domingo, 8 de novembro de 2015

A médica e o monstro (e o treinador)


À hora que escrevo estas linhas, é bem possível que José Mourinho já não seja treinador do Chelsea. Os londrinos voltaram a perder esta noite, desta feita no terreno do Stoke City por 0-1, somando assim a quarta derrota nas últimas cinco partidas da Premier League, e sétima em 12 jornadas - tantas como durante a época de 2012/2013 inteira, que valeu à equipa um terceiro lugar - e ocupa um preocupante 16º lugar, com menos de metade dos pontos do trio Manchester City, Arsenal e o surpreendente Leicester, e os dois primeiros ainda vão realizar as suas partidas correspondentes a esta ronda. Mourinho não se terá esquecido "como se faz", e o seu currículo precede-o, mas a não ser que esteja a tentar bater todos os recordes do escalão principal, incluindo os negativos, dificilmente terminará a época em glória. Se não quiser ir embora, Abramovich deverá despedi-lo e pagar-lhe a indemnização, que como se sabe consiste de números proibitivos para as pessoas normais, mas se um oligocrático russo se lembrou de tal coisa, deve ter como pagar - não é preciso ter pena, nem dele nem de Mourinho. No entanto pode até nem ser necessário pagar a Mourinho, pois pode ser que haja mais alguém que o faça, pois há outros clubes interessados nos serviços do treinador português. Além do Manchester United, que não tem gostado do desempenho do técnico holandês Louis Van Gaal, chegando a criticá-lo abertamente, há ainda o AS Monaco, os novos "nouvelle riche" do futebol europeu. Mas eu no lugar do Mourinho teria cuidado com estes últimos, e isto porque...


...quem quer trazer Mourinho para o Mónaco é Alessandro Proto, um italiano meio abichanado e narcisista, que se estiverem recordados, fez birra por não querer Cristiano Ronaldo no seu filme biópico - se calhar gosta de homens mais velhos, o "checca", por isso cuidado, Mourinho. Enquanto não vai embora e o Chelsea se aproxima dos lugares da despromoção, é importante tentar perceber o porquê desta súbita quebra de rendimento da parte do campeão inglês da época passada. Não perderam jogadores-chave, compraram quem quiseram e do melhor que há no mercado neste último defeso, e ninguém acredita que o "special one" tenha chegado ao balneário e instruído os jogadores para começarem a perder: "now-eh, we luze...win too muche...we tired winning now we luzing, so?". Claro que como em todos os clubes onde ocorrem chicotadas psicológicas, os atletas têm uma quota parte da culpa, e isto quando não são os principais responsáveis. Às vezes nem é por maldade, ou por não gostarem do treinador, ou ainda por este ser incompetente, que neste caso já ficou provado não ser a razão dos maus resultados. O problema terá começado logo no primeiro dia, na estreia do Chelsea na edição 2015/2016 da Premier League. Mourinho entrou com o pé esquerdo, e nem foi por culpa do empate a dois golos em Stamford Bridge frente ao Swansea: a culpa foi de UMA MULHER! Não, Mourinho não ficou preso em algum rabo de saia, como aconteceu com Eriksson durante o tempo que foi seleccionador da Inglaterra, nem nada que se pareça. Digamos que este foi mais um exemplo que prova que o futebol não é um lugar para mulheres, ponto. Já sei que isto parece chauvinista, por isso antes de apresentar a tipa que tramou Mourinho, vou fazer uma pequena dissertação para explicar melhor o que pretendo dizer com isto.


Nesta imagem em cima vemos uma "soccer mom", expressão que os americanos usam para descrever as mães de família que ocupam grande parte do seu tempo com as actividades desportivas dos filhos, julgando assim ser um "parente exemplar". Os americanos usam "soccer", o nome que chamam ao nosso futebol, nesta definição, talvez porque os americanos não pescam nada de bola, e dizem que é um "desporto de meninas". Os americanos são parvos. E vejam como aquela "soccer mom" está furiosa com aquele indivíduo vestido de Irmão Metralha, que suponho ser o árbitro, e deduz-se que será por ele ter mostrado um cartão vermelho ao educando da senhora, ou a ela própria, sei lá. As mulheres ficam bravas com coisas que não entendem - como futebol, por exemplo. E não digo isto por desdém, atenção, pois não fica mal a uma mulher não perceber nada de futebol, antes pelo contrário. É uma coisa de homens, uma daquelas ocasi­ões em que revelam o seu lado animalesco. Temos o futebol feminino, esse evento que passa de hilariante a cansativo em menos de cinco minutos, e não sou contra a prática dessa parvoíce, Deus me livre, e quem sou eu para impedir que as pessoas façam figuras tristes a cobro das suas liberdades individuais? Mas se por ficar indiferente quer dizer que apoio, então sim, apoio, desde que não me chateiem, ou obriguem a assistir - têm toda a minha poia. 


O pior é quando lhes dá para falar de futebol, porque aí é que se vê a razão porque as mulheres não entendem nada daquilo. Se há mulheres que percebem de futebol, e até "mais que alguns homens"? Claro que há, e esses homens percebem mais de homens do que essas mulheres.  Se quiserem uma excepção que comprova a regra, têm ali em cima na imagem Corinne Diacre, ex-jogadora internacional francesa que agora é treinadora DA EQUIPA MASCULINA do Clérmont-Ferrand, da segunda liga francesa - tinha que ser em França com uma equipa com um nome mariquinhas, e surpreende-me como é que o Lille também não tem uma mulher como treinador(a). A Corinne vai na segunda época a frequentar um balneário cheio de homens suados e semi-nus, e tem feito "um bom trabalho". Nem quero imaginar o que será se algum dia precisarem de a despedir, e ela desatar a chorar. 


Naturalmente que as mulheres podem, e devem ir aos estádios assistir às partidas de futebol, e até dão um ar mais colorido à coisa - são como as flores numa estufa inteiramente composta por plantas verdes. Não se queixem depois é do ambiente, e de que os homens são "uns brutos" - e são mesmo, sendo o futebol uma expressão da sua boçalidade, não sabiam? Sobretudo deviam abster-se de vibrar com os acontecimentos no rectângulo, e sobretudo abster-se de fazer comentário. Os guinchinhos, os saltinhos e as palminhas ainda se podem explicar pelo facto de serem mulheres, mas os comentários...jesus..."incomodam" é demasiado brando para descrever o sentimento que causam as apreciações que as mulheres fazem aos aspectos técnicos dos jogos, que são sempre entre "os nossos" e "os outros". É deprimente conversar sobre futebol com alguém que ignora por completo os nomes dos jogadores, das equipas, dos treinadores, desconhece a tabela da classificação, e o pior de tudo: grita para o relvado como se estivessem a dar a fórmula da vitória, e que se ouvirem o que ela diz, ganham a partida. Aqui as mulheres comportam-se da mesma forma que em casa com o marido, e assim como em casa, deixam-na a falar à vontade mas ninguém lhe dá ouvidos. Os homens gritam e chamam nomes feios ao árbitro num exercício de catarse, e as mulheres ingenuamente estragam tudo quando berram coisas como "vai, vai", ou "chuta!", ou quando é assinalado um fora de jogo e chamam de "ladrão" ao árbitro, porque "o nosso (lá está...) ia sozinho para a baliza". Outra vez, não me levem a mal, pois isto trata-se de uma atitude democrática da minha parte - a maioria das mulheres queixam-se da importância que os homens e os media dão ao futebol. Posto isto e esclarecimentos feitos, vamos então saber quem foi a Dalila desse Sansão do "management" que é José Mourinho.

Eva Carneiro? Eva? Permitam-me que emende a referência bíblica do parágrafo anterior: quem foi a Eva que levou esse Adão, não o "first one", mas o "special one" dos técnicos da Premier League que é José Mourinho a cometer o pecado original de somar fracasso atrás de fracasso? (Não ficou tão bem, confesso). Bom, isto parece complicado, e se alguém que ainda não sabe da história estiver agora a pensar que houve aqui desencontros de alcofa, saiba que não só está enganado, como é exactamente esse o problema. Ah sim, e você é um porco machista e devia ter vergonha - ia-me esquecendo desse detalhe. O que aconteceu conta-se em poucas palavras: na primeira jornada da Premier League corrente, o Chelsea recebeu em Stamford Bridge o Swansea City, jogo que terminaria empatado a dois golos, e marcaria o início do fim da era Mourinho nos "blues" de Londres. Ao intervalo o Chelsea vencia por 2-1, mas no segundo tempo a sorte virou-se contra a equipa da casa, quando aos 52 minutos o guardião belga Thibaut Courtois derruba o avançado da equipa Bafetimbi Gomis quando este ia isolado para a sua baliza. O árbitro assinalou a grande penalidade e expulsou Courtois, obrigando Mourinho a tirar o avançado brasileiro Oscar para dar lugar ao guardião suplente Asmir Begovic. Este não conseguiu segurar o remate de Gomis, e estava feito o empate, com mais de meia-hora para jogar e o Chelsea reduzido a dez unidades. Do banco Mourinho sofria a bom sofrer, pois o Swansea dominava e dispunha das melhores oportunidades. Consciente da vulnerabilidade da sua equipa, o treinador português sentia-se conformado com o eventual empate, e só esperava que o apito final chegasse o mais depressa possível. 


Foi já perto do minuto 90 que se deu o insólito: Hazard choca com um adversário e fica deitado no relvado, e a médica do Chelsea entra nas quatro linhas acompanhada do enfermeiro para assistir o jogador belga. O jogo ia entrar no período de descontos, o Swansea tinha a posse de bola e conduzia uma jogada de ataque, e Mourinho tinha apenas oito jogadores de campo, com Hazard a ser assistido fora do rectângulo de jogo. No fim da partida Mourinho vociferou contra a equipa médica, acusando-os de colocar a equipa numa situação que lhes podia ter valido uma derrota, e acrescentou que "não entendem as regras do jogo", pois nunca deviam ter entrado sem comunicar essa intenção a ele, o treinador. Isto foi o que toda a gente sabe e toda gente ouviu, mas há ainda o que não se ouviu, e que pode ou não ter sido dito, e ainda o que foi dito, mas não necessariamente dirigido a alguém. Vamos ver: 


Este é o momento em que Mourinho dá conta da situação melindrosa em que a equipa ficou após Hazard ter ficado fora do terreno de jogo a ser assistido, e ouve-se perfeitamente o técnico dizer em voz alta "filha da puta", acrescentando, e aí já para os seus botões, "vai para o caralho, pá". É isto, e que me desculpem as pessoas mais sensíveis, mas é assim, ó frutinhas: são os factos. A seguir vê-se uma troca de palavras entre Mourinho e Eva Carneiro, inaudível nas imagens, mas a médica não parece ficar perturbada com o ralhete - Mourinho "explodiu" naquele momento, e já menos agitado repreendeu Eva Carneiro. A médica parece ter ficado mais incomodada, isso sim, com a as palavras de Mourinho à imprensa, e posto isto demitiu-se, e não contente com isso, foi abrir a caixa de Pandora, e acusou Mourinho de a "insultar", infringindo assim o regulamento da FA que proíbe "palavras e/ou gestos obscenos", e agora o surrealismo, o circo, a palhaçada, o esterco: acusou-o de "descriminação com base no género", ou seja, tratou-a mal por ela ser uma mulher! É complicado entender isto, pois se Mourinho trabalhou durante mais de um ano com Eva Carneiro, e nunca tiveram problemas, talvez o treinador português seja curto de vista, ou mesmo seriamente míope, No entanto venceu o campeonato, e este ano em que finalmente "abriu os olhos" e resolveu "oprimir a frágil criatura", as coisas não têm corrido nada bem. E parece que em matéria de ressabiamento, Eva Carneiro tem para dar e vender. Porquê?


Esta foi a mensagem deixada no dia seguinte aos acontecimentos de 8 de Agosto na sua página do Facebook, onde Eva Carneiro agradece "o apoio do público em geral". Apoio do quê? Porquê? Vamos recapitular: Mourinho, que como toda a gente sabe tem tiradas infelizes mas não sendo esta tão infeliz quanto a pintam, teve um momento "à Mourinho", e agrediu verbalmente a médica no Chelsea, mas não como ela alega ele ter feito. Vimos o vídeo, e é óbvio que quando Mourinho diz "filha da puta", não está a dirigir-se a Eva Carneiro, pelo menos da forma como se entende chamar alguém de "filha da puta" - foi um desabafo, como certamente terá feito outros semelhantes no passado, mas desta vez com o azar de ter partido uma "jarra". Ninguém a despediu, foi chamada pelo Chelsea para regressar ao trabalho depois de já ter faltado no primeiro dia após o incidente, e recusou-se a fazê-lo, culpando José Mourinho de, vejam bem isto, "atitude sexista e discrimanatória". Agora digo eu: "puta que pariu". Como não tenho qualquer envolvimento no caso, e não estou sujeito às directivas da FA, nada me vai acontecer, mas caso estivesse, analisariam este "puta que pariu" da mesma forma que fizeram com as palavras de Mourinho: recorrendo a um especialista em "portuguese linguistics". Epá, e se fossem antes mamar na quinta? Ah ah! Lá estou eu outra vez! E foram ainda mais longe, ao "entrevistarem falantes de português, observando a sua reacção ao ouvir a frase 'filha da puta'". Esta é demais; foram juntar uns tugas e uns brazucas e atiraram-lhes como um "feel-ah day poo-tah"? Isto é que é profissionalismo por parte dos bifes da FA. Eu disse profissionalismo? Desculpem, queria dizer idiotice. Seja como for, parece que ainda resta um pouco de bom senso, e Mourinho foi ilibado da acusação de "conduta imprópria" pela FA, mas foi aí que...


...surgiu a bruxa má. Eu sei, podia ter arranjado uma imagem mais abonatória para a aparência da senhora, mas em minha defesa deixem-me que vos diga que esta está "dentro da média". Adiante. Esta pessoa é Heather Rabbatts, advogada, política com uma longa e respeitável, tendo sido eleita a mais jovem "deputy chief" de um burgo em Inglaterra, é membro de vários comités, grupos, conselhos, etc. etc. e ainda a única mulher membro da direcção da FA, cargo que se demitiu depois da reeleição de Joseph Blatter para a presidência da FIFA no último Verão. Uma mulher "com tomates", dirão alguns, mas apesar de ter um vasto currículo no combate à discriminação e segregação com base na origem, género, nacionalidade, altura, tamanho da penca, cor dos calções e tudo mais que dê para ir pedinchar subsídios e doações, peca por isso mesmo: onde não há casos que possam atrair a atenção da opinião pública e dos media, inventam-se! E foi assim com este caso, pois após Mourinho ter sido considerado inocente de cometer um acto de discriminação contra Eva Carneiro, Rabbats veio abertamente criticar essa decisão, e nunca seria de esperar outra coisa. Esta senhora fez um pé-de-vento quando a FA nomeou um simples grupo para trabalhar na imagem da selecção de Inglaterra (uniformes, campanhas publicitárias, etc.) por consistir na totalidade de "homens, e brancos". Para a calarem foi preciso convidarem Rio Ferdinand, ex-defesa do Manchester United e da Inglaterra para fazer parte do grupo - e provavelmente tiveram que lhe pagar, e bem, pois se calhar o tipo até tinha mais que fazer. Esta senhora criou um sistema de delação, que encorajava adeptos a denunciar outros que fizessem comentários discriminatórios, premiando os clubes que castigassem esses adeptos. Esta gaja é o Hitler, e para mais nasceu na Jamaica em 1964, o que só vem adensar essa suspeita. Epá, bardamerda para estes gajos. Dizem-se o pináculo da civilização, e depois têm este tipo de constrangimentos? Não se pode fazer a ponta de um corno sem que o sabor seja tutti-frutti? Ainda conseguem ser piores que o Ku Klux-Klan, senão vejam só: se não aparecer um preto/indiano/árabe/chinês para fazer parte disto e daquilo, fazem o quê? Vão buscá-lo a casa e arrastam-no pelos cabelos? Ora essa, claro que não - pagam-lhe! E por debaixo do roseiral da "tolerância e diversidade" fica um esterco que cheira ainda mais mal do que qualquer tipo de discriminação.

E os palermas dos ingleses vão na conversa! Vejam este "cartoon" publicado num dos tablóides nojentos que circulam por lá, que faz de juiz, júri e carrasco, tudo num só. Quem olhe para isto e desconheça os factos, as circunstâncias e pare dois segundos para racionalizar tudo isso, vai pensar que Mourinho humilhou Eva Carneiro apenas por esta ser uma mulher! E olhem para o exagero, que ao mesmo tempo tem um efeito contrário ao inicialmente pretendido - ninguém disse ou sugeriu que Eva Carneiro não pode exercer uma profissão ligada ao futebol profissional, quanto mais "todas as mulheres". Outra vez: o que querem as mulheres com o futebol, se os próprios homens se insultam uns aos outros? Um dia o tradicional "pub" inglês transforma-se na casa da Barbie para acomodar as "sensibilidades", e assim evitar que se cometa "discriminação". O pior é que ao ponto que isto chegou no Reino Unido (e espero que não seja contagioso), só quem for etnicamente idêntico se pode insultar ou fazer gestos obscenos, mas cuidado, nada de chamar "mariconço", "panilas", ou algo que coloque em causa a masculinidade do parceiro, pois mesmo que este não seja da tendência LGBT, os próprios LGBT ficam ofendidos! Isto é incrível! O futebol ainda servia para descarregar as tensões acumuladas pelo "stress" do dia-a-dia, mas deste jeito, começa-se a ir à bola e ficar lá bem comportadinho, e durante a semana manda-se o patrão pró c... todos os dias. E desde quando é quando que chamar "filho/a da puta" a alguém é para ser interpretado literalmente? É um ataque dirigido à pessoa a que se atira com o impropério, e não pretende insinuar que a progenitora dessa pessoa se prostitui, ou que faz favores sexuais remunerados. Mourinho não disse "vi a tua mãe a fazer um bico a um gangue de paquis numa esquina em Hammersmith a noite passada", ou reagiu à entrada da médica em campo SEM DAR CAVACO A NINGUÉM dizendo "agora por causa disto, logo à noite vou somodizar a tua  mãe em dose dupla". Mas quem disse que a verdade interessa, ou que o bom senso tem algum papel neste folhetim? Até porque...


Para Eva Carneiro isto tem sido o máximo, e depois de não ter tido o que queria da FA, os seus advogados (pessoa "super simples", só que com advogados, portanto) convenceram-na a apresentar uma queixa pessoal contra Mourinho. Acontece que de acordo com as leis inglesas, alguém que perca o emprego e prove foi por culpa de outrém, pode pedir desta uma indemnização! Outra vez: ninguém a mandou embora, nem o clube, nem Mourinho, apesar de ela agir desde a primeira hora como se fosse vítima de uma cabala horrível, depois de ter entrado no terreno de jogo por decisão unicamente sua, provocando assim um desaguisado com o treinador, de quem não há memória de ter alguma vez menorizado a médica por este ser uma mulher. Contudo, imaginem lá vocês, depois deste incidente começou a constar que Eva Carneiro viu serem entoados "cânticos sexistas" contra si no ano passado, nos jogos fora contra Liverpool e Manchester United. Um bom enredo para o "Back to the Future IV", onde esta VIGARISTA viaja no passado e mostra as mamocas a adeptos rivais, que entoam cânticos onde se escuta "filha da puta", mas sem o "filha da", e usa isto como prova contra o treinador mais bem pago do mundo - não estou a insinuar nada, são os factos. Agora quem defende que esta madame é "um exemplo da emancipação feminina" por andar em estádios de futebol a fazer o que lhe apetece à revelia do corpo técnico da equipa em que é APENAS A MÉDICA, que se explique, que eu estou mordido de curiosidade para saber como é que se justifica este chinfrim, a não como extorsão encartada, aproveitando-se de leis parvas que visam proteger as pessoas de actos discriminatórios, mas cuja letra é já de si discriminatória.


Quem não conhece a personagem é capaz de pensar que Eva Carneiro é portuguesa - nada disso, é bifa que tresanda. A rapariga tem 42 anos, boa idade para ter juízo, e nasceu em Gibraltar de pai inglês e mãe espanhola. Logo vi que tinha que ter saído de debaixo de uma pedra. Estudou medicina desportiva, trabalhou no West Ham e foi trazida por André Villas-Boas (olha quem é ele...) em 2011, e tem nos últimos cinco anos "exercido com competência as funções de fisióloga no Chelsea" - isto diz-se sem se saber realmente se é verdade. É daquelas coisas que convém acrescentar, para efeitos dramáticos. Ah sim, a única vez que tinha sido notícia foi quando se especulou sobre o seu envolvimento com um jogador do clube, não se tendo adiantado o nome de qual. Ou quais. Malandros, que segundo esses tipos das associações para as igualdades em que deve ser tudo igual, a Eva Carneiro devia ser tratada como um homem, e se não fosse pedir muito, coser-lhe uma pila, já agora. Só que felizmente para todos ninguém é "igual" a ninguém, e se para uns isto é saudável e positivo, para outros é uma oportunidade de sacar umas massas, mas para isso antes é preciso fomentar o ódio e a desconfiança, lançando as sementes da discórdia. E essas sementes germinam no fértil terreno britânico, com a sua habitual arrogância e que os leva a pensar que são os tais, e ainda escolhem entre eles uns quantos que lhes vêm dizer que "não é bem assim", e depois aproveitam para impor ao resto do mundo esses conceitos idiotas como o racismo, ou esta mirabolante ideia de que os adeptos futebol têm que "ter modos", não vá estar ali a decorrer uma reunião de "tupperware" em pleno estádio, ou alguém a tentar ouvir a novela. Estes ingleses são mesmo "fail"...oz day poo tah.

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