr. vice-presidente do PNR, mas tenho a certeza que ele não ia gostar nada do que aqui está, e é possível que me acusasse de "deturpar" alguma coisa. O Código Penal, ou quem sabe as imagens onde ele próprio afirma aquilo que estou aqui a comentar? O primeiro, mais uma vez, não é da minha autoria, e nas imagens não o vejo a piscar o olho, ou com ar de quem está a ser sarcástico quando diz que "não sabe o que vai acontecer", ou que "apenas" fez o que fez. Mesmo que eu queira ser simpático, o melhor que posso fazer é dizer que ele cometeu um crime sem ter consciência disso, o que é mau na mesma! Vamos lá ver, o PNR é um partido político, quer ser levado a sério, e para o efeito concorre em pé de igualdade com as restantes forças políticas a a um lugar na Assembleia da República, cujos deputados são escolhidos pelo eleitorado. E o que é a AR? Uma siderurgia para onde só devem ir os valentes que assobiam enquanto derretem o aço? Um aposento de forcados amadores onde não cabe quem tem medo de pegar uma besta pelas unhas? Não! É o órgão LEGISLATIVO da nação! Convém ter umas luzes sobre o que é e não é um crime, digo eu, e lá estou outra vez a ser simpático. Ai, tá bem, mas "as pessoas estão cansadas das elites políticas", é isso? Talvez se tenham esquecido de uma coisa que eu já disse, mas pronto, foi há sete linhas atrás e se calhar vocês têm mais em que pensar: O PNR é um partido político!


É um partido político, certo, e que precisa de fazer barulho "para poder passar a sua mensagem". E porque é que não passa? "Há boicote", e neste vídeo ficamos a saber de quem, e os seus nomes, e o que disseram, sei lá, só faltava acabar com "BUSCA! MATA!". E ainda por cima começa mal, essa mensagem, a chamar de "crime" ao que não é crime. Quem chama de "criminoso" a alguém porque não simpatiza com ele ou com a suas posições é um bocado...sei lá, fascista? Não sei, deve ser aquele tal do "desprezo pelo politicamente correcto", de que alguns se orgulham e ostentam como uma doninha em estado decomposição enrolada à volta do pescoço, e quando o cheiro faz com que as pessoas se afastam é porque são "ingénuas". Mas afinal sabem o que é um "crime"? DESOBEDIÊNCIA, POR EXEMPLO!  E outros que para o PNR não são crimes, como o discurso de ódio, a descriminação com base na etnia e confissão religiosa, olha, e que tal tentativa de invasão de domicílio, como aconteceu no mesmo dia da manifestação dos imigrantes, quando cerca de 20 elementos do PNR foram até à sede do Partido "Livre" para segundo eles "participar num debate" cujo tema era "como impedir o Trumpismo", e foram acusados de...


...tentar invadir a sede do "Livre". Confesso que nunca tinha ouvido falar deste partido, e se agora sei da sua existência, se calhar devo-o aos prestáveis militantes do PNR e a sua estratégia de "esticar a corda". Mas pronto, dizem que é "mentira", e que o presidente desse partido é um "aprendiz de Trotsky", a quem repudia a sua "pequenez mesquinha". E a partir daqui falemos deste problema de comunicação do PNR, que tem a ver com a sua "honestidade" - e não, aqui não se trata de uma qualidade, antes pelo contrário. Se forem ler aqui a notícia completa com a justificação de José Pinto-Coelho, é notório que qualquer coisa não está bem. Primeiro queriam "participar do debate", porque  o partido "tem uma posição de VERDADEIRO debate" - e aqui estou a citar. Ora o tema era "como combater o Trumpismo", e isto "interessa-lhes", pois "são a favor do Trumpismo", e queriam "debater". Só que não os deixaram entrar, apesar de eles se terem feito anunciar, e é "mentira" que tentaram entrar à força, pois "não tinham qualquer interesse em invadir a sede" - para quê, se naquela "fantástica sessão estariam 15 pessoas, se tanto?". Era irrelevante, mas queriam "debater" na mesma, pronto, mas "os cobardes chamaram a polícia", sim, "cobardes", que não têm tomates para "debater". E lá estou eu outra vez a "deturpar"...as palavras exactas do líder do PNR. O mais incrível é que estes tipos pensam que isto se trata de "má vontade" da minha parte contra eles, quando toda a gente que saiba no mínimo ler e entender o que o que está ali escrito, vai fazer a mesma interpretação que eu. Quem entender de outra forma, bem, acho que tem fortes possibilidades de se inscrever como militante do PNR. Por falar nisso:


Este é o balanço que o vice-presidente do PNR faz da semana que passou, que considera "positiva", nem que seja pelos "milhares de portugueses" que os ficaram a conhecer, e dos quais "dezenas" pediram adesão ao partido. Que o senhor ignore o que constitui ou não um crime, bem, entende-se no contexto global da coisa, mas se acha que "dezenas" é uma parte significante de "milhares", ufa, fazer o quê? E há muitos pontos interessantes a analisar naquela lista, a começar pelo pronunciamento do Governo acerca do protesto do último Domingo. Ena, o Governo tomou nota...


...e espera que não se repita! Não gostou que tivesse feito o que fizeram, e não querem que voltem a fazer! É um aviso! Pronto, pronto, já sei, sou eu que "estou enganado", porque "sou esquerdalha, etc.", e o que o Governo "não quer que se repita" é o comportamento daqueles "criminosos" imigrantes, pá! Claro! Até a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou um voto de protesto...


...só que ao contrário! Quanto mais se tenta saber o que pensa este "partido", mais surreal isto se torna. E as aspas em "partido" não são maldade minha, atenção, aprendi com o PNR! Ele é "jornalistas" que por acaso são isso mesmo, só que sem aspas, a "direitinha", os "humoristas", tudo devidamente colocado entre aspas, excepto quando se trata de os adjectivar de cobardes, marxistas, escória ou outra "simpatia" (vêem?) que lhes é dirigida, mas que só se deve ao facto de não darem voz ao PNR! (Entra música de violino). Eu no lugar destes indivíduos até lhes agradecia o favor, pois se for para "falar do PNR", ou "dar-lhe voz", é só isto que têm a dizer? Diz bem, o João Pais do Amaral, que a luta é entre "os nacionalistas e os outros todos". Para eles toda a gente que constate o mais que óbvio que eles apresentam é "inimigo", e ainda acham isto uma maravilha! Bem, mais números:


E mais desfasamento da realidade, também. Suponho que "por cento" ainda quer dizer "número entre um grupo de cem". Se 28% dos portugueses dizem uma coisa, isso são 28 em cada 100, e não 28 no total. Dando de barato que é isto que aquela afirmação que o próprio João Pais do Amaral partilhou quer dizer, 10 em cada 28 de um grupo de 100 portugueses são 10% dos portugueses...do PNR? Reality check:

Pois é, acho que para encontrar aqueles dez a que a frase se referia, seria preciso fazer aquela pergunta a...200 milhões de portugueses? Interpretando a "marcha imparável" do PNR do ponto de vista de outra pessoa qualquer, trata-se aqui de um partido que não tem expressão por aí além, e só é notícia pelas piores razões. Já um militante do partido viria dizer qualquer coisa como "os 4273748 eleitores que se abstiveram votariam todos no PNR, não fosse pela censura a que a comunicação social o veta!". Er...tá bem, pronto.  Passemos ao último ponto da agenda, onde se fala de um pedido ao Tribunal Constitucional "que se pronuncie". É só isto, o que se lê naquela lista de João Pais do Amaral, e o resto temos nós que imaginar, suponho. Que se pronuncie sobre o quê, afinal? Primeiro vou reproduzir uma afirmação que coloquei no post de segunda-feira:


Esta, de um dos dirigentes do PNR, que garante que o partido "não defende nenhuma ideologia ditatorial" - aquela de "nacionalistas contra os outros todos" é para interpretar no contexto da luta ideológica, portanto, e se os "outros todos" são cobardes, traidores e escória, é porque são mesmo, pronto. Agora, dizer que o Tribunal Constitucional reconheceu o partido, só se for à luz da velha máxima do "quem cala consente":


Exacto, o Tribunal Constitucional nunca se pronunciou sobre a constitucionalidade do PNR, e constatar este facto, como faz o jornal "i", não é bem a mesma coisa que pedir que o façam, ó sr. João Pais do Amaral. E agora levanta-se a seguinte questão: "Se o PNR é tudo aquilo que dizem, como é que pode estar inscrito como partido político?". Ora, todas as perguntas têm uma resposta, a não se que sejam retóricas, mas esta não é: o PNR e a sua ideologia nunca foram submetidos à apreciação do TC, porque tal nunca foi necessário para serem reconhecidos como partido político. O que fizeram foi pegar no extinto Partido Renovador Democrático, ou PRD, o tal que o General Ramalho Eanes criou e que depois de uma votação surpreendente em 85 apresentou uma moção de censura que terminaria na primeira maioria absoluta de Cavaco, desapareceu do mapa...ou será que desapareceu? O actual PNR pagou as multas, refundou o PRD, mudando de nome e de simbologia, e depois é aquilo que se sabe. Isto explica também o "Renovador" no nome do partido, que retirou o "Democrático", substituindo-o pelo "Nacional" - tirem daqui as conclusões que quiserem. Portanto, o PNR NUNCA PRECISOU DO RECONHECIMENTO DO TC! Se precisasse nunca seria reconhecido, exactamente porque a Constituição não o permite:


Pois é, mas o TC analisa a constitucionalidade dos partidos políticos quando estes são fundados, não quando já existiam sobre outro nome e orientação ideológica e política essa sim, reconhecida anteriormente - porque era outra! Mas o que acontecia, por exemplo, se o PNR elegesse um deputado? 


Julgo que nem é necessário referir que das duas uma: ou "portava-se bem", o que implicaria "trair" o eleitorado, recorrendo a uma linguagem que parece ser a única que entendem, ou perdiam o mandato. E depois culpavam "a esquerdalha" por...cumprir a Constituição - e que raio de pancada é essa de chamar "esquerdalha" a pessoas que nem conhecem de lado nenhum?!?! Estão a perceber o porquê de tanto sururu? Não é porque "eles vêem aí" - o MRPP tem o dobro do eleitorado, e nem por isso está iminente a Revolução Cultural do Grande Proletariado, nem nada que se pareça. Eu pessoalmente não tenho nenhum interesse em que acabem com o PNR, e digamos que se calhar "há coisas mais importantes em que pensar". As pessoas que militam, apoiam, simpatizam e todo o resto estão no seu direito de pensar como quiserem, mas neste caso estão erradas. E não é uma opinião minha, é um facto:


Aqui está, pela enésima vez: dizer coisas como "todos os islâmicos são terroristas", ou "querem instaurar a sharia", ou ainda "fora daqui com essa gente" É CRIME! É mesmo, olhem ali o artigo do Código Penal onde se pode ver isso, e que nada tem a ver com "a minha opinião" - é a lei! Sempre que digo a alguém que isto "é um crime", e nas redes sociais fica facílimo de provar, uma vez que está lá escrito, fica registado, e toda a gente consegue ver, não é porque o estou a mandar calar, a chamá-lo de "criminoso", porque "adoro o Islão", ou outra parvoíce qualquer! Também não tem nada a ver com o "politicamente correcto", cujo "desprezo" (como se soubessem o que dizem) mais parece uma moda engraçada, da maneira que anda por aí a ser tratado como uma coisa horrível. Abram os olhos! Pode ser que o outro não saiba o que é crime e o que não é, mas acham mesmo necessário que a polícia vos deite com a cara no chão para que aprendam? E olhem que nem sequer considero alguém que comete um (1) crime um "criminoso", assim como quem muda uma lâmpada também não é um "electricista". Acredito na regeneração, e de que ninguém "quer" ser mau, ou fazer com que os outros sofram, mas de facto há pessoas que teimam em continuar equivocadas, e ir atrás daquilo que parece ser a solução para SI apenas, mas que pode eventualmente ser um problema para todos - e para ele também, lógico. Todos!


E agora para terminar, deixo a pergunta que sei de antemão não vai ter resposta: porque é que alguém deveria ficar assustado, sr. João Pais do Amaral? Não vejo ninguém "assustado", a não ser talvez quem dependa de uma mera avaliação do TC, que a ser rigorosa, pode muito significar o fim dessa festa com que parecem encarar as coisas sérias. Isto tudo que aqui apresento, bem como o resto que tenho dito sobre este "fenómeno", e nem foi muita coisa, prende-se com a minha curiosidade em saber no que consiste aquilo que se apresenta como "alternativa". Resultado? Uma decepção. Só falam do Islão, dos imigrantes, dos imigrantes e do Islão, e depois vira o disco e toca o mesmo, e isto a mim não me diz nada. Os "coitados dos portugueses" de que falam só são mencionados como pretexto para deitar abaixo o Islão e os imigrantes. E depois? Estes vão-se embora e a seguir o que acontece? Vão para casa com a sensação do dever cumprido? Que ideias além da mesma coisa que papagueiam a toda a hora, e só interessa a quem partilha do mesmo negrume? Podem pensar da maneira que quiserem, detestarem tudo e todos, ver inimigos, cobardes, traidores e escória em todo o lado, chamar "crime" ao que não vos agrada, como quem diz que o "penalty" contra o seu clube ou o aumento do passe social da Carris são "um crime", que ainda nos orientamos pelo primado da lei, ou não? O mais lamentável é saber que só através do medo é que podem crescer, e sentirem-se bem com isso. Brrr. Falem, digam coisas, usem da palavra, mas será que é isso mesmo que querem? Ou dá mais jeito fazer o papel de vítima?


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